“Cada segundo conta”: Equipe e clientes de clínica veterinária agem rapidamente para salvar a vida de cachorrinha

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Uma cadela Bull Terrier gravemente ferida chegou à sala de cirurgia de uma clínica veterinária de Madrid, na Espanha, apenas 90 segundos depois de sua tutora pedir ajuda.

O atendimento rápido foi possível graças à união entre veterinários, funcionários e pessoas que estavam na sala de espera naquele momento, incluindo um bombeiro que havia levado o próprio cachorro para uma consulta.

O caso aconteceu na terça-feira, 25 de agosto, e foi registrado pelas câmeras de segurança da Clínica Veterinária Mascoteros.

As imagens foram compartilhadas pelo veterinário Carlos, da equipe da clínica, em 28 de agosto, acompanhadas do relato sobre os acontecimentos daquele dia.

Segundo a clínica, a tutora chegou gritando e pedindo ajuda. A cadela estava dentro do carro estacionado em frente à entrada e apresentava ferimentos muito graves.

Diante da situação, a equipe sabia que precisava levar a paciente para atendimento o mais rápido possível.

Ao mesmo tempo, os profissionais precisavam ter cuidado durante a retirada, já que uma movimentação inadequada poderia agravar as lesões.

Foi nesse momento que pessoas que até poucos segundos antes estavam apenas aguardando suas consultas decidiram ajudar.

Trabalho em equipe

Entre os clientes que estavam na clínica havia um bombeiro que tinha levado o próprio cachorro para ser atendido. Ao perceber a movimentação, ele se levantou e foi ajudar a equipe.

De acordo com a clínica, ele inclusive auxiliou na preparação do carro para facilitar a retirada da paciente. Um dos encostos de cabeça foi abaixado para criar o espaço necessário para movimentar a cadela com mais segurança.

Outros clientes também se juntaram à ação. Enquanto algumas pessoas ajudavam os profissionais a retirar a cachorrinha do veículo, outras permaneceram ao lado da tutora, que estava em estado de desespero e sofria um colapso nervoso diante da gravidade da situação.

A equipe precisava, portanto, cuidar de duas necessidades ao mesmo tempo. A cadela precisava chegar rapidamente à sala de cirurgia, enquanto a tutora também precisava de apoio para conseguir acompanhar o atendimento.

A movimentação foi registrada pelas câmeras de segurança da clínica e mostrou a sequência de pessoas entrando e saindo para ajudar na retirada.

Em 90 segundos, a cachorrinha que estava dentro do carro chegou à sala de cirurgia.

Veja o vídeo:

Cada segundo fazia diferença

A clínica destacou que situações envolvendo traumas graves exigem rapidez, mas também cuidado. Retirar um cão ferido de maneira apressada, sem considerar a posição do corpo e a extensão das lesões, pode provocar novos danos.

Por isso, embora as pessoas tenham agido rapidamente, o objetivo não era simplesmente carregar a cadela para dentro da clínica. Era encontrar uma maneira segura de movimentá-la.

O bombeiro que estava na sala de espera ajudou nesse processo. A adaptação do espaço do carro permitiu que a equipe tivesse melhores condições para retirar a paciente.

Veterinários e assistentes coordenaram a movimentação enquanto os clientes ajudavam no que era necessário.

A clínica descreveu aquela situação como um exemplo do significado que a expressão "Família Mascoteros" pode ter no cotidiano.

Naquele dia, essa família não era formada apenas pelos profissionais que trabalham no local.

Também incluía o bombeiro que estava esperando pela consulta do próprio cachorro, os outros clientes que aguardavam atendimento e todas as pessoas que decidiram ajudar quando perceberam a gravidade da situação.

Boas notícias

A cadela passou pela cirurgia e ficou internada durante algumas horas para receber tratamento e ser acompanhada pela equipe.

Ainda naquele mesmo dia, ela recebeu alta e pôde voltar para casa com a família. Inclusive, deixou o local caminhando.

Nos dias seguintes, a cachorrinha voltou à Mascoteros para consultas e continuidade do tratamento. As visitas também permitiram que a equipe acompanhasse sua recuperação depois do trauma.

E cada nova visita, a cadela mostrava que estava feliz em rever seus amigos.

A paciente continuou se recuperando em casa depois das consultas, enquanto a equipe acompanhava sua evolução.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.