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Trabalhador rural salva cachorrinha em rodovia e depois descobre que ela pode ser de raça valiosíssima

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em Cães

Marcelo Marques, trabalhador rural, seguia por uma via movimentada em julho quando algo inesperado chamou sua atenção: uma pequena bolinha de pelos corria desesperada pela estrada. Era uma frágil filhote de cachorro.

A cachorrinha estava tão assustada e agitada que parecia inevitável que, sem um resgate imediato, acabasse em um grave acidente.

Sem pensar duas vezes, Marcelo estacionou o carro para resgatar a filhote e, ao compartilhar a história nas redes sociais, descobriu que ela poderia ser de uma raça valiosíssima.

O resgate

Quando Marcelo viu a cachorrinha em perigo, não pensou duas vezes: estacionou o carro, pegou um pedaço de comida e desceu rapidamente, decidido a ganhar sua confiança e trazê-la para um lugar seguro.

Os cães, quando estão receosos, costumam reagir de forma muito parecida. Eles recuam, mantêm distância, observam cada movimento antes de dar um passo adiante. Podem abaixar as orelhas, encolher o corpo, esconder o rabo entre as patas e evitar o olhar direto. É como se calculassem, a cada instante, se realmente é seguro se aproximar.

Nessas situações, a confiança precisa ser conquistada com calma. Comida, voz serena e movimentos lentos se tornam aliados para mostrar ao animal que não há ameaça. É sempre um processo de paciência e respeito, já que qualquer pressa ou gesto brusco pode assustar ainda mais.

Foi exatamente o que aconteceu ali. A filhote, assustada e cansada, hesitou nos primeiros segundos. Mas, à medida que Marcelo lançava pequenos pedaços de comida no chão, ela foi vencendo o medo e dando passos curtos, um de cada vez, até finalmente se aproximar o bastante para que ele a resgatasse da estrada.

A preocupação de Marcelo era que, assustada, a filhote acabasse causando um acidente na estrada ou que sofresse algum atropelamento a qualquer momento.

Por isso, se esforçou ao máximo para transmitir calma, ganhar sua confiança e garantir que nada de ruim acontecesse naquele momento de perigo.

Junto, veio a revolta ao imaginar quem poderia ter abandonado aquela filhote ali, pois era nítido que não se tratava de um animal de rua, mas de alguém que já havia conhecido o aconchego de um lar.

"Que judiação fizeram com ela", desabafou. "Soltaram essa cachorra aqui para morrer e provocar algum acidente."

Marcelo filmou o resgate e compartilhou em seu perfil do TikTok, @marcelomarques3071, no dia 18 de julho. A publicação acumulou milhares de visualizações e comentários emocionados.

"Que a vida trate todos nós… como tratamos os animais!", comentou uma internauta.
"Que aflição! Só quem já tentou resgatar animais em BR sabe o desespero que é quando eles estão assustados e, em um passo em falso, podem ser atropelados bem na nossa frente", escreveu outra.
"Minha nossa, que judiaria fizeram com ela. Mas graças a Deus Ele colocou você aí, meu amigo, para salvá-la. Que Deus abençoe sempre você e toda a sua família", disse um terceiro seguidor.

Assista:

Na legenda do vídeo, Marcelo resumiu o momento:

"Tentando salvar a vida de uma cachorra que foi abandonada."

Infelizmente, no Brasil, o abandono de animais é uma realidade alarmante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam cerca de 30 milhões de cães e gatos abandonados, sendo 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos, o que corresponde a aproximadamente ¼ da população desses animais no país.

Essa situação não ocorre apenas em áreas rurais: segundo o estudo Cobasi Cuida 2024, 75% dos casos de abandono acontecem em centros urbanos, e os pets sem raça definida são a maioria dos afetados.

O abandono de animais é crime no Brasil, previsto na Lei de Crimes Ambientais, Lei nº 9.605/1998, em seu artigo 32, que pune maus-tratos a seres domésticos, silvestres ou exóticos, com pena de detenção de três meses a um ano e multa.

Em 2020, a Lei nº 14.064/2020 agravou as penas para casos que envolvam cães e gatos, elevando a punição para reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda de animais.

Ou seja, abandonar um animal não é apenas irresponsável, é crime ambiental.

A descoberta da raça

Na publicação do resgate, além dos comentários de gratidão, Marcelo descobriu algo que jamais imaginaria: a filhote poderia ser de raça. Vários internautas apontaram que ela parecia ser uma Blue Heeler, ou Australian Cattle Dog.

Um comentou: “Rapaz, isso aí é um Blue Heeler ou Pastor Australiano, excelente cachorro.” Outro disse: “Tenho dois Blue Heeler. São os cães mais companheiros e inteligentes que existem.”

Segundo o American Kennel Club (AKC), o Australian Cattle Dog, também conhecido como Blue Heeler, é uma raça de porte médio, musculosa e extremamente resistente, criada originalmente para ajudar fazendeiros a conduzir grandes rebanhos de gado em longas distâncias.

Esses cães são conhecidos por sua inteligência, lealdade inabalável e incrível energia, características que exigem de seus tutores uma rotina ativa, com bastante exercício físico e estímulos mentais.

Além de excelentes companheiros de trabalho, os Blue Heelers são muito protetores de suas famílias, criando fortes laços afetivos e se tornando vigilantes atentos em qualquer ambiente. São cães que precisam de desafios e atividades para se manterem equilibrados, evitando o tédio e comportamentos destrutivos.

Recomeço

Quando Marcelo conseguiu resgatar a cachorrinha e a levou para dentro do carro, a pet já não estava mais tão assustada.

Aos poucos, começou a relaxar, deitando no banco e demonstrando confiança em quem havia acabado de lhe salvar a vida.

Conforme a acomodava no carro, Marcelo comentou em voz alta que “o Thor vai amar ela”. Tudo indicava que Thor, provavelmente seu cachorro, teria uma nova companheira para dividir o lar e a rotina.

Confira:

A pet foi batizada de Iara e, mais de um mês após o resgate, parece ter se adaptado muito bem à sua nova família.

Uma das coisas que ela mais ama é andar de carro. Basta ver Marcelo se preparando para ir até a cidade que, imediatamente, ela já pula para dentro do veículo, como se dissesse que não admite ficar de fora da aventura.

É… Iara, que teve um começo marcado pelo abandono e pelo medo, hoje vive rodeada de carinho e descobriu o verdadeiro significado de ter uma família.

Assista:

Que Iara seja muito feliz!

Adotar é uma forma de transformar vidas, mas você também tem outras maneiras de ajudar: pode apoiar projetos de resgate, ser voluntário em abrigos, oferecer lar temporário, contribuir com doações ou simplesmente divulgar animais que ainda esperam por uma família.

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.