Mãe que impediu filha de adotar vira-latinha abandonada volta atrás e, uma semana depois, proporciona reencontro inesquecível

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em Aqueça o coração

Ao lado da mãe, Bianca Anacleto, de apenas 8 anos, encontrou uma cachorrinha abandonada no pátio de uma empresa próxima a uma rodovia. O local, infelizmente, já era conhecido por receber animais deixados para trás.

“Ela não era a única”, contou Bianca em uma publicação que chamou atenção nas redes sociais.

Segundo a menina, muitas pessoas abandonam cães naquela BR, e eles acabam indo para lá por ser um ponto próximo e com alguma movimentação humana.

E foi amor à primeira vista. Bianca se encantou imediatamente pela vira-latinha e quis levá-la para casa. Mas, naquele momento, a resposta da mãe foi não.

O “não” que virou reflexão

A decisão inicial de impedir a adoção não veio por falta de empatia, mas por cautela. Adotar um animal envolve responsabilidade, custos e mudanças na rotina, algo que muitos adultos ponderam antes de dar esse passo.

Mesmo assim, a imagem da cachorrinha abandonada não saiu da cabeça da mãe de Bianca. Uma semana se passou, e a reflexão falou mais alto.

Sem avisar a filha, ela voltou até a empresa para saber se a cadelinha ainda estava lá. E estava.

Antes mesmo de levá-la para casa, a primeira atitude foi garantir cuidados básicos.

A cachorrinha foi levada para tomar banho e receber atenção veterinária inicial, já que estava cheia de bernes, consequência comum em animais que passam dias (ou semanas) abandonados.

O reencontro mais feliz

Quando Bianca finalmente viu a cachorrinha novamente, agora limpa e segura, não conteve a emoção.

O vídeo do reencontro mostra a menina abraçando o animal com força, distribuindo carinho e deixando claro que agora ela estava segura.

A nova integrante da família ganhou um nome com significado: Zoe, que quer dizer vida e renovação.

“Ela escolheu viver”, escreveu a família na legenda do vídeo.

“Como alguém abandona um ser tão indefeso?”

Na publicação, a família também deixou um desabafo: “Como alguém abandona um ser tão indefeso em uma BR, nas ruas, praças?”, questionaram.

O texto lembra que muitos animais acabam morrendo atropelados, de fome ou de frio, já que não existem abrigos suficientes para todos. Nem empresas, nem famílias conseguem salvar todos, mas cada resgate importa.

“Gostaríamos de cuidar de todos, mas assim como o pessoal da empresa tenta fazer o que pode para alimentá-los, nós também não podemos pegar todos”, diz o relato.
“Nossos filhos são o reflexo do que ensinamos. Diante de tanta maldade com os animais, ver este vídeo me faz não desistir da humanidade”, escreveu uma internauta.
“Menina linda e de coração bom. A cachorrinha toda feliz, acabou o sofrimento”, comentou outra.

Como os cães transformam a vida das crianças

De acordo com o American Kennel Club (AKC), crescer ao lado de um cachorro pode trazer inúmeros benefícios para o desenvolvimento infantil, tanto emocional quanto físico.

Estudos reunidos por Nienke Endenburg e Ben Baarda mostram que crianças que convivem com animais de estimação tendem a desenvolver mais empatia, autoestima e habilidades sociais.

Ao participar dos cuidados do pet, mesmo em tarefas simples e adequadas à idade, os pequenos aprendem responsabilidade e se sentem úteis.

Pesquisas também indicam que crianças frequentemente veem seus animais como fonte de apoio emocional.

O convívio com cães pode reduzir o estresse, já que o simples ato de acariciar um animal diminui os níveis de cortisol, o hormônio ligado ao estresse.

Além disso, brincar com um cachorro aumenta a liberação de serotonina e dopamina, substâncias associadas ao bem-estar e à felicidade.

Há ainda indícios de que crianças que conversam com seus pets apresentam melhor desenvolvimento cognitivo e linguístico.

Saúde

Ter um cachorro também estimula um estilo de vida mais ativo. Passeios, brincadeiras ao ar livre e rotina de cuidados incentivam o movimento e o contato com o ambiente externo.

Segundo estudos citados pela AKC, crianças que crescem com cães também apresentam menor probabilidade de desenvolver algumas alergias.

Claro, a convivência exige supervisão e responsabilidade dos adultos. Mas quando feita de forma consciente, pode ser profundamente transformadora, tanto para a criança como para o animal.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.