“Cuidando de filho que não é meu”: dentista improvisa rampa para filhotes de quero-quero e acaba virando babá das aves

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em Aves

O cirurgião-dentista Ricardo Lopes não imaginava que, além dos compromissos profissionais, teria outra responsabilidade ao chegar ao trabalho: cuidar de alguns filhotinhos de quero-quero.

Em Xangri-Lá, no litoral do Rio Grande do Sul, ele encontrou as pequenas aves circulando por um estacionamento, enquanto as aves adultas permaneciam nas proximidades.

A história foi compartilhada por Ricardo no Instagram em uma sequência de quatro vídeos.

Uma preocupação logo na chegada

Tudo começou quando Ricardo percebeu que os filhotinhos estavam no estacionamento, separados da área gramada por um meio-fio.

Pequenos e ainda desajeitados, eles caminhavam pelo asfalto enquanto os quero-queros adultos permaneciam atentos à movimentação.

O problema era que os filhotes precisavam vencer a diferença de altura entre o estacionamento e o gramado, onde poderiam continuar acompanhando a família.

Ricardo improvisou até uma pequena rampa no local, mas fazer os animais encontrarem o caminho não parecia uma tarefa tão simples.

Ricardo passou a observar as aves e a tentar ajudá-las, sempre atento à reação dos adultos.

Afinal, quem conhece os quero-queros sabe que eles costumam ser bastante protetores com seus filhotes.

Uma missão que ganhou novos capítulos

A preocupação não terminou naquele primeiro encontro.

Em outro vídeo, Ricardo aparece novamente acompanhando os filhotes. Dessa vez, chega a se agachar perto de um deles, procurando ajudá-lo a alcançar a área gramada.

Enquanto isso, os adultos continuam circulando pelo espaço, acompanhando o que acontece.

A cena tem um detalhe curioso: o homem parece ter assumido uma tarefa que, definitivamente, não estava prevista em sua rotina de trabalho.

Era quase como acompanhar crianças pequenas aprendendo a superar os primeiros obstáculos, com direito a orientações, preocupação e muita paciência.

Em determinado momento, Ricardo indica a direção da rampa, tentando facilitar a passagem dos pequenos.

A situação acabou inspirando a descrição para os registros: "Cuidando de filho que não é meu".

E, pelo jeito, a função de cuidador improvisado ainda renderia outros capítulos.

Os filhotes continuaram recebendo visitas

Na terceira publicação, Ricardo mostra os quero-querinhos circulando pelo gramado, próximo a um lago.

O cenário traz uma nova preocupação. Como os filhotes ainda são pequenos e frágeis, a proximidade com a água exige atenção.

Ricardo relata que, no ano anterior, filhotes morreram em uma situação parecida naquele local.

Ele também explica que os pequenos podem rolar para dentro do lago ou se machucar.

Apesar disso, as imagens mostram os filhotes explorando a vegetação e fazendo pequenas pausas para se alimentar, enquanto os adultos permanecem nas proximidades.

Ricardo continua acompanhando a família, que parece cada vez mais acostumada com sua presença.

A preocupação inicial havia se transformado em visitas frequentes para conferir como os pequenos estavam.

Uma amizade pouco convencional

Na quarta parte da história, os quero-queros aparecem novamente perto de Ricardo, dessa vez em uma área gramada.

Um dos adultos chega a se aproximar bastante da câmera, enquanto os filhotes continuam explorando os arredores.

A convivência chama atenção porque os quero-queros são conhecidos por defender seu território com unhas e dentes, especialmente quando têm filhotes.

Mesmo assim, nos registros compartilhados, Ricardo consegue observar a família de perto.

O encontro ocasional acabou se tornando uma pequena rotina de acompanhamento, sem que as aves deixassem de viver livremente no ambiente.

Internautas entraram na torcida

A preocupação de Ricardo também contagiou quem acompanhou a primeira publicação.

Uma internauta brincou com a dificuldade dos filhotes para encontrar o caminho:

"Eu aqui de casa: sobe na rampa na rampaaaa" kkkkkkkkkkkkkkkkk"

Outra pessoa imaginou o contraste entre a preocupação do homem e a tranquilidade da mãe das aves:

"Você super preocupado e a mãe querendo 10 min de sossego….."

Houve ainda quem transformasse a aproximação em uma conversa imaginária entre os filhotes e a mãe:

"A mãe tentando ensinar: não fale com estranhos, aí eles: viu mãe ele é bonzinho"

Entre brincadeiras e comentários carinhosos, a história conquistou a atenção do público.

Para Ricardo, os encontros passaram a fazer parte do cotidiano. Para quem assiste, fica a curiosidade de acompanhar o crescimento dos pequenos quero-queros.

E pensar que tudo começou com alguns filhotes tentando subir um meio-fio.

Jornalista formada pela UFSM, mestranda em Comunicação e pós-graduada em Marketing. Gosta de contar histórias, conhecer pessoas e transformar informações em conteúdos que façam sentido. Já experimentou diferentes áreas da comunicação e busca, no dia a dia, novas experiências e maneiras de tornar a comunicação mais próxima e interessante.