Filhote abandonada tenta passar pelas grades de portão e, quando mulher abre, decide que não vai mais sair

“Se você procura uma companhia dócil, ela foi feita para você”.

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em Cães

Numa noite, a filhote preta e branca que circulava pelas ruas de um bairro de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, parou diante de um portão e começou a tentar se espremer entre as grades.

Para que ela não se machucasse, a moradora Fernanda Nunes abriu a passagem. A cadelinha entrou, deitou na grama do quintal e não quis mais sair.

A história foi publicada em 17 de outubro no Instagram do Instituto AMAI (@amai.animais), em parceria com Fernanda (@fenupe), que tirou a filhote da rua.

"Se você procura uma companhia dócil, ela foi feita para você", escreveu Fernanda na publicação.

O vídeo conta com 19 mil visualizações, 730 curtidas e 54 comentários.

Confira:

Cuidada pelo bairro

A cadelinha tinha sido abandonada na rua com quatro irmãos. Desde então, vivia entre as casas e os comércios da região, e os vizinhos se revezavam para dar comida, água e remédios.

Cada um a chamava de um jeito: Mel, Maria Bethânia ou Pandinha.

A família de Fernanda não podia ficar com ela, porque já tinha outros animais e viagens marcadas para os dias seguintes.

A solução provisória foi montar na calçada uma casinha com tapetes, até que alguém pudesse recebê-la.

Lar temporário

Dócil e apegada às pessoas, a filhote chamou a atenção de protetores da cidade e foi levada para um lar temporário do Instituto AMAI.

Lá, ela tem abrigo, comida e acompanhamento enquanto aguarda uma família definitiva.

Como adotar

O instituto faz uma triagem dos interessados. Entre os requisitos estão ter uma casa segura contra fugas e condições de arcar com os cuidados de saúde do animal.

Os interessados devem entrar em contato pelo Instagram do Instituto AMAI, @amai.animais.

Segundo o Purina, adotar um cão transforma diretamente a realidade de um animal de rua e reduz a superpopulação nos abrigos, proporcionando um lar definitivo para quem nunca teve nada e permitindo que as ONGs continuem resgatando outros animais.

  • Diversidade de perfis e tamanhos: Há cães de todos os portes e aparências. Filhotes, adultos e idosos de pequeno, médio ou grande porte adaptam-se bem a diferentes espaços, desde que tenham estímulos diários.
  • Cura de traumas e superação: Muitos animais resgatados carregam históricos de maus-tratos, precisando apenas de um ambiente seguro e paciente para aprenderem o que é carinho.

A gratidão e o vínculo formados com um cão resgatado são profundos.

Por reconhecerem a mudança de vida, esses animais tendem a desenvolver uma lealdade extraordinária com seus tutores, enxergando-os como verdadeiros protetores no dia a dia.

  • Atenção aos adultos e idosos: Por serem frequentemente esnobados em prol dos filhotes, cães mais velhos acabam envelhecendo em abrigos. Dar uma chance a eles é um ato transformador.
  • Adoção gratuita, mas consciente: Embora não haja custo para adotar, a posse responsável exige planejamento financeiro e compromisso com saúde, alimentação e bem-estar ao longo de toda a vida do pet.

No fim das contas, a presença de um cão companheiro traz leveza e alegria para o lar, provando que o ato de salvar uma vida transforma tanto o animal quanto a rotina da família.

Veja o vídeo abaixo:

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.