Casal encantador e cheio de amor aos animais, adota Mel, a cachorrinha que colecionava sofrimento

É possível que a cachorrinha Mel tenha mais histórias de superação e experiência de vida que muitos seres humanos por aí…

Há alguns anos, ela morava na casa de uma tutora temporária ao lado de vários outros cães. Toda vez que entrava no cio, a mulher colocava a pequena na rua, para que não houvesse risco de procriação. Resultado: apesar de não engravidar em casa, Mel teve várias crias nas ruas.

Certa vez, enquanto estava nas ruas, Mel foi atropelada e quebrou a patinha esquerda dianteira. Como a tutora não tratou o ferimento, a patinha calcificou errado e ela não conseguia mais apoiá-la no chão.

A gerente de comunicação e marketing ONG AMPARA Animal, Alice Savioli, soube da situação de Mel através de um vídeo que recebeu mostrando suas condições e não teve como deixar de resgatá-la.

“Pedi ajuda para uma taxi dog de confiança minha para o resgate. Ela foi imediatamente para uma consulta veterinária, onde foi constatada uma subnutrição fortíssima. De lá ela seguiu para um lar temporário, que a aceitou sem castração excepcionalmente, pois ela não conseguiria passar por uma cirurgia naquele momento”, conta Alice.

Após duas semanas recebendo uma alimentação hipercalórica, Mel foi novamente à veterinária, desta vez para ser castrada. Nesse momento foi constatado que ela tinha Piometra: uma grave infecção no útero, e se não fosse tratada dentro de 15 a 20 dias, Mel morreria.

Passada a cirurgia da Piometra e da castração, a cachorra precisou de um mês para se recuperar. Durante esse tempo ela começou a se automutilar, mordendo a patinha que não usava, pois era apenas um peso para ela. Depois de recuperada, Mel foi para sua segunda cirurgia, para amputar totalmente a patinha.

Como ela já não usava, nem precisou de adaptação pós-cirurgia: saiu andando normalmente. Após mais 30 dias de recuperação, Alice começou a anunciar a adoção de Mel nas redes sociais da AMPARA Animal.

No mesmo dia em que ela fez o anúncio, apareceu o Tuca. Ele entrou em contato com Alice dizendo estar interessado em adotar Mel. Alice então enviou um questionário usado para triagem, conversou mais com Tuca e percebeu que ele era o melhor adotante que a Mel poderia ter. Ela levou Mel para Tuca até a casa dele, onde o conheceu pessoalmente. Tuca vive com seu companheiro, Rogério, e mais onze cães: dez foram adotados ou resgatados das ruas.

Tuca ficou comovido com a história de abandono de Mel e por isso decidiu adotá-la no minuto em que viu o anúncio da adoção. Hoje, a cachorra está com a saúde melhor, ganhou os quilinhos que precisava, brinca e passeia na rua como todos os outros cães de Tuca e Rogério.

“Nem lembramos que ela não tem uma pata. E [ela] merece a chance de ter uma família de verdade, igual qualquer animal”, disse Tuca.

Ele lembra que normalmente as pessoas preferem adotar filhotes. Mas, para Tuca, é mais gratificante adotar um cão adulto. Se as pessoas soubessem mais disso, consideraram essa possibilidade.

“Um cão adulto já sabe onde ele deve fazer as necessidades, quais os limites das brincadeiras, como podem interagir com outros animais. Fora do olhar de gratidão que eles vêm ao nosso encontro”.

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Fonte: RPA

Gabriel Pietro

Gabriel Pietro têm 20 anos, é redator e freelancer. Fundou o Projeto Acervo Ciência em 2016, com o objetivo de levar astronomia, filosofia e ciência em geral ao público. Em dois anos, o projeto alcançou milhões de internautas e acumulou 400 mil seguidores no Facebook. Como redator, escreveu para vários sites, como o Sociologia Líquida e o Segredos do Mundo. Ainda não sabe se é de humanas ou exatas, Marvel ou DC, liberal ou social-democrata. Ama cinema, política, ciência, economia e música (indie). Ainda tentando descobrir seu lugar no mundo.

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