Bull terrier mascote de soldados prisioneiros na 2° Guerra Mundial recebe homenagem póstuma

Após 73 anos da sua morte, a importância da mascote por ter ajudado os soldados durante o difícil período, é lembrada.

Foto: PDSA / Gordon Highlanders Museum
Foto: PDSA / Gordon Highlanders Museum

Essa bull terrier teve muito pelo o que se orgulhar. Peggy se destacou pela coragem e ação que teve durante a Segunda Guerra Mundial. Ainda filhote, foi encontrada e acolhida na Malásia, por soldados escoceses que foram capturados pelos japoneses.

Mesmo em condições de prisioneiros e vivendo sob muita precariedade, os soldados cuidavam e alimentavam ela. Peggy foi descrita como uma companheira leal que apoiava e motivava os soldados durante os três anos e meio que viveram em cativeiro.

Tamanho foi o reconhecimento pela vida de Peggy, que ela foi indicada ao prêmio PDSA e recebeu uma homenagem póstuma 73 anos após a sua morte, em uma cerimônia especial ocorrida no Museu Gordon Highlanders, em Aberdeen, no Reino Unido.

Foto: PDSA / Gordon Highlanders Museum
Foto: PDSA / Gordon Highlanders Museum

Stewart Mitchell, historiador voluntário no museu, foi quem a indicou. Mitchell fala sobre a importância da bull terrier:

"Quando ela via um dos companheiros sendo atacado, tentava, sem medo, intervir, muitas vezes à custa de um golpe com uma bengala de bambu rachada ou pior, uma facada da baioneta de um guarda. Ela carregou as cicatrizes desses encontros por toda a vida".

Após a libertação, ela viveu no quartel do batalhão em Aberdeen até morrer em 1947.

Foto: PDSA / Gordon Highlanders Museum
Foto: PDSA / Gordon Highlanders Museum

"Durante toda a duração da prisão, com os homens em uma situação aparentemente sem esperança, apenas lutando para sobreviver outro dia sem fim à vista, a presença de Peggy aumentou a moral deles. Espero que este prêmio chame a atenção para o importante papel que ela teve durante um período sombrio na história do Regimento", reiterou Mitchell.

Ana Caroline Haubert

Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo.
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