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Morre cão de resgate que atuou nas buscas de vítimas do rompimento da barragem em Mariana

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Atuante como cão de buscas no Corpo de Bombeiros de Uberaba, o cão teve grande destaque ao longo da sua trajetória.

A significância dos impactos causados pela ação de um cão de resgate são tão marcantes, que permanecem vivas mesmo com a chegada da morte.

É o caso do cão Luck, de 12 anos, que atuou a maior parte da sua vida como cão de buscas e participou das operações de resgate às vítimas do rompimento das barragens em Itabirito, em 2014, e em Mariana, em 2015.

Luck morreu no dia 29 de setembro, de causa não divulgada, mas isso não apaga o brilhantismo que teve em sua trajetória frente ao 8° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Uberaba, Minas Gerais.

Além de ter tido uma extensa atuação na corporação, ele foi o primeiro cão de busca de Uberaba. Com tantas glórias, Luck não poderia passar despercebido e não passou.

O cão recebeu “várias honras ao mérito”, e foi o primeiro doador de sangue do Hospital Veterinário de Uberaba, ajudando no treinamento de outros cães de resgate.

Seus companheiros de carreira, tanto humanos quanto animais, fizeram uma última homenagem para o colega, que foi publicada no Instagram.

“Ele nos emprestou com amor e lealdade a habilidade de farejar vida. E foram muitas. Tivemos a sorte de tê-lo conosco por 12 anos e chegou o dia da derradeira despedida", diz um trecho da publicação.

Assista à homenagem:

Outros 5 cães farejadores que fizeram história no mundo:

  • Beauty, uma Fox terrier de pelo duro, foi uma cadela de busca e resgate durante a Segunda Guerra Mundial na Inglaterra.
  • Jake, um Labrador Retriever, foi um cão de busca e resgate que trabalhou nos desastres dos ataques de 11 de setembro (2001) e do furacão Katrina (2005).
  • Orion, um Rotweiller, ajudou a salvar a vida de pelo menos 37 pessoas em 1999 de afogamento durante enchentes em Varga, Venezuela.
  • Rex entrou em prédios em chamas para encontrar pessoas presas durante a Segunda Guerra Mundial na Inglaterra.
  • Mancs, um pastor alemão treinado para encontrar pessoas soterradas por terremotos na Hungria, que faleceu em 2006 com 12 anos de idade.

Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo. Sugestões, críticas, pautas e opiniões são bem-vindas no meu email: caroline_hauber@hotmail.com