Piloto dedica a vida a salvar filhotes órfãos de animais selvagens e já ajudou a salvar centenas de vidas

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em Proteção Animal

Filhotes de elefante, girafas e até um pequeno antílope já viajaram de avião ao lado do piloto Roan Carr-Hartley, que trabalha na organização de conservação Sheldrick Wildlife Trust, no Quênia.

Ao longo dos anos, ele ajudou a transportar centenas de animais órfãos que precisavam chegar rapidamente a locais onde pudessem receber cuidados especializados.

Durante os voos, alguns passageiros ficam aconchegados no colo do piloto, enquanto outros aproveitam a viagem para tomar mamadeira.

Em 24 de outubro, Roan compartilhou no Instagram uma sequência de imagens com alguns dos filhotes que já acompanharam suas viagens.

Em várias cenas, ele aparece segurando os animaizinhos no colo e fazendo carinho, revelando o lado afetuoso de uma atividade ligada a operações de resgate e conservação da fauna africana.

A publicação alcançou 6,2 milhões de visualizações e 648,1 mil curtidas. Nos comentários, internautas agradeceram pelo trabalho da equipe e destacaram a importância da missão.

"Obrigado pelo que você faz!!", escreveu uma pessoa.
"Fiquei desapontada por nenhuma feira de profissões na escola ter incluído isso como uma opção", brincou outra.

Viagens que podem fazer a diferença entre a vida e a morte

O transporte aéreo não serve apenas para tornar o deslocamento mais rápido. No trabalho da Sheldrick Wildlife Trust, ele pode ser a diferença entre a vida e a morte para filhotes resgatados em regiões remotas, que precisam chegar logo aos centros de atendimento.

O Quênia possui grandes áreas de conservação, e nem sempre os animais são encontrados perto de centros de atendimento.

Quando um filhote órfão é localizado, as equipes avaliam suas condições, organizam o resgate e providenciam o transporte até o local adequado.

De acordo com a organização, cada chamado de resgate pode se transformar em uma corrida contra o tempo.

A instituição mantém uma rede de resgate que atende elefantes, rinocerontes, girafas e outras espécies.

Em determinadas situações, helicópteros permitem chegar a áreas de difícil acesso e retirar animais que não conseguiriam percorrer longas distâncias por conta própria.

Aviões também ajudam a cobrir os grandes trajetos entre os locais de resgate e os centros de atendimento.

O cuidado é importante para filhotes que ainda dependem da mãe para se alimentar e se proteger.

A Sheldrick Wildlife Trust explica que seus filhotes recebem assistência de equipes treinadas durante todo o dia, em um processo que pode durar anos.

Passageiros com direito a "serviço de bordo" e assento na janela

Em outra publicação, compartilhada em 25 de novembro, Roan mostrou o transporte aéreo de uma girafa órfã, resgatada para receber atendimento de emergência.

"Mesmo as girafas recém-nascidas ainda são bem grandes, então é preciso limitar seus movimentos no avião e mantê-las calmas. Felizmente, este pequeno estava contente com seu assento na janela", brincou ele na legenda.

Outro passageiro de Roan exigiu bem menos espaço. Em 6 de novembro, o piloto publicou imagens de um filhote de dik-dik, um dos menores antílopes do mundo, tomando mamadeira durante o voo.

Roan explicou que o filhote havia sido resgatado pelo Serviço de Vida Selvagem do Quênia. Depois, ele próprio buscou o pequeno antílope e o levou até a creche da Sheldrick Wildlife Trust, onde receberia cuidados.

Do berçário de volta à natureza

O transporte é apenas uma etapa de um trabalho que pode acompanhar os animais durante anos.

Para os elefantes órfãos, a primeira fase costuma acontecer no berçário de Nairóbi, onde recebem alimentação especializada, cuidados veterinários e atenção dos tratadores.

Ali, também têm contato com outros filhotes, o que ajuda no desenvolvimento social.

Por volta dos três anos de idade, os elefantes passam gradualmente para unidades de reintegração, onde seguem acompanhados enquanto aprendem a viver em ambientes naturais e a se aproximar de grupos de elefantes selvagens.

Esse processo não acontece de uma hora para outra. O tempo necessário varia conforme a idade em que cada filhote ficou órfão e suas condições individuais.

A Sheldrick Wildlife Trust informa que a reintegração pode levar até dez anos. Os elefantes permanecem sob os cuidados da organização até estarem prontos para se afastar gradualmente dos tratadores e viver de forma independente.

A instituição mantém unidades de reintegração em áreas protegidas, como o Parque Nacional de Tsavo East e a floresta de Kibwezi.

Nessas regiões, os elefantes têm espaço para explorar o ambiente, encontrar outros indivíduos e, no futuro, formar suas próprias famílias.

A organização também acompanha os animais por meio de patrulhas e iniciativas de proteção da fauna.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.