Cachorro que não gosta de gatos ensina gatinha da família a ser cachorro: "Tudo o que ela sabe, aprendeu com o Ocho"
Por Larissa Soares em Aqueça o coração
Quando Anita foi encontrada ainda recém-nascida, suas condições eram tão delicadas que os veterinários estimaram apenas 10% de chances de sobrevivência.
A gatinha havia sido abandonada pela mãe e precisava de ajuda para conseguir passar pelos primeiros dias de vida.
A família se preparou para uma rotina de cuidados intensivos. A alimentação precisou ser feita por sonda várias vezes ao dia, apesar dos riscos envolvidos no procedimento.
Segundo os tutores, o veterinário alertou que a sonda poderia perfurar o pulmão da filhote, mas aquela era a alternativa disponível naquele momento para tentar mantê-la viva.
"Então, nós a alimentamos por sonda várias vezes ao dia até que ela recuperasse as forças", contou a família nas redes sociais.
Quando Anita tinha apenas uma semana de vida, outro problema apareceu. Uma infecção atingiu algumas de suas articulações e comprometeu ainda mais uma recuperação que já exigia bastante cuidado.
Aos poucos, porém, a gatinha começou a reagir. Conforme recuperava as forças, conseguiu deixar a alimentação por sonda e passou a aceitar a mamadeira.
O ganho de peso veio acompanhado de novas conquistas, como aprender a caminhar, correr e brincar.
A infecção deixou sequelas nas patas, e Anita ainda apresenta um pequeno desequilíbrio ao andar, mas isso não impediu que ela desenvolvesse uma rotina ativa ao lado da família.
E foi durante essa fase de recuperação que Ocho, o cachorro, começou a ocupar um espaço importante na vida da filhote.
O cachorro que não gostava de gatos
Antes da chegada de Anita, Ocho estava acostumado a ser o único cão da casa. Resgatado ainda filhote, ele cresceu com a família e, segundo os tutores, nunca teve muita simpatia pelos felinos.
A chegada de uma gatinha, portanto, não parecia promissora com o histórico do cachorro. Mas a convivência diária entre os dois acabou tomando outro rumo.
Enquanto Anita crescia, Ocho passou a acompanhá-la de perto.
As imagens compartilhadas pela família mostram os dois juntos desde os primeiros meses de vida da gatinha, quando ela ainda era pequena demais para acompanhar o cão nas atividades do dia a dia.
Com o tempo, Anita passou a seguir Ocho para todos os lados. E, ao observar o cachorro durante os primeiros anos de vida, aparentemente encontrou nele uma espécie de referência para descobrir como explorar o mundo.
Hoje, aos dois anos, ela acompanha o irmão canino em passeios pela praia, brincadeiras no parque e momentos de descanso no sofá.
O comportamento virou motivo de brincadeira para os próprios tutores, que dizem que Anita aprendeu praticamente tudo observando Ocho.
Em uma publicação feita no Instagram em abril, a família brincou:
"E agora, como você explica para a Anita que ela não é uma cachorra? Se tudo o que ela sabe, ela aprendeu com o Ocho."
Os cães que aprenderam a ser gatos
Se Anita aprendeu a ser cachorro, também existem cães que aprenderam a ser gatos.
Em um sítio de Tubarão, em Santa Catarina, duas cadelas que convivem diariamente com cerca de 30 gatos incorporaram alguns hábitos dos companheiros felinos.
As duas Shih Tzus da família passaram a frequentar os mesmos espaços altos utilizados pelos felinos, incluindo camas aéreas, móveis e janelas.
Em diferentes registros, uma das cadelas aparece caminhando pelas prateleiras instaladas nas paredes para que os gatos possam escalar.
Em outro momento, ela descansa em um móvel alto, posição muito procurada pelos felinos da casa.
As cachorrinhas também foram registradas na janela, brincando com objetos destinados aos gatos, lambendo os companheiros felinos e até usando a caixa de areia.
"Em escala de zero a dez, quanto vocês acham que elas pensam que são gatos?", perguntou a tutora em uma publicação, acompanhada da brincadeira sobre como contar para as cadelas que elas não eram felinas.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.