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Jovem resgata filhotinho de ouriço ameaçado de morte e caso comove internautas

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Apaixonada por animais domésticos e selvagens, Amanda Both, de Toledo, Paraná, contou que recentemente resgatou um animal de uma raça um pouco diferente: um ouriço.

 

Em uma publicação feita no dia 3 de outubro, em um grupo sobre animais no Facebook, Amanda contou aos participantes que haviam entrado em contato com ela pedindo para resgatar um filhote de ouriço, pois algumas pessoas estavam ameaçando matá-lo.

 

Felizmente a mulher, que embora não seja médica veterinária, tem experiência em cuidar de animais órfãos e silvestres, resgatou o animalzinho, salvando assim a sua vida. Mas, o seu amor por animais não é de hoje.

Em entrevista exclusiva ao Amo Meu Pet, Amanda contou todos os detalhes sobre o resgate do ouriço e de onde vem a sua relação com os animais.

“Meu primeiro contato com animais silvestres se deve por influencia do meu avô, ele sempre me incentivou a 'gostar do diferente'. Sempre saímos em trilhas e encontrávamos animais diferentes como cobras, aranhas, lagartos, borboletas, e ele sempre me incentivou a proteger e amar o que normalmente nos ensinam a temer”, conta.

 

 

Amanda relembra ainda os primeiros animais incomuns que ela acabou ganhando do seu avô. 

 

“Um dia ele me trouxe um pato de presente, outro dia uma galinha, e até aranha ele já me trouxe. Enquanto os alunos que estudavam comigo tinham cães e gatos, eu tinha peixes, tartarugas, aranhas, lagartos, galinhas, coelhos, gansos e outros. Sempre fui fascinada pelo diferente e quando cresci não foi diferente, atualmente tenho 13 animais entre serpentes, lagartos, araras, macacos, sapos, rapinantes e outros, todos legalizados e provenientes de criatórios autorizados pelo Ibama”, explica.

Embora não seja especialista na área, Amanda conta que a experiência com cuidados prestados a animais selvagens é um diferencial na hora de ajudar algum animalzinho que precisa de socorro, como foi o caso do ouriço.

Resgate do ouriço

A protetora conta que um funcionário de uma empresa de grãos afastada da cidade entrou em contato com ela falando sobre a presença do filhote de ouriço nas dependências da empresa. O que mais chamou a atenção do homem foi o fato dele não ter localizado a mãe do filhote, que era pequeno demais para se alimentar e sobreviver sozinho. 

 

 

“Eu assumo que foi o primeiro porco espinho que resgatei, e apesar de ter uma noção básica de como era a alimentação dele, verifiquei que o mesmo ainda dependia de leite materno. Com base nisso, entrei em contato com um grupo de amigas que sabia que iriam me ajudar, pois as mesmas são habituadas a resgatarem esses e outros animais, então elas me ofereceram um livro no qual contém muitas informações sobre filhotes órfãos. Eu alimentei ele 5x ao dia com uma seringa de insulina (porque era menor e mais confortável) e ele passou a comer cada dia mais, e a ficar mais forte e habituado ao ser humano”, detalha.

 

Felizmente os cuidados de Amanda fizeram toda a diferença e o filhote correspondeu a assistência recebida. 

 

“Quando vi que ele já estava mais gordinho e esperto, entrei em contato com o órgão responsável para realizar a entrega voluntária dele, e o mesmo foi encaminhado ao hospital veterinário para finalizar os processos de encaminhamento para soltura”, conta.

Outros resgates

Mesmo sem saber ao certo o que fazer, Amanda não mediu esforços para acolher o filhote. Mas esse não foi - e nem será - o último resgate feito por ela nos últimos dias.

 

Amanda revelou ainda ao Amo Meu Pet que no último sábado (8) realizou outro importante resgate, dessa vez de um filhote de coruja, vítima de atropelamento.

 

“Uma moça entrou em contato comigo porque ela havia achado uma coruja que estava machucada, com a asa fraturada, e pediu se eu podia cuidar dela para depois encaminhá-la. Vi que provavelmente se tratava de atropelamento e que era um animal juvenil, porque ele ainda tinha plumas de filhote, coisa que animais adultos não apresentam. Nessa idade eles são bem bobinhos, então acaba que podem ser facilmente envenenados ou atropelados”, diz.

 

Novamente, felizmente, a paranaense fez o que estava ao seu alcance para ajudar a salvar a vida da corujinha.

“Eu mediquei ele, limpei os ferimentos, alimentei e irei encaminhá-lo para um hospital veterinário. Dificilmente passamos mais de uma semana sem algum hóspede aqui em casa”, conclui.

 

Felizmente esses e outros casos são compartilhados nas redes sociais de Amanda que divide a sua rotina com animais silvestres e exóticos com os seus seguidores. Siga a Amanda clicando aqui.

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