Jovem que pesquisa plantas, encontra samambaia capaz de 'ressuscitar' no quintal de casa e registra momento único

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em Diário do Bem

Um morador de Belém, no Pará, identificou em seu próprio quintal a presença da espécie conhecida popularmente como samambaia-da-ressurreição.

O registro do fenômeno de reidratação da planta foi publicado no TikTok pelo perfil do internauta @cesar.fvch.

César iniciou uma série de vídeos fazendo um tour pelas plantas na sua residência das quais ele não sabia o nome.

Nessa aventura de mostrar as espécies que ele desconhecia mas mesmo assim cultivava descobriu que tem uma 'samambaia da ressurreição'. A planta observada cresce no alto do tronco de palmeiras localizadas na propriedade.

Em períodos sem chuva, a vegetação apresenta um aspecto seco e retorcido, semelhante a um organismo morto. Essa característica estética oculta um mecanismo biológico de defesa contra a dessecação extrema.

O autor da publicação explicou como observou o estado inicial da 'planta imorrível', como ele citou na legenda do vídeo.

"Ela parece morta, se vocês olharem mais de perto", disse no relato.

Para demonstrar a transformação botânica, foi utilizado um recurso de filmagem acelerada, conhecido como time-lapse.

A técnica permitiu capturar o processo em que as folhas secas e escuras recuperam a cor verde e a vivacidade após o contato direto com a água.

Segundo pesquisas do internauta, do ponto de vista científico, a espécie apresenta grande resistência à seca prolongada. A maioria das plantas sofre danos irreversíveis ou morre ao perder cerca de 15% da sua reserva hídrica.

A samambaia-da-ressurreição, por sua vez, consegue suportar níveis críticos de dessecação sem perder a capacidade de recuperação biológica.

"Imagina só perder quase 100% da água do seu corpo e ainda assim conseguir voltar à vida quando a água tá presente novamente", afirmou.

O criador de conteúdo acrescentou dados levantados em pesquisas sobre a resiliência desse vegetal.

"Os números, de acordo com a minha pesquisa, mostram que ela consegue sobreviver mesmo tendo perdido de 70% a 90% da água presente nesse organismo. Elas conseguem ficar até uns 100 anos ressecadas desse jeito, até onde se sabe".

O processo de reversão do estado de ressecamento acontece de forma rápida assim que a umidade atinge os tecidos da folha.

"Então, depois que elas possuem algum contacto com a água, é questão de horas até elas estarem verdes e com aparência viva novamente", pontuou durante o relato.

A gravação do processo exigiu planejamento técnico para documentar o movimento lento de abertura das folhas.

"Esse vídeo aqui eu fiz utilizando uma técnica chamada time-lapse, que é basicamente fazer os registros de cada quadro do vídeo dentro de um intervalo muito maior. Aqui eu tava fazendo um quadro a cada 10 segundos. Isso me deu um vídeo final onde cada hora durava cerca de 12 segundos", explicou.

A publicação da experiência botânica repercutiu obtendo 28,6 mil visualizações, 2626 curtidas e 75 comentários.

"Bom ver jovem que ainda tem interesse pela beleza e mistérios da natureza. parabéns".
"Esse é o jardim de Éden".
"Aqui na minha mangueira tem muitas eu molho sempre que fica mais quente! Moro em Belém também".

São alguns dos comentários.

Confira o vídeo abaixo:

Segundo o site picturethisai a samambaia-da-ressurreição é uma samambaia robusta que pode tolerar uma ampla gama de condições.

Um ponto especial de cuidado é garantir que o samambaia-da-ressurreição passe por períodos de secura seguidos de umidade, simulando seu habitat epifítico natural, para permitir seu traço de ressurreição.

Embora consiga sobreviver por longos períodos de seca, não deve ser deixado seco por muito tempo. Esta planta é relativamente fácil de cuidar, pois não requer rega ou alimentação constante, prosperando em luz indireta e alta umidade.

O professor de biologia e técnico em Meio Ambiente César Nazário do perfil Natural Flow traz mais curiosidades.

Abaixo, outra explicação sobre a espécie:

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.