“Deixem eles em paz”: protetora desabafa após explosivos serem lançados em lar temporário de cães resgatados

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em Proteção Animal

Cães em lar temporário estão sofrendo com represálias em Rio Claro, um município de São Paulo. No último sábado (26), a ONG Amigo do Canil denunciou o arremesso de bombas e atos de intimidação contra o espaço onde cães vulneráveis recebem abrigo até a adoção.

Os registros divulgados recentemente tanto no Instagram quanto Tik Tok, pela presidente da entidade, Fabi Custodio, mostram que artefatos explosivos foram lançados no quintal durante o dia, gerando intenso estresse, fumaça e pânico nos cães, além de episódios em que indivíduos bateram no portão da residência de madrugada.

A preocupação central da entidade está voltada para a saúde física e psicológica dos animais abrigados, que já possuem histórico de sofrimento e maus-tratos. Segundo a equipe da ONG, o barulho das explosões e a fumaça provocam agitação extrema em seres que necessitam de um ambiente calmo para reabilitação.

As agressões colocam em risco não apenas os cães inocentes, mas também os moradores e voluntários que dedicam o tempo aos cuidados diários do espaço. Segundo a protetora, a estrutura do lar temporário atende aos padrões de higiene, saúde e manejo.

Vistorias realizadas pela Guarda Municipal e pelo Canil Municipal comprovaram que o local é segue critérios e mantém os animais imunizados, vermifugados, com alimentação adequada, água limpa e abrigo coberto contra intempéries.

Na legenda do vídeo publicado no final de semana, a protetora explica que a situação é pontual com algumas pessoas incomodadas pela presença dos animais.

"A situação já foi levada à Justiça, e vamos apresentar também os registros de hoje às autoridades. Queremos que os fatos sejam apurados. Felizmente, essa tensão envolve pouquíssimas pessoas. Temos vizinhos que nos acolhem, visitam o espaço e até se oferecem para ajudar. A eles, nosso carinho. O lar temporário existe para cuidar de animais resgatados. Pedimos que eles, as pessoas que moram ali e esse trabalho sejam respeitados. Afinal, quem está perturbando quem?", pontua.

Uma possível motivação seria os latidos dos cães. Porém Fabi explica que os latidos registrados são esporádicos e naturais da rotina de passeios ou chegada de visitantes, cessando rapidamente. Alguns internautas confirmaram essa questão, dizendo que os animais da ONG são calmos e não costumam latir o dia inteiro.

O vídeo publicado em 26 de setembro obteve 41 mil visualizações no Instagram, 2 mil curtidas e 560 comentários.

"Fui 2x adotar meus filhotes e em todo tempo parada na frente da ONG não teve um latino, a não ser na hora que entrei por ser estranho pra eles. Deixem eles em paz, já é um trabalho muito difícil".
"A pessoa que se incomoda com o barulho, é o tipo de pessoa que abandona".
"Os incomodados deveriam cobrar atitude do poder público que exime de fazer! Para ajudar são poucos, mas atrapalhar, tem muitos!".

Comentaram alguns internautas.

Confira abaixo:

Diante da gravidade dos ataques, as gravações das câmeras de segurança estão sendo anexadas para atualização de medidas legais e policiais.

A liderança da ONG reforça o apelo para que a empatia prevaleça e que o direito dos cães à vida digna seja respeitado por toda a comunidade.

O Amo Meu Pet entrou em contato com a presidente da ONG e segue acompanhando os desdobramentos do caso. A reportagem aguarda mais informações para a atualização desta matéria, incluindo o número exato de animais abrigados e as formas de auxílio da comunidade.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.