“Pistache encontrou seu porto seguro”: menino de 8 anos faz maritaca livre dormir profundamente enquanto recebe carinho
Por Larissa Soares em Aves
Pistache, um periquitão-maracanã, conhecido popularmente como maritaca, conquistou a companhia de Raiane Monteiro e de sua família em um sítio em Salto de Pirapora, São Paulo.
A ave passou a frequentar a propriedade e ficou tão à vontade perto dos moradores que foi flagrada dormindo profundamente no colo de Samuel, de oito anos, enquanto recebia carinho.
O detalhe que chamou a atenção foi a tranquilidade do passarinho, que mal abria os olhos antes de voltar a cochilar.
"Parece que tá morto, mas tá dormindo"
No vídeo compartilhado por Raiane no Instagram, Samuel aparece acariciando Pistache, que está acomodado no colo do menino.
"Dá uma olhada nisso daqui. Samuel fez o Pistache dormir, gente. Parece que tá morto, mas tá dormindo", comenta Raiane, enquanto observa o passarinho.
Ela ainda aponta que Pistache abre os olhos por alguns instantes, mas logo volta a descansar.
Pistache pode ir embora, mas continua por perto
Na região onde Raiane mora vivem vacas, galos, galinhas, cães, gatos e patos, além de visitantes de outras espécies que aparecem ocasionalmente.
Pistache é um desses visitantes que apareceu na propriedade e passou a circular por ali com frequência.
A família afirma que a ave é livre e pode voar embora quando quiser. Mas Pistache gosta de ficar por perto.
O que fazer ao encontrar uma ave silvestre
Quando uma ave silvestre começa a frequentar uma residência ou propriedade rural, é importante saber como agir. Assim, você protege a saúde do animal, respeita seu comportamento natural e evita problemas com a lei.
No Brasil, o artigo 29 da Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, prevê punições para quem captura, utiliza, mantém em cativeiro ou guarda espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.
A lei também abrange outras condutas, como vender, adquirir ou transportar esses animais em desacordo com as regras aplicáveis.
Por isso, quem encontra uma ave ferida, debilitada ou em situação de risco pode procurar orientação de um órgão ambiental ou de um Centro de Triagem de Animais Silvestres, conhecido como Cetas.
Essas unidades recebem animais resgatados, apreendidos ou entregues voluntariamente, avaliam a saúde e o comportamento dos bichinhos e decidem o melhor destino para cada um.
Quando há condições, a prioridade é a reabilitação e a devolução ao habitat natural.
O procedimento recomendado depende da situação. Se a ave estiver ferida ou em perigo, o ideal é evitar manipulações desnecessárias e buscar orientação especializada sobre o resgate e o transporte.
Periquitão-maracanã
O periquitão-maracanã, de nome científico Psittacara leucophthalmus, é uma ave da família dos psitacídeos, a mesma que inclui papagaios, araras e outros periquitos.
A espécie tem plumagem predominantemente verde, cauda comprida e áreas avermelhadas nas asas, além de uma região clara ao redor dos olhos, característica que ajuda a distingui-la.
De acordo com o WikiAves, o periquitão-maracanã ocorre em diferentes regiões da América do Sul, incluindo grande parte do Brasil. Pode ocupar ambientes como florestas, matas de galeria, áreas úmidas e paisagens modificadas pela atividade humana.
A espécie se alimenta principalmente de frutos e sementes. Como outras aves da família dos psitacídeos, apresenta comportamento social e costuma ser vista em grupos.
Os periquitões-maracanãs também utilizam cavidades em árvores e outros locais adequados para fazer seus ninhos, inclusive estruturas de edificações em áreas ocupadas por seres humanos.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.