“Não pensei duas vezes”: Parecia só barulho na calçada, mas era um filhote preso onde ninguém queria entrar
Eletricista ouve barulho no bueiro, encontra cachorrinho preso e inicia resgate emocionante
Por Beatriz Menezes em Cães
O internauta Brito, conhecido como @eletricistadopovo05 realizou o resgate de um filhote de cachorro que estava preso dentro de uma boca de lobo na manhã de 16 de janeiro.
O episódio ocorreu em uma via pública e foi registrado em vídeo pelo próprio homem que percebeu a situação enquanto estava em um hotel próximo ao local.
O filhote foi retirado da tubulação de esgoto após o grupo levantar uma tampa de concreto pesada e o autor do vídeo descer na estrutura para alcançar o cão que estava acuado.
No relato publicado no Tik Tok, Brito conta que a movimentação começou quando ele ouviu latidos constantes vindos da calçada. Ao se aproximar da estrutura de escoamento de água percebeu que um dos filhotes de uma cadela da vizinhança havia caído no buraco.
No registro ele ainda mostra que a mãe do animal e outros quatro filhotes permaneciam ao redor da abertura demonstrando inquietação.
O resgate exigiu esforço físico e coordenação entre os presentes para garantir que a tampa de concreto não cedesse durante a descida do voluntário.
Brito e outros homens precisaram improvisar escoras de madeira para manter a abertura da boca de lobo segura. O eletricista desceu no duto e relatou que o animal estava assustado e tentava se esconder mais profundamente na tubulação.
Com receio da aproximação, o cão se deslocava para partes escuras do cano, dificultando o contato manual imediato.
Após algumas tentativas e o uso de técnicas para atrair o filhote, o voluntário conseguiu segurá-lo e retirá-lo do ambiente insalubre.
A estrutura da boca de lobo apresentava riscos por causa da espessura da laje de concreto e do estado de conservação da calçada. O autor do vídeo ressaltou que o resgate precisava ser rápido pois o horário de trabalho da equipe estava começando e havia a preocupação com a possibilidade de chuva.
De acordo com o relato do eletricista, se ocorresse uma precipitação volumosa o animal seria arrastado pela correnteza interna da rede de esgoto sem chances de sobrevivência por causa do tamanho reduzido e da força da água.
Durante a gravação o eletricista mencionou que a família de cães pertence a uma residência próxima. Ele afirmou que já havia tentado adotar um dos animais anteriormente mas a proprietária não consentiu na época.
O filhote resgatado não apresentava ferimentos aparentes após ser retirado da tubulação. Ele foi colocado junto aos outros membros da ninhada na calçada logo após a tampa de concreto ser recolocada no lugar.
O eletricista finalizou o registro por volta das sete horas da manhã destacando que o dia de trabalho começaria com a satisfação de ter preservado a vida do animal.
Confira abaixo:
A prefeitura de Sul Brasil afirma que animais não podem permanecer sozinhos na via pública sem cuidados por parte de um guia. É consenso no Direito brasileiro que o dono ou detentor do animal responderá pelos danos causados por este, pois é sua obrigação cuidar do animal de modo que ele não possa causar nenhum tipo de problema a terceiros.
Na hipótese de haver algum acidente, presume-se a omissão quanto aos cuidados necessários por parte do proprietário e sua responsabilização.
Infelizmente alguns proprietários de animais são omissos e muitas vezes não assumem sua responsabilidade quando acionados para o recolhimento e/ou quando ocorre um acidente, sem contar que em muitos casos em que sequer é possível identificar o proprietário que lamentavelmente ficará impune.
Então a responsabilidade é dos donos dos animais. As ONGs que cuidam de animais de rua, já estão saturadas, e na sua maioria dependem de doações para se manter.
É necessário que se faça a conscientização da população para que mantenham seus animais presos na sua residência, façam as vacinas, e quando possível realizar a castração dos mesmos, para que seja evitada a procriação descontrolada.
Os perigos de deixar cães soltos na rua e como garantir um passeio seguro
Permitir que cachorros circulem sozinhos pelas vias públicas oferece riscos severos que podem ser evitados com supervisão constante. Mesmo em bairros considerados tranquilos ou áreas próximas à natureza a ausência de um tutor responsável coloca a integridade do animal em xeque diante de perigos urbanos e biológicos. A clinicasausalito orienta:
Principais riscos da circulação livre
O trânsito representa a ameaça mais imediata pois motoristas raramente conseguem prever o surgimento repentino de um animal na pista. Além dos atropelamentos o contato com a fauna local ou outros cães pode resultar em brigas territoriais e ferimentos por animais peçonhentos.
No aspecto sanitário cães desacompanhados ficam expostos a parasitas como pulgas e carrapatos além do risco de ingestão de alimentos estragados ou venenos. A fuga também é um fator crítico uma vez que o animal pode se perder ao seguir odores ou se assustar com barulhos sem ter alguém para reconduzi-lo ao lar.
Orientações para um passeio protegido
Para aproveitar o ambiente externo sem incidentes é fundamental adotar medidas preventivas básicas. O uso da coleira e da guia é a principal ferramenta de controle e segurança durante todo o trajeto.
- Saúde em dia: mantenha vacinas e vermífugos atualizados antes de sair.
- Hidratação: leve água potável para evitar a desidratação.
- Clima: escolha horários com temperaturas amenas para não queimar as patas no asfalto.
- Observação: fique atento a sinais de cansaço ou desconforto do pet.
A presença do tutor durante a atividade física fortalece o vínculo entre humano e animal além de garantir que qualquer situação de risco seja contornada imediatamente. O passeio deve ser um momento de lazer saudável e nunca uma exposição a vulnerabilidades desnecessárias.











