“Simpático ele, né?”: Cachorrinho Vira-lata contratado como segurança viraliza ao se esforçar para parecer bravo

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em Proteção Animal

Uma unidade da América Drogarias decidiu inovar na composição de sua equipe de monitoramento.

A empresa, que ocupa o posto de quarta maior rede de drogarias independente do estado do Piauí, conta agora com um colaborador peculiar para reforçar a vigilância.

Trata-se de Américo, um cachorro vira-lata de porte médio e pelagem clara que assumiu a função de protetor do estabelecimento.

O animal ganhou notoriedade nas redes sociais após a divulgação de um vídeo que mostra sua rotina de trabalho na porta da loja.

A estratégia de marketing orgânico começou com uma publicação nas plataformas TikTok e Instagram.

Nas imagens, uma ‘cliente’ questiona sobre a segurança do local enquanto caminha pelos corredores. A resposta vem prontamente do funcionário Rafael Silva, que aponta para a entrada da farmácia e identifica o verdadeiro responsável pela guarda.

Américo aparece deitado estrategicamente próximo à porta automática, alternando momentos de observação atenta com sessões de espreguiçadas e bocejos.

Juntando as duas redes sociais, o vídeo ultrapassa a marca de 115 mil visualizações.

“Aqui na minha cidade o dono do mercado paga pra dar banho em todos os cachorrinhos que ficam na entrada do mercado toda semana (e uns 5 kk) além de ter dado crachá para todos eles com nome”.
“Todo estabelecimento que "contrata" bichinhos de rua merecem total reconhecimento”.
“O cachorro: Pelo Rivotril eu dou a minha vida”.

O comportamento do novo contratado é o que mais desperta a curiosidade dos internautas e clientes presenciais.

Américo parece entender a importância do cargo e se esforça para manter uma expressão séria enquanto vigia o fluxo de pessoas.

Contudo, os registros mostram que a tentativa de manter a cara de mau dura pouco tempo. Na prática, o cão se revela educado e gentil com quem frequenta a unidade.

Além de atuar na recepção, Américo encontrou formas de aproveitar os benefícios do ambiente de trabalho. O local preferido do segurança é o espaço localizado logo abaixo do sistema de ar-condicionado.

Confira o vídeo abaixo:

Guia prático: Como ajudar animais de rua em seis passos

Ajudar animais abandonados é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a sociedade.

Pequenas atitudes individuais, quando somadas, aliviam o sofrimento de milhares de bichos que enfrentam fome, doenças e maus-tratos diariamente.

Confira maneiras eficazes de fazer a diferença de acordo com a ONG Patinhas Carentes

Assistência imediata e saúde

O primeiro passo para ajudar é combater a fome e a sede. Manter potes de água e ração na frente de casa ou carregar um pouco de alimento na mochila são formas simples de salvar vidas.

Para otimizar, recomenda-se o uso de ração para gatos, que pode ser consumida por ambas as espécies sem prejuízos.

Além da alimentação, cuidados básicos de saúde melhoram o bem-estar do animal:

  • Higiene: Um banho com sabonete neutro ajuda a tratar a pele.
  • Medicamentos: Vermífugos e antiparasitários são acessíveis e fundamentais, desde que respeitada a espécie do animal para evitar intoxicações fatais.
  • Ferimentos: Limpar machucados com soro fisiológico e as mãos higienizadas previne infecções.
  • Castração: É a única forma de controlar a superpopulação. Deve ser feita apenas se houver condições de oferecer lar temporário por duas semanas para o pós-operatório.

Identificação e busca por lares

Nem todo animal na rua está abandonado. Antes de qualquer ação, é necessário conversar com vizinhos e checar se o bicho não tem dono ou apenas o hábito de sair sozinho.

Tirar fotos e compartilhar a localização em redes sociais ajuda no reencontro com famílias que podem estar à procura do pet.

Se o abandono for confirmado, a solução é a busca por um novo lar. Criar campanhas de adoção com boas imagens e contatos claros facilita o processo.

Como nem sempre é possível adotar permanentemente, oferecer um lar temporário ou organizar um rodízio de cuidados entre amigos aumenta drasticamente as chances de o animal encontrar uma família definitiva.

Apoio institucional

Como as políticas públicas são muitas vezes insuficientes, o trabalho das ONGs torna-se essencial.

Apadrinhar um animal em um abrigo por meio de contribuições financeiras mensais permite que essas instituições mantenham resgates, comprem suprimentos e paguem tratamentos complexos.

A mudança na realidade dos animais de rua depende da proatividade de cada cidadão em não ignorar o sofrimento ao seu redor.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.