“Um bebê fazendo coisas de bebê”: Fotógrafo registra filhote de elefante-marinho em suas primeiras horas de vida
Por Larissa Soares em Mundo Animal
O fotógrafo de vida selvagem Miguel Maliqueo registrou um filhote de elefante-marinho-do-sul durante suas primeiras horas de vida na Isla Escondida, na Patagônia argentina.
Deitado de barriga para cima na praia, o filhote aparece levando uma das nadadeiras à boca, tal qual um bebê chupando o próprio dedo. Ao lado dele está a mãe, muito maior que o filhote.
Miguel, fotógrafo e produtor de vídeos dedicado à natureza e à vida selvagem, compartilhou o registro nas redes sociais com a legenda:
"A ternura de um filhote de elefante-marinho vendo a primeira luz do mundo exterior."
Nos comentários, os internautas ficaram encantados.
"Um bebê... fazendo coisas de bebê", escreveu uma pessoa.
"Ela chupa sua pequena nadadeira", observou outra.
"Meu Deus, eu quero muito abraçá-la!", disse um terceiro.
"A natureza é linda e perfeita", escreveu outra.
A praia que abriga gigantes do mar
Miguel fez o registro na Isla Escondida, uma praia rústica da Patagônia argentina localizada a cerca de 80 quilômetros ao sul de Puerto Madryn, nas proximidades da região de Trelew.
A área é conhecida pelo isolamento e pela presença de colônias de elefantes-marinhos.
O local oferece condições para observar esses mamíferos marinhos durante períodos importantes de seu ciclo de vida, incluindo a reprodução e o nascimento dos filhotes.
A espécie registrada por Miguel é o elefante-marinho-do-sul, cujo nome científico é Mirounga leonina.
De acordo com a Woods Hole Oceanographic Institution, instituição americana de pesquisa oceanográfica, os machos adultos podem chegar a aproximadamente cinco metros de comprimento e pesar cerca de três toneladas. As fêmeas costumam ter cerca de metade do tamanho dos machos.
Perto da mãe, o filhote parece ainda menor, mas pertence a uma espécie que está entre os maiores mamíferos carnívoros dos oceanos.

Os elefantes-marinhos são adaptados para a vida no mar, por isso apresentam uma aparência desajeitada quando estão em terra.
Eles passam grande parte do tempo na água, onde mergulham em busca de alimento e contam com adaptações do corpo para ficar muito tempo debaixo d'água.
Nadadores que mergulham a grandes profundidades
Os elefantes-marinhos se alimentam de diversos animais marinhos, incluindo peixes e lulas. Para encontrar suas presas, mergulham fundo, usando os sentidos e adaptações do corpo que permitem explorar ambientes com pouca luz.
Segundo a Woods Hole Oceanographic Institution, esses mamíferos podem mergulhar a profundidades entre 300 e 1.700 metros.
Também conseguem ficar submersos por longos períodos, chegando perto de duas horas antes de voltar à superfície para respirar.
Uma camada espessa de gordura ajuda a conservar o calor corporal nas águas frias. O organismo também apresenta adaptações circulatórias que permitem conservar oxigênio e priorizar órgãos essenciais durante os mergulhos.
Os bigodes, conhecidos cientificamente como vibrissas, são outro recurso importante. Eles ajudam os elefantes-marinhos a perceber estímulos no ambiente e localizar presas durante a busca por alimento.
O início da vida na areia
Os elefantes-marinhos pertencem ao grupo dos pinípedes, mamíferos marinhos que incluem também focas e leões-marinhos.
Embora sejam excelentes nadadores, esses animais precisam sair da água para atividades como a reprodução e o nascimento dos filhotes.
A Woods Hole Oceanographic Institution explica que os elefantes-marinhos passam períodos em terra durante a temporada reprodutiva. Nessa fase, as fêmeas dão à luz enquanto os machos disputam oportunidades de acasalamento.
O nascimento representa apenas o começo de uma etapa exigente para o filhote. Ele precisa crescer e acumular reservas de energia antes de enfrentar a vida no oceano, onde encontrará alimento e também predadores.
Entre os predadores naturais dos elefantes-marinhos estão as orcas e os grandes tubarões-brancos.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.







