"Agora ninguém me segura!": Cadeira de rodas rosa neon devolve alegria a cachorrinha resgatada e cena emociona

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A cadelinha Audrey agora possui um novo meio de locomoção após receber uma cadeira de rodas personalizada em uma loja especializada.

O registro desse momento foi compartilhado pelo perfil Casa do Vira-Lata na rede social TikTok e já soma 10 mil visualizações desde a sua publicação em dezembro de 2025.

As imagens mostram a trajetória do animal desde a expectativa dentro do carro até os primeiros passos com o equipamento que devolveu sua autonomia de movimento.

No vídeo que sensibilizou os usuários da plataforma, Audrey aparece no banco de trás de um veículo utilizando fralda e peitoral enquanto observa o caminho pela janela.

O destino foi a fábrica Max Locomotion, uma empresa focada em dispositivos de mobilidade para animais de estimação.

Ao chegar no local, a cadelinha manifestou ansiedade através de latidos e lambidas no focinho.

O equipamento da cachorrinha possui cor rosa neon e uma placa de identificação personalizada com o nome da cadelinha, o número 7820 e a inscrição Brasil 2025.

Dois profissionais realizaram os ajustes necessários nas alças do peitoral para garantir que a estrutura estivesse confortável e segura para o corpo do animal.

Após a instalação, a reação de Audrey foi imediata. Ela começou a correr pelos corredores da loja com velocidade e facilidade, explorando o ambiente e interagindo com seus protetores.

Assista o vídeo abaixo:

Entretanto, a mobilidade é apenas uma das frentes de cuidado necessárias para cães que perdem o movimento dos membros posteriores. A paralisia geralmente decorre de problemas na coluna que interrompem a comunicação nervosa.

Além de comprometer as patas traseiras, essa condição afeta o controle dos esfíncteres, impedindo que o animal urine ou defeque de maneira voluntária e completa.

Para orientar tutores sobre essa realidade, a médica veterinária Camila Rugeri, especialista em fisiatria animal, gravou um conteúdo explicativo através da Casa do Vira-Lata. Ela ressalta que o acúmulo de urina na bexiga é um fator de risco grave.

Quando o órgão não é esvaziado totalmente, o resíduo estagnado facilita a proliferação de bactérias, o que predispõe o animal a quadros recorrentes de infecção urinária.

A técnica de esvaziamento manual foi demonstrada pela profissional para auxiliar quem cuida de pets cadeirantes. Com o cachorro posicionado de lado, o tutor deve colocar uma mão por baixo da barriga e a outra por cima, na região onde se localiza a bexiga.

É necessário aplicar uma pressão firme e constante em ambas as direções para que a urina comece a ser expelida. O processo deve continuar até que o órgão esteja vazio, garantindo a higiene e a saúde do sistema urinário do pet.

Camila Rugeri reforça que embora a técnica possa ser feita em casa, a supervisão de um médico veterinário é fundamental.

Cada animal possui particularidades anatômicas e sensibilidades que devem ser respeitadas para evitar lesões internas durante a compressão.

O suporte profissional ajuda a identificar sinais de dor ou alterações na cor e no odor da urina que podem indicar a necessidade de tratamento médico.

A combinação de tecnologia assistiva, como as cadeiras de rodas, e cuidados clínicos diários, como o manejo da bexiga, permite que cães paralisados mantenham uma rotina ativa.

O trabalho realizado pela Casa do Vira-Lata busca mostrar que a deficiência física não define o potencial de felicidade de um animal.

Ao compartilhar tanto o sucesso da reabilitação quanto às dificuldades práticas do dia a dia, o canal educa novos tutores e combate o preconceito contra a adoção de pets cadeirantes.

A primeira voz do Brasil na causa dos pets especiais.

Fundado em 2018 pela professora Larissa Tanaka Onuki, o Instituto Cão de Rodinhasse estabeleceu como a organização pioneira no Brasil dedicada à causa de animais com deficiência. O Instituto atua com foco na reabilitação social desses pets, demonstrando que condições como paraplegia, cegueira, surdez ou amputação não impedem a qualidade de vida.

1. Disseminação de conhecimento e educação

O Instituto funciona como um centro de inteligência sobre a vida com pets especiais, realizando:

  • Capacitação acadêmica: treinamentos especializados para estudantes de Medicina Veterinária e profissionais da área sobre o manejo de animais cadeirantes.
  • Publicações técnicas: produção de cartilhas e livros educativos que orientam sobre cuidados específicos, como higiene, adaptação de mobiliário e prevenção de escaras.
  • Conscientização pública: campanhas ativas em canais digitais e palestras para desconstruir o preconceito e promover a inclusão desses animais na sociedade.

2. Suporte operacional e assistência

A atuação da ONG estende-se ao apoio direto a quem está na linha de frente do cuidado animal:

  • Gestão de donativos: manutenção de um sistema de repasse de cadeiras de rodas e doação de insumos essenciais (como fraldas e medicamentos) para animais sob a tutela de protetores independentes.
  • Rede de apoio: organização do "Clube do Cão de Rodinhas", que promove reuniões periódicas para troca de vivências e acolhimento entre tutores em todo o país.
  • Consultoria de mobilidade: conexão entre doadores e pets que necessitam de equipamentos de locomoção novos ou usados.

3. Intervenção Terapêutica e Social

Através do cão Argos, o precursor da causa, o Instituto realiza ações de Terapia Assistida por Animais. As visitas a hospitais e instituições de ensino para pessoas com deficiência (PcD) reforçam mensagens de superação e empatia, unindo a causa animal à causa humana.

Números e estrutura institucional

O Instituto Cão de Rodinhas opera com uma estrutura organizada para garantir a sustentabilidade de suas ações:

  • Presença nacional: equipe multidisciplinar de voluntários distribuída em diversos estados brasileiros.
  • Assistência continuada: manutenção direta de 48 animais afilhados que dependem de suporte para sobrevivência e bem-estar.
  • Ecossistema de parcerias: desenvolvimento de projetos de co-branding com marcas que endossam a causa, gerando recursos destinados integralmente aos projetos sociais da ONG.

Proposta de valor

A organização defende que o diagnóstico de uma deficiência física - seja decorrente de doenças como cinomose e hérnia de disco, ou de traumas e causas congênitas, deve ser encarado como uma adaptação, e não como um fim. O Instituto Cão de Rodinhas trabalha para que a ciência veterinária e a empatia caminhem juntas na preservação da vida animal.

A instituição surgiu da necessidade de preencher lacunas de informação técnica e apoio emocional para tutores e protetores de animais com necessidades especiais, combatendo o estigma que frequentemente leva ao abandono ou à indicação equivocada de eutanásia.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.