"Esse serzinho é muito precioso pra mim": tutora desmonta cadeira e tem ideia genial para ajudar cão de 18 anos
Por Larissa Soares em Cães
Aos 18 anos, o cachorrinho Scooby não tem mais a mesma disposição de antes. Os pelinhos brancos já tomaram conta do rosto, alguns dentes já se foram e ele precisa de alguns recursos para fazer as atividades do dia a dia.
Mas, para Lohayne, ele sempre será um bebê.
O dachshund está prestes a completar 19 anos e, por conta da idade, não consegue ficar em pé sozinho. Ele precisa usar fraldas e conta com uma cadeira de rodas para auxiliar nas caminhadas.
Mesmo com as limitações, a tutora continua buscando maneiras de manter o cão em movimento.
"Esse serzinho é muito precioso pra mim, faço de tudo por ele", disse Lohayne.
Scooby faz fisioterapia e tem acompanhamento mensal com um profissional da área, além de passar por avaliações veterinárias.
Os cuidados com o cão também precisam levar em consideração outras mudanças que vieram com a velhice.
Segundo Lohayne, Scooby é ceguinho e tem disfunção cognitiva, uma condição associada ao envelhecimento do cérebro que pode provocar alterações no comportamento e na capacidade de o cão interagir com o ambiente.
O VCA Animal Hospitals explica que a síndrome é progressiva e pode afetar a qualidade de vida dos cães idosos.
Entre os sinais descritos estão desorientação, alterações no ciclo de sono, ansiedade, vocalização excessiva, dificuldade para reconhecer ambientes e mudanças na interação com pessoas e outros animais. Também podem ocorrer alterações na atividade física e comportamentos repetitivos.
No caso de Scooby, a condição provoca movimentos repetitivos, como andar em círculos.
Fisioterapia na cadeira giratória
Em uma das sessões, compartilhada no TikTok, Lohayne encontrou uma forma diferente de incentivar Scooby a caminhar usando uma cadeira giratória de escritório.
Lohayne desmontou a cadeira, deixou as rodas voltadas para cima e prendeu a guia de Scooby ao objeto.
Com o equipamento servindo como uma espécie de roda, o cão passou a caminhar em círculos ao redor dele.
Como Scooby já apresenta dificuldade para ficar em pé e se locomover sozinho, a tutora procura evitar que ele permaneça parado por longos períodos.
"Evita ficar parado e atrofiar", explicou ela nos comentários da publicação.
O registro da sessão de fisioterapia ultrapassou 167 mil visualizações e recebeu mais de 27 mil curtidas no TikTok.
"Desistir aqui nunca vai ser uma opção. E bora para os 19 anos", disse Lohayne na legenda.
Nos comentários, as pessoas ficaram encantadas com o cuidado com o cão idoso.
"Ele fazendo a fisioterapiazinha dele sem incomodar ninguém", comentou uma internauta.
"Eles merecem estarmos ao lado deles até o final", disse outra.
"Genial, eu tenho um de 21 anos que também não fica em pé sozinho. Vou copiar", elogiou uma terceira.
Lohayne respondeu que a atividade poderia ser útil e aproveitou para recomendar o acompanhamento de um fisioterapeuta. "vai ajudar DEMAIS!"
Quanto um cão idoso precisa se exercitar
Não existe uma quantidade única de exercício que sirva para todos os cães idosos. A idade, a raça, o histórico médico, a mobilidade e as condições de saúde precisam ser considerados antes de estabelecer uma rotina.
O PetMD recomenda que cães idosos tenham, de maneira geral, entre 30 e 60 minutos de atividade por dia.
No entanto, esse período deve ser adaptado às necessidades de cada indivíduo e definido com orientação veterinária.
O exercício ajuda a manter músculos, tendões, ligamentos e articulações, além de oferecer estímulo mental.
Para um cão com limitações importantes, como Scooby, isso não significa que ele deva caminhar durante meia hora de uma vez.
Sessões mais curtas podem ser uma alternativa mais adequada, principalmente quando existe acompanhamento profissional.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.








