Família de cachorrinha que vivia triste pelos cantos não imaginava que cura viria de uma bolinha de pelos

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em Cães

Há alguns anos, uma maltês chamada Charlotte começou a dormir demais, perdeu o apetite, se escondia e evitava o contato com a família. Ela também apresentou problemas de saúde, deixando os tutores preocupados.

Após vários exames, a família descobriu que Charlotte estava enfrentando um quadro de depressão.

Mesmo com os cuidados, porém, a cadelinha continuava piorando. Ela chegou a parar de comer e teve problemas nos rins, precisando receber água por meio de uma seringa.

Foi quando os tutores receberam uma notícia que acabou mudando a vida da cadela.

A mãe de Charlotte estava esperando outra ninhada e a família decidiu levar uma das filhotes para fazer companhia à cadelinha.

Nova bolinha de pelos

A chegada de um filhote não resolveu tudo de uma hora para outra. Charlotte e Cindy inicialmente estranharam a presença uma da outra e a família chegou a ter receio de que a convivência não desse certo.

Com o passar do tempo, porém, as duas começaram a se reconhecer como companheiras. As duas foram se aproximando e, em determinado momento, a brincadeira apareceu.

Charlotte voltou a brincar com a irmã e passou a ficar cada vez mais próxima dela. As duas começaram a permanecer juntas durante boa parte do dia, até que a convivência se tornou natural.

Segundo a família, a mudança também apareceu no comportamento de Charlotte. A cadelinha que antes não queria sair de casa, permanecia triste e havia perdido o interesse pela alimentação, recuperou a disposição para interagir.

Cindy passou a acompanhá-la nas atividades Charlotte voltou a demonstrar a alegria que tinha antes do período de depressão.

As duas ficaram inseparáveis:

Companhia pode fazer parte da recuperação

Assim como Charlotte, um cão chamado Lupe também voltou a mostrar alegria após ganhar uma irmãzinha.

Lupe passou por uma mudança importante depois que sua família deixou uma casa com quintal amplo e foi morar em um condomínio.

Antes da mudança, o cão tinha bastante espaço para circular. Depois, passou a ficar muitas horas sozinho e perdeu parte dos estímulos que faziam parte do dia a dia.

A família percebeu que ele estava apático, brincava menos e tinha pouco interesse por atividades que antes gostava.

A tutora Eduarda Bulhões decidiu então trazer uma nova integrante para a família. Lunna, uma filhote de shih-tzu, chegou cheia de energia e passou a dividir a casa com o cão mais velho.

No primeiro encontro, Eduarda ficou preocupada porque Lupe era muito maior que a filhote. A aproximação, porém, chamou a atenção da família. Ele abanou o rabo ao vê-la e passou a correr ao redor do cercadinho onde a filhote estava.

Com o passar do tempo, Lupe voltou a demonstrar interesse pela comida, interagir mais com os tutores e retomar brincadeiras.

Nem toda tristeza em cães é depressão

A depressão em cães pode se manifestar por mudanças no comportamento, na energia, no apetite e na interação com pessoas ou outros animais.

Entre os sinais descritos pelo American Kennel Club estão a perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas, baixa energia, redução do apetite, maior necessidade de contato ou, ao contrário, afastamento de pessoas e outros animais.

As causas também podem ser variadas. Mudanças importantes na rotina, perda de um tutor ou companheiro, isolamento social, falta de estímulos físicos e mentais, dor crônica e experiências traumáticas estão entre os fatores associados a quadros de depressão ou comportamentos semelhantes à depressão em cães.

Segundo o AKC, sintomas associados à depressão também podem aparecer em situações de doença ou dor.

Por isso, uma avaliação veterinária é importante para investigar possíveis causas físicas antes de atribuir a alteração apenas ao estado emocional.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.