“Ela e seu bebê Jerry”: Gata surpreende tutora ao tentar adotar filhote de rato e comportamento chama atenção
Por Larissa Soares em Mundo Animal
A vida no ambiente rural pode ser cheia de surpresas. Mas por essa, Ingrid Aline, moradora do Ribeirão Preto/SP, não esperava.
Sua gata, Pantera, apareceu com um “novo filhote”. Ele não miava, era pequeno e definitivamente não fazia parte da espécie. Era um filhote de rato.
A saga, registrada e compartilhada no TikTok de Ingrid, viralizou e levantou uma mistura de espanto, curiosidade, fofura e preocupação.
Como uma gata, predadora por natureza, poderia tentar adotar justamente um roedor?
Uma ninhada que não sobreviveu
Pantera havia passado recentemente por um momento delicado. Seus filhotes nasceram prematuros e, infelizmente, não sobreviveram.
“Eles nasceram fraquinhos e não duraram nem um dia e meio”, explicou Ingrid em um dos vídeos.
Em algum momento, enquanto perdia a ninhada, Pantera saiu para caçar e predou uma rata. Mas deixou um filhote órfão.
Em vez de tratá-lo como presa, a gata fez algo surpreendente: levou o bebê rato para dentro de casa e o colocou junto com seus filhotes.
Assim, Jerry, o ratinho, por um breve período, virou “filho único” de uma gata.
“Será que vai criar como filhote?”
No vídeo que viralizou, Ingrid aparece surpresa com a situação:
“E a minha gata que adotou um rato. Será que vai criar como filhote?”, questionou.
As imagens mostram Jerry aconchegado junto ao corpo de Pantera, buscando calor e segurança.
A gata, por sua vez, permitia a aproximação e chegou até a amamentá-lo.
Apesar do gesto comovente, Ingrid deixou claro que o ratinho era extremamente pequeno e frágil, e que a situação exigia cuidados extras.
Tentativas, cuidados e limites
Ingrid tentou o que estava ao seu alcance. Sem mamadeira adequada e com dificuldade para alimentar o filhote, ela buscou alternativas.
“Estamos tentando dar leite materno pra ele, mas não tem mamadeira. Ele não abre a boquinha, já que é muito pequeno. Estamos tentando colocar ele no peito dela, mas vamos seguindo”, relatou.
Mesmo com o acolhimento da gata, Jerry não estava recebendo a nutrição necessária para sobreviver.
Pouco tempo depois, Ingrid atualizou os seguidores com a notícia triste, mas já esperada: o filhote não resistiu.
Pantera, por sua vez, aparentava estar bem. Voltou a brincar, se alimentar normalmente e não demonstrou sinais de estresse prolongado.
Ingrid também explicou que a gata tem acesso à área externa por viverem na roça e que será castrada, para evitar que passe por mais gestações difíceis.
Viralizou
Nos comentários, os internautas ficaram num misto de encanto e preocupação:
“Eu iria num veterinário pra saber se não é perigoso e adotava kkkk.”
“Tem muita gente que tem ratos como pet, mas eles precisam de um cuidado especial.”
Outros alertaram para riscos sanitários:
“Ratos, mesmo bebês, podem transmitir doenças e parasitas. O ideal seria procurar um veterinário.”
O alerta é válido: roedores silvestres podem carregar agentes infecciosos, e o contato direto com outros animais deve sempre ser avaliado por um profissional.
Ratos podem ser animais de estimação?
A resposta é: sim, ratos podem ser ótimos pets,mas com várias ressalvas.
Quantos?
Segundo o site especializado About Pet Rats, ratos são animais extremamente sociais. Eles brincam, dormem juntos e se limpam mutuamente.
Por isso, o ideal é ter pelo menos dois ratos. Ter apenas um pode levar à solidão e ao estresse.
As exceções ocorrem em casos de agressividade, doenças ou idade avançada. Ainda assim, a maioria dos tutores relata que ter dois ratos não atrapalha o vínculo com humanos.
Macho ou fêmea?
De modo geral, ratos machos costumam ser mais tranquilos e carinhosos, enquanto as fêmeas são mais ativas e curiosas.
As fêmeas, porém, costumam viver mais e podem ultrapassar quatro anos, enquanto os machos vivem em média até três.
As fêmeas têm maior predisposição a tumores mamários, mas a castração reduz significativamente esse risco.
Já machos não castrados podem ter um odor mais forte, algo que incomoda alguns tutores.
Filhotes ou adultos?
Filhotes são fofos, mas exigem paciência. Eles são agitados e demoram a criar vínculo.
Ratos adultos, por outro lado, já têm personalidade formada e podem se adaptar mais rápido ao contato humano.
Para tutores de primeira viagem, filhotes costumam ser mais comuns, mas ratos adultos também podem ser excelentes companheiros.
Rato doméstico x rato selvagem
Esse ponto é essencial. Segundo o About Pet Rats, embora algumas pessoas consigam criar ratos selvagens como pets, o ideal para eles é permanecer na natureza.
Se o animal não pode ser devolvido ao ambiente natural, é possível criá-lo, mas ele dificilmente terá o mesmo comportamento de um rato doméstico: tende a ser mais ativo, menos afetuoso e mais arisco.
Onde adotar um rato com responsabilidade?
Os melhores lugares são:
- Sociedades protetoras de animais, que frequentemente recebem ratos resgatados
- Criadores responsáveis, embora isso não garanta ausência de problemas de saúde
- Algumas lojas de animais, desde que mantenham boas condições de higiene e manejo
Independentemente da origem, é essencial observar sinais de saúde, como pelagem limpa, ausência de secreções avermelhadas (porfirina), espirros frequentes ou emagrecimento excessivo.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.







