3 cães comunitários bolam ‘plano perfeito’ para não ir embora de casa que os abrigou da chuva: “Muito espertos”

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em Proteção Animal

Uma internauta chamada Valquíria Soares decidiu acolher temporariamente três cães comunitários em uma noite chuvosa. Mas a boa ação acabou rendendo risadas.

“Ontem choveu muito na minha cidade e eu coloquei os 3 cachorros comunitários que vivem na minha rua para dormir na garagem”, contou ela no >Threads.

Acontece que, aparentemente, os cães tinham outros planos.

“Hoje saí para trabalhar e eles estavam dormindo, abri a câmera agora e eles continuam dormindo… tô achando que eles estão bolando um plano para não sair mais”, escreveu ela, com bom humor.

Junto ao relato, Valquíria compartilhou imagens da câmera de segurança.

Nelas, os três cães aparecem largados no chão, profundamente adormecidos, espalhados como quem finalmente encontrou um lugar seguro para descansar.

E, claro, sem a menor pressa de ir embora.

Um “golpe” clássico

Não demorou para que a publicação viralizasse. Muitos internautas apontaram algo que tutores e protetores conhecem bem: aquele não era apenas um cochilo qualquer, mas um sono de quem finalmente se sente protegido.

Um comentário, com quase 3 mil curtidas, resumiu o sentimento coletivo:

“Os 3 aproveitando que finalmente estão em segurança e podem dormir sem precisar ficar em alerta. Fica com eles, moça.”

Outros seguidores se identificaram imediatamente e passaram a relatar experiências parecidas, “vítimas do golpe”, como alguns brincaram.

Histórias que começam com abrigo temporário… e nunca acabam

Entre os relatos mais curtidos, a Dra. Nádia Nunes contou que resgatou um cão chamado Pudim para um lar temporário. Assim que se sentiu seguro, ele dormiu por horas seguidas, profundamente.

“Dormiu tanto que eu me apeguei. Nunca mais saiu”, confessou.

Já a usuária Nyc Bdias compartilhou que colocou uma cadelinha para dentro de casa em uma noite de chuva, apenas para protegê-la.

Uma semana depois, a cadela já estava castrada e hoje faz parte oficialmente da família.

Histórias assim reforçam uma máxima conhecida no universo da proteção animal: muitas adoções não começam com a intenção de adotar, mas com um simples gesto de empatia.

O que são cães comunitários?

No Brasil, o conceito de cão comunitário é reconhecido legalmente. Trata-se de um animal que vive em uma determinada região e estabelece laços de dependência com a comunidade local, mesmo sem ter um tutor único.

Esses cães costumam receber alimentação, água, cuidados básicos e, em muitos casos, acompanhamento veterinário de moradores da área, os chamados “tutores comunitários”.

Em alguns estados e municípios, como São Paulo (Lei nº 12.916/08), há legislação específica que protege esses animais, proibindo o recolhimento por órgãos públicos quando eles estão saudáveis, castrados e bem cuidados.

Ou seja: cães comunitários têm direito a abrigo, alimentação e respeito, exatamente o que Valquíria ofereceu naquela noite de chuva.

O que o sono profundo desses cães revela?

A cena registrada pela câmera chamou atenção não só pela fofura, mas também por um detalhe importante: o sono pesado e prolongado dos três cães.

De acordo com o PetMD, os cães dormem muito mais do que os humanos. Filhotes podem chegar a 16 a 20 horas de sono por dia, enquanto adultos costumam dormir entre 12 e 14 horas.

No entanto, cães que vivem nas ruas ou em situação comunitária costumam permanecer em estado constante de alerta.

Mesmo quando dormem, seu sono é leve e fragmentado, já que precisam estar prontos para reagir a ameaças, barulhos ou perigos.

Quando um cão entra em um ambiente seguro, seco e protegido, seu sistema nervoso finalmente sai do “modo sobrevivência”. É aí que o corpo permite o relaxamento profundo e o sono reparador acontece.

Esse tipo de sono intenso é um sinal claro de que o animal se sente seguro.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.