“Quem ama dá um jeito”: Sr. Nelson adapta bicicleta e pedala na chuva para levar Panterinha ao tratamento
Por Beatriz Menezes em Aqueça o coração
A rotina de cuidados com animais com necessidades de saúde ganhou um capítulo marcado pela dedicação do morador Nelson em relação à cadela Panterinha.
Diante do diagnóstico de uma enfermidade sanguínea no animal e da ausência de um veículo motorizado, o tutor encontrou na adaptação de sua bicicleta o meio para garantir a continuidade do tratamento médico no hospital veterinário durante um dia de forte chuva na região paulista.
Para realizar o trajeto até a unidade de saúde, uma caixa plástica organizadora foi fixada na bagageira da bicicleta.
O improviso estrutural permitiu o deslocamento do animal com segurança, abrigo contra a precipitação e ventilação adequada.
A cena do desembarque na clínica veterinária registrou o esforço diário do tutor para cumprir o cronograma de medicação e consultas do pet.
A identificação da protetora Tatiana com a causa animal
A iniciativa foi capturada em vídeo e divulgada pela administradora do projeto Casa dos Bichos, Tatiana, que atua na proteção animal no município de Osasco, na Grande São Paulo.
A publicação gerou comoção na responsável pela página, que declarou se identificar com o empenho demonstrado pelo tutor devido à sua própria rotina diária no acolhimento e tratamento de animais em situação de vulnerabilidade.
O vídeo compartilhado em 10 de setembro tem 15 mil visualizações, 1.552 curtidas e 55 comentários.
"Quem ama cuida".
"Deus abençoe senhor Nelson pelo amor e cuidado que o senhor tem pela Panterinha que ela fique bem".
"Ah se todo tutor fizesse pelo menos a metade disso por seus bichinhos!".
Comentaram alguns internautas.
Veja abaixo:
A identificação com a história do tutor decorre da vivência direta da protetora com a causa. Há dez anos, Tatiana transformou a própria residência em um ponto de acolhimento para cães e gatos recolhidos das ruas.
O espaço abriga atualmente 30 cães e 11 gatos, muitos dos quais demandam acompanhamento médico constante por apresentarem idade avançada, paralisias, amputações ou enfermidades crônicas.
A rotina de acolhimento mantida por Tatiana envolve a gestão de recursos próprios e doações para suprir alimentação, vacinação, higiene e consultas médicas dos abrigados.
A experiência com animais debilitados e com tratamentos contínuos faz parte do cotidiano da protetora, que reconfigurou o espaço de sua residência para priorizar o atendimento às necessidades físicas dos bichos resgatados.
A cena gravada na saída do hospital veterinário evidencia a relação de cuidado entre o tutor e a cadela Panterinha, além de destacar a rede de apoio que se forma entre pessoas dedicadas à causa animal.
O registro veiculado pelo perfil do projeto e repercutido em reportagem do programa Balanço Geral resultou no fortalecimento do apelo por doações e por famílias dispostas a realizar a adoção responsável dos animais que dependem de tratamento contínuo.
Os cães podem sofrer de vários problemas no sangue, que afetam os glóbulos vermelhos, as plaquetas ou os fatores de coagulação
- Anemia: É a queda nos glóbulos vermelhos, que transportam oxigênio. Pode ser causada por doenças do carrapato (como erliquiose e babesiose), problemas autoimunes (onde o corpo ataca as próprias células) ou intoxicações.
- Trombocitopenia: É a baixa quantidade de plaquetas, células que ajudam a estancar sangramentos. Isso deixa o cão vulnerável a manchas roxas na pele e sangramentos no nariz ou na gengiva.
- Doença de Von Willebrand: É um distúrbio genético hereditário que dificulta a coagulação do sangue, semelhante à hemofilia humana. Causa sangramentos prolongados após pequenos cortes ou cirurgias.
- Hemoparasitoses: São infecções transmitidas por carrapatos e pulgas que destroem as células sanguíneas e comprometem a medula óssea do animal. Sinais de Alerta
- Palidez nas gengivas e na parte interna das pálpebras.
- Cansaço extremo, fraqueza ou falta de apetite.
- Manchas vermelhas ou roxas na pele (petéquias).
- Sangramentos espontâneos pelo nariz, urina ou fezes. No menor sinal, procure um veterinário.