Disseram que era perigoso manter o bebê perto das gatas, mãe ignora e agora enfrenta outro ‘problema’
Por Beatriz Menezes em Gatos
Muitas famílias que convivem com animais de estimação enfrentam o mesmo dilema ao descobrir uma gravidez. O questionamento alheio sobre a segurança e a higiene no contato entre recém-nascidos e pets é constante.
No caso de Emy Arnaud, mãe do pequeno Vinícius, os avisos diziam que seria perigoso manter os felinos por perto. No entanto, após o nascimento, ela descobriu que o verdadeiro desafio era exatamente o oposto do que previam.
Emy é tutora de três gatos: um da raça Maine Coon, um persa e um típico laranja. Eles são chamados de Mavie, Liz e Theo. Antes mesmo de Vinícius chegar, os animais já demonstravam interesse pelo novo integrante da família.
Eles exploravam o enxoval e testavam cada canto do berço como se os objetos fossem destinados a eles. Quando o bebê finalmente chegou ao lar em Fortaleza, a dinâmica que se estabeleceu surpreendeu quem esperava por incidentes negativos.
A convivência se tornou tão intensa que a mãe relatou o surgimento de um problema inesperado.
O pequeno Vinícius desenvolveu uma forte ligação com os gatos, especialmente com Mavie. Em seus registros, Emy mostrou que o bebê chora quando é afastado da gata.
A frustração do menino só termina quando a felina retorna para o lado dele, seja no berço ou no tapete de atividades.
A dinâmica da família e os felinos
O grude entre a criança e os animais é visível nas imagens compartilhadas pela tutora no dia 28 de janeiro. Em um dos momentos gravados, os três gatos aparecem acomodados dentro do berço de Vinícius.
O pai precisou retirar os animais para que o bebê pudesse dormir com tranquilidade. Contudo, ao checarem a babá eletrônica momentos depois, Mavie já havia retornado ao seu posto ao lado de seu humano preferido.
Confira abaixo:
Essa vigilância constante rendeu à gata o apelido de ‘mãe bichológica’. A gata Mavie parece assumir um papel de supervisora durante as tarefas diárias.
Ela observa atentamente cada troca de fralda e cada mamada com um olhar que sugere desaprovação se algo não sai conforme o esperado. Se o bebê chora ou demonstra desconforto, a gata é a primeira a aparecer para verificar a situação.
Internautas acompanham a rotina da família e as opiniões se dividem. Enquanto muitos se encantam com a lealdade dos animais, outros manifestam preocupação com possíveis alergias ou doenças respiratórias causadas pelos pelos.
Essa é uma dúvida comum que atinge muitos pais que não querem abrir mão de seus animais de estimação após a chegada dos filhos.
Veja:
O que diz a medicina sobre pets e bebês
Para esclarecer os mitos sobre a saúde infantil no convívio com felinos, o pediatra conhecido como @drmmsped comentou as publicações de Emy.
O especialista afirmou que se os animais são saudáveis e bem cuidados, não existem impedimentos para essa proximidade.
Segundo o médico, o contato com pets traz benefícios imunológicos, neurológicos e afetivos para o desenvolvimento do bebê.
Estudos recentes indicam que crianças que convivem com animais desde cedo possuem menos chances de desenvolver alergias e asma no futuro.
O sistema imunológico é estimulado pela presença dos pets, tornando-se mais resistente. Além disso, o vínculo afetivo auxilia no desenvolvimento da empatia e do senso de responsabilidade desde os primeiros meses de vida.
Foi o próprio menino que decidiu que seus espaços favoritos só fazem sentido quando os felinos estão presentes.
A ‘dependência gatológica’ citada pelos seguidores mostra que, para essa família, a segurança não está no isolamento, mas na integração cuidadosa entre todos os membros da casa.










