Biólogo achava que já sabia tudo sobre segundas chances, até conhecer a pequena Mike e aprender lição emocionante

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em Aqueça o coração

Todos os dias, o biólogo Victor Michels, morador de Santa Catarina, atua com um só objetivo: dar uma segunda chance aos macacos-prego que vivem na região.

Os animais, que foram resgatados de situações difíceis ou que vivem em áreas de preservação, recebem amor, atenção e alimento do profissional.

Além de biólogo, Victor também atua como tesoureiro do Instituto Marakinho, localizado na cidade de Maracajá, em Santa Catarina.

A organização sem fins lucrativos visa promover a conservação da natureza e o bem-estar de todos os seres vivos.

Trabalhando há anos com macacos-prego, Victor tem aprendido lições preciosas com esses animais.

Uma segunda chance

No dia 18 de setembro, ele contou a história de uma macaca de quem cuidava, chamada Mike.

"Talvez uma segunda chance não seja recuperar aquilo que você perdeu. Talvez seja descobrir tudo que ainda pode fazer com aquilo que ficou. Ver a Mike descobrindo, todos os dias, novas formas de brincar, explorar e viver me fez pensar em quantas vezes a gente fica preso justamente naquilo que nos falta. E deixa de enxergar o que ainda existe pela frente", escreveu o profissional.

Na publicação, que tocou muitos corações, ele ainda fez uma reflexão e deixou uma pergunta:

"Agora quero te fazer uma pergunta: se você pudesse dar uma segunda chance para alguém hoje, para quem seria? Me conta nos comentários. Eu quero muito ler essas histórias. E se alguém veio na sua cabeça enquanto você assistia… não precisa explicar nada. Só manda esse vídeo pra essa pessoa."

E, para você, quem na sua vida ainda precisa receber uma segunda chance? Ou será que você deseja outra oportunidade para pedir perdão?

Que possamos sempre, assim como Victor, continuar aprendendo com as histórias desses animais e que elas sirvam de lição para valorizarmos ainda mais a vida, que é tão passageira.

Repercussão

A publicação, feita no perfil do biólogo no Instagram, recebeu, em pouco tempo, mais de 100 mil visualizações, 18 mil curtidas e quase 900 comentários.

"Esse vídeo me fez um bem enorme. Que palavras lindas, que texto profundo e acalentador. Que sorte esses bichinhos têm de encontrar um refúgio depois de conhecerem o pior lado do ser humano. Obrigada por compartilhar", escreveu uma usuária.

O post reflexivo emocionou muitas pessoas:

"A gente tem de parar de olhar pro que perdeu, e perceber o que nós temos, hoje, agora!"

"Obrigado, Mike! Hoje uma macaquinha me ensinou que dar uma segunda chance (perdoar) não é sobre ter de volta o que foi perdido, mas aprender a viver com a beleza do novo e as novas possibilidades!"

Trabalhando com os macacos

Além de alimentar, cuidar e dar atenção aos animais que precisam, Victor também explica, em suas redes sociais, um pouco sobre o comportamento dessa espécie.

"Você percebeu como cada macaco reage de um jeito quando a comida aparece? Esse comportamento é interessante de observar, mas também reforça um cuidado muito importante: a alimentação desses animais não pode ser feita por qualquer pessoa. No Parque Ecológico de Maracajá, a oferta de alimento é realizada somente pelos colaboradores do parque e pelos voluntários do Instituto Marakinho", explica o biólogo.

Também conhecidos como cacurinhas, os macacos-prego são animais silvestres. Por isso, se você encontrá-los, admire-os e observe-os, mas mantenha sempre a distância.

Conheça o Instituto Marakinho

Criado para promover a conservação da natureza, o instituto é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, sem fins lucrativos, que realiza ações práticas em prol da proteção da fauna, da flora e da saúde pública.

Para formar cidadãos mais conscientes, a organização oferece cursos, consultorias e palestras sobre educação ambiental.

Com os animais, os profissionais ajudam do começo ao fim. Depois de realizar o resgate, o manejo e a reabilitação, trabalham para garantir que eles retornem ao seu habitat natural.

Dependendo de doações para continuar funcionando, o instituto também busca recursos por meio de parcerias, editais e da venda de produtos personalizados e cursos.

Redatora do portal Amo Meu Pet.

Graduada em Jornalismo e com pós-graduação em Mídias Digitais pelo Senac, a Rebecca encontrou na comunicação sua vocação para contar histórias que tocam e emocionam.

Com mais de 10 anos de experiência na área, construiu uma trajetória colaborando com grandes portais de notícias como Folha de S.Paulo, UOL e Terra.

Hoje, une sua bagagem jornalística ao universo pet, dedicando-se a escrever conteúdos que dão voz ao mundo animal, conectam pessoas e transformam relatos em leituras inspiradoras.