"Que coisa mais linda!": Cão salsicha se esforça para cobrir bebê com cobertinha e cena comove tutores
Por Larissa Soares em Aqueça o coraçãoVocê consegue imaginar como seu pet reagiria com a chegada de um bebê?
Para muitos tutores, essa pergunta vem acompanhada de dúvidas, receios e até um friozinho na barriga.
Mas, no caso da pequena Ágatha e do cão salsicha Paçoca, a resposta veio de forma emocionante.
Modo irmão mais velho
Um vídeo publicado no Instagram mostra Paçoca tentando “cobrir” a bebê com um paninho, usando o focinho e repetindo os mesmos movimentos que cães fazem quando querem enterrar algo.
“Instinto de proteção em ação! Eu sempre amei cachorros, mas confesso que tinha um certo receio de como seria a convivência deles com a Ágatha… E olha só essa cena!”, diz a legenda.
“O Paçoca simplesmente quis cobrir ela com um paninho, todo cuidadoso, como se quisesse proteger a irmãzinha. Meu coração não aguenta tanta fofura!”
A cena rapidamente viralizou.
“Jurandir, cê num tá vendo que o filhote tá com frio?? Cobre ele”, brincou uma internauta.
“Tudo eu nessa casa, até pra cobrir o neném”, imaginou outra, dando voz aos pensamentos do salsicha.
“E essa olhada tipo: ajuda aí”, observou mais um.
Internet se identifica com o cuidado canino
Entre risadas e corações derretidos, muitos tutores aproveitaram para compartilhar histórias parecidas. Um dos comentários mais curtidos veio de uma mãe que também convive com um salsicha cuidador:
“Meu filho tá fazendo um teste pro trabalho, e meu salsicha dorme com ele. Cedinho eu abro a porta do quarto pra ele ir fazer xixi lá fora, faço o café da manhã e quando ele vê o café pronto sobe na cama e acorda ele… Tipo assim: vamos, preguiça, é hora de levantar.”
Outro comentário resumiu bem o sentimento geral:
“Tão bom quando o irmão mais velho não tem ciúmes do mais novo e ainda ajuda a cuidar!”
Por que os cães enterram coisas?
De acordo com a VCA Animal Hospitals, o hábito de enterrar objetos, especialmente comida, é um comportamento profundamente ligado à ancestralidade dos cães.
Na natureza, alimento era um recurso escasso e extremamente valioso. Para sobreviver, os ancestrais dos cães precisavam proteger o que conseguiam caçar.
Assim, eles comiam parte da presa e enterravam o restante para consumir depois, longe de outros predadores e membros da matilha.
Esse comportamento ajudava tanto na proteção quanto na conservação do alimento, já que a terra mantém a carne fresca por mais tempo.
Mesmo os cães domésticos, que têm ração garantida todos os dias, carregam esse instinto.
Nem só comida vira ‘tesouro’
Segundo a VCA, os cães não enterram apenas ossos ou alimentos.
Eles podem tentar esconder qualquer coisa que considerem valiosa: brinquedos, objetos dos tutores, controles remotos e, às vezes, até itens improváveis, como uma coberta… ou um bebê.
No caso de Paçoca, o gesto não tem relação com agressividade ou risco.
Pelo contrário: tudo indica que o cão reconheceu Ágatha como algo precioso e tentou protegê-la do jeito que seu instinto manda.
O movimento de empurrar o tecido com o focinho é o mesmo usado para “enterrar” um tesouro. Para ele, cobrir a bebê foi uma forma de mantê-la segura, aquecida e protegida.
O comportamento de enterrar faz mal?
Na maioria das vezes, não. Enterrar objetos é um comportamento natural e saudável para os cães.
O alerta só surge quando o ato se torna compulsivo, a ponto de o animal se machucar ao cavar excessivamente ou demonstrar ansiedade extrema.
No ambiente doméstico, muitos cães adaptam esse instinto enterrando objetos em sofás, camas ou cobertores (exatamente como Paçoca fez).
Já no caso de pets e bebês, especialistas reforçam que toda interação deve ser supervisionada.
Mesmo em situações de carinho e cuidado, a presença de um adulto garante a segurança de todos.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.








