“Ele me fazia levantar da cama”: Mulher relembra companheiro de 18 anos e desabafo toca milhões
Por Larissa Soares em Cães
Tasha Ryland tinha 13 anos quando ganhou Jake, um golden retriever que acabou se tornando seu companheiro por mais de 18 anos.
O cão morreu em outubro de 2025, mas continua presente na memória da tutora, que ainda encontra maneiras de falar sobre ele e lembrar das aventuras que viveram juntos.
Jake acompanhou Tasha durante a adolescência, a vida adulta, mudanças de cidade e inúmeras caminhadas, tornando-se parte de praticamente todas as fases da vida dela.
E a ausência não fez com que as histórias sobre ele desaparecessem.
Em julho, Tasha contou que alguém havia perguntado durante uma conversa no trabalho se ela tinha algum animal de estimação. A resposta saiu no passado: "Eu costumava."
A partir daí, ela começou a contar sobre Jake. Falou sobre o companheirismo, a lealdade e a disposição que ele tinha para acompanhá-la em qualquer aventura.
Também lembrou das viagens que fizeram de costa a costa pelo Canadá e de quando o cão esperava por ela do lado de fora do trabalho pela manhã.
Quando Jake ficou mais velho, as aventuras também mudaram. Os passeios que antes envolviam longas caminhadas passaram a ser feitos em um pequeno carrinho verde.
Ela percebeu, no meio daquela conversa, que estava apresentando Jake a uma pessoa que nunca teria a oportunidade de conhecê-lo.
E foi justamente aí que a saudade apareceu com mais força.
"Ele me fazia levantar da cama"
Recentemente, Tasha voltou a falar sobre Jake em uma publicação nas redes sociais. Dessa vez, ela compartilhou uma lembrança ainda mais íntima sobre a relação dos dois.
"Quando as pessoas zoam porque eu ainda falo do meu cachorro, mas eu lembro todas as vezes que ele foi o único motivo de eu sair da cama", escreveu.
Na legenda, explicou que quase um ano depois da morte do cão ainda encontra maneiras de mencioná-lo durante conversas.
"O luto é estranho assim mesmo e os tempos mudam, especialmente depois de passar mais de 18 anos juntos. Quem entende, entende."
Veja o vídeo:
Para Tasha, falar de Jake não significa apenas lembrar de um cachorro que morreu. Significa falar sobre alguém que esteve presente durante uma parte enorme de sua vida.
"18.5 lindos anos a crescer juntos. De zoomies de filhotes a passeios de carroça. Quão abençoados fomos?! Sinto falta do meu anjo todos os dias enquanto continuo sem ele", escreveu em outra publicação.
Tasha contou que, embora soubesse que Jake havia vivido uma vida longa, ainda existiam momentos em que ela parava no meio de uma conversa ao perceber que ele agora era uma memória.
Ela falou sobre a sensação de contar a uma pessoa nova quem era Jake, explicar seus hábitos, suas aventuras e tudo aquilo que fazia dele parte da família, enquanto sabia que aquela pessoa nunca poderia encontrá-lo.
Para Tasha, esse contraste entre lembrar de tudo e não poder mais viver novas experiências com ele é uma das partes mais difíceis da perda.
As caminhadas mudaram com a idade
Jake acompanhou Tasha em diferentes momentos da vida, inclusive em trilhas pelo Canadá.
Quando ela era mais jovem, os passeios eram medidos em quilômetros. Ela registrava a distância percorrida, o tempo necessário e quanto conseguia avançar.
Uma das regiões importantes para os dois foi a Labrador Pioneer Footpath, trecho da Trilha Trans-Canadá localizado em Labrador.
Quando Jake era jovem, corria à frente de Tasha pelas trilhas costeiras e parava de tempos em tempos para olhar para trás e conferir se ela continuava por perto.
Anos depois, quando Tasha se mudou para a Colúmbia Britânica, Jake foi junto no banco de trás.
O Atlântico ficou para trás e o Pacífico passou a fazer parte da paisagem das aventuras dos dois, mas as caminhadas continuaram.
Com o envelhecimento, porém, os quilômetros deixaram de ser a principal medida.
Tasha passou a escolher trilhas mais curtas, com menos elevação, e aumentou o número de pausas.
Quando Jake já não conseguia caminhar longas distâncias, ela o colocava no pequeno carrinho verde.

Na última temporada da vida do cão, aos 18 anos e meio, os dois voltaram para Labrador. Tasha o puxou pela mesma região onde haviam caminhado juntos durante a juventude.
Ela conta que, olhando para trás, não se lembra mais dos quilômetros percorridos. Lembra de Jake observando os penhascos em Torbay, dele procurando por ela nas florestas da Colúmbia Britânica e das primeiras corridas em que o cão seguia à frente.
O cuidado ao longo de quase duas décadas
Antes de completar 18 anos, Jake também chamou atenção por sua longevidade. Quando ele tinha 17 anos, Tasha respondeu às perguntas de seguidores sobre a alimentação que recebia.
Ela contou que a família preparava comida caseira para o cão desde que ele era jovem.
Na época em que Tasha cresceu em uma pequena cidade de Labrador, havia poucas opções de atendimento veterinário e de alimentação para animais.
Por isso, Jake recebia ração de supermercado complementada com alimentos preparados pela família.
Com o passar dos anos, os dentes do cão ficaram mais fracos e ele passou a ter dificuldade para mastigar a ração seca.
A família então desenvolveu uma preparação própria, com carne bovina ou frango e alguns vegetais de que ele gostava.
Em ocasiões especiais, Jake ainda recebia alimentos como pizza, McDonald's ou bife caseiro.
Ela fazia questão de ressaltar que não era veterinária e que sua experiência com alimentação vinha da convivência com o próprio cão.
O que pode ajudar um cão a viver mais
Não existe uma receita capaz de garantir que um cão chegue a uma determinada idade. A longevidade depende de fatores como genética, porte, doenças, ambiente, alimentação e cuidados recebidos ao longo da vida.
O American Kennel Club (AKC) destaca que uma alimentação adequada é uma das bases para a saúde canina e recomenda conversar com o veterinário sobre a dieta mais apropriada para cada cão.
A entidade também aponta a importância do acompanhamento preventivo para identificar problemas de saúde antes que eles avancem.
Avaliações veterinárias podem ajudar a acompanhar mudanças relacionadas à idade e identificar condições que precisam de tratamento ou manejo.
Para cães idosos, o AKC também cita recursos como camas ortopédicas, fisioterapia aquática, acupuntura e suplementos, quando indicados por profissionais, como alternativas que podem contribuir para conforto e qualidade de vida.
A atividade física também precisa acompanhar a capacidade do cão.
Caminhadas e brincadeiras adequadas ajudam a manter a mobilidade, mas animais idosos podem precisar de percursos mais curtos, mais pausas ou formas alternativas de participar dos passeios.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.











