Ninguém acreditava que este cachorro sobreviveria após raio-X revelar o que ele estava comendo secretamente
Por Gabriela Leandro em CãesMalcolm, um Labradoodle de 7 anos, parecia ser um cachorro como qualquer outro. Brincalhão e cheio de energia, ele vivia com a família sem levantar grandes suspeitas.
Mas, por trás da rotina aparentemente normal, havia um hábito que ninguém imaginava, que quase lhe custou a vida.
Tudo começou quando o cão passou a apresentar sinais de que algo não estava bem.
O que os tutores ainda não sabiam era que a resposta para aquele mistério estava escondida dentro do próprio animal.
Cão começa a passar mal e preocupa a família
Malcolm começou a apresentar mudanças de comportamento. O cachorro, que costumava ser ativo, ficou abatido, com lentidão, perdeu o apetite e passou a vomitar.
Preocupado, seu tutor, Joel Harper, decidiu levá-lo a uma clínica veterinária na França, onde vive com a esposa, Marielle Enzo, os três filhos e três animais de estimação.
O estado de Malcolm chamou a atenção dos profissionais. O cão estava com febre muito alta, e era preciso descobrir rapidamente o que estava provocando aqueles sintomas.
Os primeiros exames ajudariam a esclarecer o que estava acontecendo. Mas ninguém estava preparado para o que apareceria nas imagens.
Imagens do raio-X levantam uma suspeita inesperada
Ao examinar o raio-X, os veterinários perceberam a presença de objetos estranhos no organismo de Malcolm. O formato do material, porém, não permitia identificar imediatamente do que se tratava.
A família começou a tentar imaginar o que o cachorro poderia ter engolido. Joel chegou a suspeitar que fosse um pedaço de corda de pular ou até parte de uma vara de pesca.
A resposta só veio depois da cirurgia.
Quando os veterinários conseguiram retirar o material, a descoberta deixou os tutores perplexos: Malcolm havia engolido entre 75 e 100 elásticos de cabelo.
O que impressionava era que ninguém tinha percebido o comportamento. A família não sabia que o cão estava comendo aqueles objetos e sequer imaginava que ele pudesse ter ingerido uma quantidade tão grande.
Joel passou a suspeitar que Malcolm fazia aquilo havia anos, sem que ninguém notasse.
Situação se agrava e cachorro precisa passar por novas cirurgias
A retirada dos objetos não significou o fim dos problemas. Um dos elásticos havia chegado ao intestino e se fragmentado, contribuindo para uma complicação grave: a sepse.
Com o quadro se agravando, Malcolm precisou passar por outra cirurgia. Mesmo com os esforços da equipe veterinária, sua recuperação estava longe de ser simples.
O cachorro permaneceu internado por três semanas e meia, enfrentando complicações que colocavam sua vida em risco.
A situação chegou a um ponto tão delicado que os veterinários precisaram conversar com Joel sobre as chances de sobrevivência do animal.
Antes de uma terceira cirurgia, o tutor pediu que o profissional fosse sincero sobre o estado de Malcolm e sobre o sofrimento que ele estava enfrentando.
Era difícil imaginar que aquele cachorro brincalhão, que até pouco tempo fazia parte da rotina da família, estivesse lutando para sobreviver por causa de algo que ninguém sequer sabia que ele comia.
Mesmo em estado grave, Malcolm não deixa de abanar o rabo
Apesar das complicações, havia um detalhe que chamava a atenção de quem acompanhava o caso, conforme afirmou o veterinário, que disse que
"em seus 30 anos de carreira, nunca tinha visto um cachorro como Malcolm — porque, apesar de toda a dor, das cirurgias e da internação na UTI, o rabo de Malcolm nunca parou de abanar."
Mesmo durante a internação, em meio aos procedimentos e às dificuldades do tratamento, o cão ainda demonstrava sinais de disposição.
A família se agarrou a essa esperança enquanto os veterinários faziam o possível para estabilizá-lo.
E, contra as previsões mais preocupantes, Malcolm começou a superar o quadro. Depois de semanas de internação, finalmente conseguiu se recuperar e recebeu alta.
De volta para casa, retomou aos poucos sua rotina, voltou a correr pelo quintal e a brincar com a família. Aliviados, os tutores passaram a chamá-lo de "menino milagre".
Outro cão também surpreende ao comer objetos inusitados
A história de Malcolm não é a única a chamar a atenção para os perigos de cães que ingerem coisas que não deveriam.
Em um vídeo publicado no TikTok, no perfil @cuscacriativa, o cão Feijão aparece associado a uma lista surpreendente de objetos que já comeu.
Entre eles estão: uma bermuda, um pedaço de porcelana, uma isca para baratas, um fio de máquina de lavar ligado à tomada e parte de uma embalagem de amaciante.
O vídem tem um tom de humor e a variedade de itens impressiona, mas também serve de alerta.
Diante da suspeita de que um cachorro tenha engolido algo inadequado, a orientação é procurar atendimento veterinário imediatamente, mesmo que ele ainda não apresente sintomas.
No caso de Malcolm, foi preciso chegar ao raio-X para que a família descobrisse o que estava acontecendo. E essa descoberta mudou completamente o rumo de sua história.
Jornalista formada pela UFSM, mestranda em Comunicação e pós-graduada em Marketing. Gosta de contar histórias, conhecer pessoas e transformar informações em conteúdos que façam sentido. Já experimentou diferentes áreas da comunicação e busca, no dia a dia, novas experiências e maneiras de tornar a comunicação mais próxima e interessante.
