Logomarca Amo Meu Pet

Jornalista abandona passagens de avião para não viajar sem seu cachorro idoso: “Hoje, eu só viajo com meu cachorro!”:

Tutor muda jeito de viajar para que seu dachshund idoso possa acompanhá-lo

Por
em Cães

Há quinze anos, Rafael Sette Câmara percorre o mundo contando histórias por meio do jornalismo de viagem, explorando culturas, paisagens e pessoas com sensibilidade, curiosidade e propósito.

À frente do projeto 360 Meridianos, ele transformou suas jornadas em inspiração para milhares de seguidores que sonham em viajar, conhecer novos destinos e viver experiências autênticas.

Mas, enquanto cruzava oceanos, desertos e fronteiras, sempre havia alguém especial esperando por ele em casa: Whisky, seu fiel cachorro da raça dachshund.

Durante esse período, Whisky ficava sob os cuidados do pai de Rafael, cercado de carinho, proteção e segurança. Essa tranquilidade permitia que o jornalista seguisse suas viagens com o coração leve, certo de que seu melhor amigo estava bem cuidado.

Por anos, essa foi a rotina: despedidas cheias de saudade, mensagens à distância, expectativa pelo retorno e encontros marcados por emoção.

Entre fotos, relatos e paisagens impressionantes, Rafael sempre carregava consigo uma certeza: nenhuma aventura fazia sentido sem o amor incondicional que o esperava em casa.

Com o tempo, porém, a idade chegou. Aos poucos, a energia de Whisky deu lugar ao cansaço, às limitações do corpo e a um ritmo mais lento, que exigia ainda mais atenção, presença e cuidado.

Foi nesse momento que Rafael percebeu que sua rotina precisava de uma pausa. Se antes Whisky ficava tranquilo na casa do “vovô”, aos doze anos passou a chorar e uivar ao ver as malas sendo arrumadas, como se entendesse que a separação estava prestes a acontecer.

Diante disso, Rafael tomou uma decisão que mudaria tudo: transformar também sua forma de viajar. A partir dali, cada roteiro passou a ser planejado para incluir o pet, respeitando seus limites e valorizando cada instante juntos.

Hoje, Whisky é o companheiro inseparável de viagem de Rafael. Juntos, eles vivem novas aventuras, descobrem lugares e mostram que, mais do que destinos, o que realmente importa são os laços, o companheirismo e o amor que atravessa o tempo.

Whisky, um idosinho viajante

Rafael contou que, desde que Whisky completou doze anos, decidiu viajar ao lado do seu cachorro.

A prioridade passou a ser viagens de carro, partindo de Belo Horizonte, onde mora, para destinos que permitissem a presença do companheiro.

Segundo ele, eram “viagens em que ele poderia nos acompanhar, sem os riscos de um despacho como bagagem no avião”.

Hoje, Whisky tem dezessete anos e, nesses cinco anos de aventuras juntos, já percorreu milhares de quilômetros — talvez mais do que muita gente.

Ele rodou Minas Gerais de norte a sul, conheceu cidades, estradas, paisagens e viveu experiências únicas ao lado do tutor.

Os lugares onde se hospedam também são escolhidos com cuidado, sempre priorizando hotéis pet friendly, conforto, segurança e bem-estar.

Agora, segundo Rafael, os planos seguem cheios de entusiasmo: “Que tal uma praia? Rio, Espírito Santo ou Bahia que nos aguardem, porque nosso idosinho ainda vai conhecer o mar.”

Whisky já está meio surdo, tem artrose, pressão alta e doença renal, mas Rafael segue viajando com esse lindinho em paz e tranquilidade.

Segundo ele, fez um plano de saúde para garantir que o companheiro receba todo o cuidado necessário, esteja sempre acompanhado por veterinários e possa continuar vivendo suas aventuras com conforto e muito amor.

Repercutiu

Rafael compartilhou sua história no perfil do Instagram @360meridianos no dia 26 de janeiro e, na legenda, fez uma pergunta simples, mas cheia de significado: “Mais alguém passa por isso?”.

Em poucos minutos, a publicação começou a se espalhar, alcançando mais de 127 mil visualizações e reunindo milhares de comentários emocionados, divertidos e cheios de carinho.

“Primeiro eu fiquei com dó. Depois eu fiquei com vontade de ser o Whisky”, escreveu um internauta.

Outro brincou: “Com todos esses anos de estrada, só estou esperando o Whisky lançar seu guia pet friendly das hospedagens de Minas”.

Já um terceiro comentou: “Ano que vem será um Whisky 18 anos. Melhor tempo de maturação”.

E houve ainda quem resumisse tudo com sensibilidade: “A vida presta! Um brinde ao Whisky e a vocês, que souberam dar e viver uma boa vida”.

Assista:

Para muitos internautas, o exemplo de Rafael representa uma forma mais consciente, responsável e amorosa de enxergar a convivência com os animais.

E você, já mudou seus planos ou sua rotina por causa do seu pet? Até onde iria para viver mais momentos ao lado de quem te ama sem pedir nada em troca? Conta pra gente nos comentários.

Cuidados ao viajar com pet

Viajar de carro com cachorro exige alguns cuidados importantes para garantir a segurança, o conforto e o bem-estar do animal durante todo o trajeto.

O primeiro ponto é a segurança no transporte. O cachorro nunca deve ser levado solto dentro do veículo. O ideal é utilizar cinto de segurança para pets, caixa de transporte ou cadeirinha adequada. Além de evitar acidentes, isso reduz o risco de distração ao motorista.

A hidratação e a alimentação também são essenciais. Leve sempre água fresca e um recipiente portátil. A alimentação deve ser feita em pequenas quantidades e, de preferência, algumas horas antes da viagem, para evitar enjoos.

Durante trajetos longos, é importante realizar paradas regulares, a cada duas ou três horas, para que o animal possa se movimentar, beber água e fazer suas necessidades. Essas pausas ajudam a reduzir o estresse e o cansaço.

Outro cuidado fundamental é com a temperatura. O carro deve estar bem ventilado e confortável. Nunca deixe o cachorro sozinho dentro do veículo fechado, mesmo por poucos minutos, pois o calor excessivo pode causar graves problemas de saúde.

Antes da viagem, verifique se a saúde do pet está em dia. Leve a carteira de vacinação, medicamentos, se houver, e contatos de emergência. Para cães idosos ou com doenças, a orientação de um veterinário é recomendada.

Itens de conforto também fazem diferença. Caminha, manta ou brinquedo ajudam a manter o animal mais tranquilo, pois trazem o cheiro e a sensação de casa.

A identificação é indispensável. O cachorro deve usar coleira com plaquinha atualizada e, se possível, microchip, facilitando o reencontro em caso de fuga.

Por fim, observe o comportamento do pet durante a viagem. Sinais de medo, ansiedade ou enjoo frequente indicam a necessidade de adaptação gradual ou orientação profissional.

Com planejamento e atenção, viajar de carro com cachorro pode ser uma experiência segura, tranquila e prazerosa para todos.

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.