Mulher chega a casa e ouve barulho alto, então ela entende por que vizinhos pedem seu despejo
Por Rebecca Vettore em Cães
Dedicada, a dona do pug Apolo Porpeto vive uma rotina cheia de surpresas.
Certo dia, Maitê Rocha se ausentou por poucos minutos para levar o lixo.
Na volta, começou a ouvir seu pug gritando sem parar e entendeu por que os vizinhos pedem seu despejo.
"Ele grita assim desde a adoção. Antes acordava gritando de noite e agora grita quando fica sozinho. Ele faz tratamento para ansiedade e toma medicação. Quando trabalho, ele não fica sozinho. Nessa situação, eu tinha dado comida para ele e desci para levar o lixo. Na volta, o Apolo estava gritando", escreveu Maitê na legenda do vídeo, em que dá mais informações sobre a situação.
Resgatado de um local onde sofria maus-tratos, o cão, que tem sua rotina compartilhada diariamente, vive em uma casa onde é muito amado.
Mas os traumas do passado fazem com que ele tenha ansiedade de separação, mesmo quando a ausência é muito rápida.
"Prometo que ele é muito bem cuidado aqui e é o amor das nossas vidas", completou a mensagem na legenda da publicação.
Publicado no perfil Apolo Porpeto no Instagram, no dia 1º de outubro, o vídeo ganhou grande repercussão em poucos dias e, até o momento, recebeu mais de 700 mil curtidas e 17,8 mil comentários.
História que começou triste
Quem não conhece a história de Apolo nem imagina tudo o que ele passou.
Resgatado por um projeto de adoção em dezembro de 2024, o animal vivia em uma casa onde sofria maus-tratos.
Apresentando sérios problemas de saúde, como doenças de pele e baixa massa muscular, aos poucos o cão conquistou o coração de Maitê.
O relacionamento, que no começo acontecia à distância, com a mulher acompanhando o dia a dia do animal no projeto, acabou se transformando em um vínculo próximo e cheio de carinho.
Poucos minutos depois do primeiro encontro com Apolo, Maitê decidiu adotá-lo, marcando assim uma nova fase na vida do cachorro.
Mas a adaptação ao novo lar exigiu paciência e dedicação. Afinal, ele havia passado por momentos muito difíceis.
Ao chegar ao novo lar, ele precisou receber banhos terapêuticos, acompanhamento constante e uma série de tratamentos e procedimentos veterinários, incluindo cirurgias importantes para garantir sua qualidade de vida.
Além da parte física, a dona do cão ainda enfrentou desafios emocionais ao lado do pet: o medo do escuro e a insegurança.
Mas, depois de receber muito amor e atenção, ele começou a descobrir um mundo totalmente novo, onde desfruta de segurança, liberdade e carinho.
Entenda como cuidar de animais resgatados
Se você, assim como Maitê, resgatou um cão ou gato, siga as orientações abaixo para ajudar o animal a lidar melhor com os momentos em que precisa ficar sozinho.
"Quando o cão interpreta a ausência do tutor como abandono, da mesma forma que nós, ele pode desenvolver um sofrimento relacionado à separação, especialmente diante de experiências anteriores difíceis. Para superar essa situação, o ideal é construir uma adaptação gradual", disse Aline Ambrogi, médica-veterinária e docente de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), em entrevista ao Amo Meu Pet.
"Nos primeiros dias, podemos ensinar o cão a permanecer sozinho por períodos muito curtos, aumentando esse tempo conforme ele demonstra tranquilidade. Também é importante estabelecer uma rotina previsível, com horários de alimentação, passeios, descanso e interação."
Quando o tutor precisa passar muitas horas fora, deve considerar pedir ajuda a um familiar, contratar um pet sitter ou deixar o animal em uma creche adequada.
Além da adaptação gradual, enriquecer o ambiente com brinquedos de roer, comedouros interativos e tapetes de farejamento pode ajudar a aliviar o estresse de um animal resgatado nos momentos de ausência do dono.
"Manter uma atividade física adequada com desafios olfativos também contribui para o bem-estar do animal. Ter calma e observar o animal é essencial. Evite gritar, repreender, fazer movimentos bruscos ou tentar contê-lo à força", conclui Aline.
Redatora do portal Amo Meu Pet.
Graduada em Jornalismo e com pós-graduação em Mídias Digitais pelo Senac, a Rebecca encontrou na comunicação sua vocação para contar histórias que tocam e emocionam.
Com mais de 10 anos de experiência na área, construiu uma trajetória colaborando com grandes portais de notícias como Folha de S.Paulo, UOL e Terra.
Hoje, une sua bagagem jornalística ao universo pet, dedicando-se a escrever conteúdos que dão voz ao mundo animal, conectam pessoas e transformam relatos em leituras inspiradoras.