Cadelinha segue atleta durante mais de 100 quilômetros e ganha o amor que procurava

Dion Leonard percorreu grande parte do deserto de Gobi, na China, na companhia de uma cadela abandonada. O ultramaratonista australiano que vive em Edimburgo, na Escócia, não sabe de onde o animal surgiu, mas sabe que ele o perseguiu durante quase todas as duras etapas da prova, que totaliza 125 quilômetros de percurso.

Agora Leonard quer adotar a cadela, a quem deu o nome de Gobi.

Foi no início da segunda etapa da prova Gobi March que o atleta se apercebeu da presença da cadela, ao olhar para ela na partida.

Durante todo o dia, o animal acompanhou o atleta e quando a corrida terminou, acompanhou-o até à tenda. Foi aí que, segundo explicou o ultramaratonista, ele estabeleceu uma ligação especial com ela.

Na véspera da competição, a cadela tinha andado junto a um grupo de atletas norte-americanos, que estavam chamando ela de ‘Tinto’. No entanto, assim que conheceu o australiano de 42 anos, o animal passou a andar somente atrás dele.

Dion batizou-a de Gobi, como o deserto que atravessava nesta prova, ao longo de 250 quilômetros, durante sete dias. A cadela perseguiu-o em todas as etapas, exceto na quarta e quinta, porque o atleta não deixou, evitando que esta tivesse de suportar temperaturas a rondar os 52 graus. Mas na linha de chegada, lá estava Gobi, sempre à espera dele.

Terminada a prova, o ultramaratonista voltou para casa. Dias depois, ele lançou uma campanha de financiamento coletivo para poder extraditar e adotar Gobi. A cadela está na China, enquanto ele vive em Edimburgo.

Há uma certa burocracia na extradição, mas espera-se que em até seis meses tudo tenha se resolvido.

A vaquinha online conseguiu reunir os 5800 euros necessários para o processo de adoção.

“Gobi escolheu-me para ser amigo para a vida, então eu estou a fazer o que posso com uma enorme ajuda de pessoas de todo o mundo, para fazer com que isso aconteça”.

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Fonte: Independent UK

Gabriel Pietro

Gabriel Pietro têm 20 anos, é redator e freelancer. Fundou o Projeto Acervo Ciência em 2016, com o objetivo de levar astronomia, filosofia e ciência em geral ao público. Em dois anos, o projeto alcançou milhões de internautas e acumulou 400 mil seguidores no Facebook. Como redator, escreveu para vários sites, como o Sociologia Líquida e o Segredos do Mundo. Ainda não sabe se é de humanas ou exatas, Marvel ou DC, liberal ou social-democrata. Ama cinema, política, ciência, economia e música (indie). Ainda tentando descobrir seu lugar no mundo.

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