Família de cachorrinha que vivia triste pelos cantos não imaginava que cura viria de uma bolinha de pelos
Por Larissa Soares em Cães
Há alguns anos, uma maltês chamada Charlotte começou a dormir demais, perdeu o apetite, se escondia e evitava o contato com a família. Ela também apresentou problemas de saúde, deixando os tutores preocupados.
Após vários exames, a família descobriu que Charlotte estava enfrentando um quadro de depressão.
Mesmo com os cuidados, porém, a cadelinha continuava piorando. Ela chegou a parar de comer e teve problemas nos rins, precisando receber água por meio de uma seringa.
Foi quando os tutores receberam uma notícia que acabou mudando a vida da cadela.
A mãe de Charlotte estava esperando outra ninhada e a família decidiu levar uma das filhotes para fazer companhia à cadelinha.
Nova bolinha de pelos
A chegada de um filhote não resolveu tudo de uma hora para outra. Charlotte e Cindy inicialmente estranharam a presença uma da outra e a família chegou a ter receio de que a convivência não desse certo.
Com o passar do tempo, porém, as duas começaram a se reconhecer como companheiras. As duas foram se aproximando e, em determinado momento, a brincadeira apareceu.
Charlotte voltou a brincar com a irmã e passou a ficar cada vez mais próxima dela. As duas começaram a permanecer juntas durante boa parte do dia, até que a convivência se tornou natural.
Segundo a família, a mudança também apareceu no comportamento de Charlotte. A cadelinha que antes não queria sair de casa, permanecia triste e havia perdido o interesse pela alimentação, recuperou a disposição para interagir.
Cindy passou a acompanhá-la nas atividades Charlotte voltou a demonstrar a alegria que tinha antes do período de depressão.
As duas ficaram inseparáveis:
Companhia pode fazer parte da recuperação
Assim como Charlotte, um cão chamado Lupe também voltou a mostrar alegria após ganhar uma irmãzinha.
Lupe passou por uma mudança importante depois que sua família deixou uma casa com quintal amplo e foi morar em um condomínio.
Antes da mudança, o cão tinha bastante espaço para circular. Depois, passou a ficar muitas horas sozinho e perdeu parte dos estímulos que faziam parte do dia a dia.
A família percebeu que ele estava apático, brincava menos e tinha pouco interesse por atividades que antes gostava.
A tutora Eduarda Bulhões decidiu então trazer uma nova integrante para a família. Lunna, uma filhote de shih-tzu, chegou cheia de energia e passou a dividir a casa com o cão mais velho.
No primeiro encontro, Eduarda ficou preocupada porque Lupe era muito maior que a filhote. A aproximação, porém, chamou a atenção da família. Ele abanou o rabo ao vê-la e passou a correr ao redor do cercadinho onde a filhote estava.
Com o passar do tempo, Lupe voltou a demonstrar interesse pela comida, interagir mais com os tutores e retomar brincadeiras.
Nem toda tristeza em cães é depressão
A depressão em cães pode se manifestar por mudanças no comportamento, na energia, no apetite e na interação com pessoas ou outros animais.
Entre os sinais descritos pelo American Kennel Club estão a perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas, baixa energia, redução do apetite, maior necessidade de contato ou, ao contrário, afastamento de pessoas e outros animais.
As causas também podem ser variadas. Mudanças importantes na rotina, perda de um tutor ou companheiro, isolamento social, falta de estímulos físicos e mentais, dor crônica e experiências traumáticas estão entre os fatores associados a quadros de depressão ou comportamentos semelhantes à depressão em cães.
Segundo o AKC, sintomas associados à depressão também podem aparecer em situações de doença ou dor.
Por isso, uma avaliação veterinária é importante para investigar possíveis causas físicas antes de atribuir a alteração apenas ao estado emocional.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.