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"Está com os olhos cheios de lágrimas": Protetor tem conversa com cachorra que não aceitava ajuda e ela entende cada palavra

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em Proteção Animal

Muitas vezes o resgate de um animal abandonado exige mais do que apenas agilidade física. Na madrugada de 1 de dezembro de 2025, em Salvador, o protetor e reverendo Roberto Monteiro, conhecido como Roberto Pé na Porta, provou que a paciência e o diálogo são ferramentas fundamentais para salvar uma vida.

Durante três horas, ele permaneceu ao lado de uma vira-lata que foi colocada para fora de casa por estar com sarna, enfrentando o medo e a resistência do animal que não compreendia que o perigo havia acabado.

A cena, registrada em vídeo e compartilhada no Instagram, mostra o momento em que a madrugada avançava enquanto Roberto tentava convencer a cadelinha, agora chamada Luna, a aceitar ajuda.

O relógio marcava uma da manhã quando ele chegou ao local e apenas por volta das quatro horas ele conseguiu finalmente completar o resgate.

O animal estava visivelmente debilitado e assustado, reagindo com tentativas de mordida sempre que a guia era aproximada de seu pescoço.

De pé ao lado da vira-lata Roberto manteve uma conversa constante com Luna, como foi batizada posteriormente. Ele explicava que ela passaria frio na rua e que pessoas mal-intencionadas poderiam agredi-la se ela continuasse ali.

O protetor nota o sofrimento profundo no olhar da cadela e comenta que ela está com os olhos cheios de lágrimas. A percepção de que o animal entendia a gravidade da situação e o sentimento de rejeição foi o que manteve o reverendo firme no propósito de não sair dali sem ela.

‘O trabalho foi de formiguinha’, como o próprio Roberto descreveu no vídeo. Ele utilizou técnicas de distração e movimentos lentos para diminuir o estresse da cadelinha.

Luna corria por toda a rua, fugia e retornava para o mesmo ponto em frente ao portão de onde foi expulsa, demonstrando a confusão típica de cães que viveram a vida inteira em um ambiente doméstico e, de repente, se veem sem teto.

Após conseguir "laçar" o animal e colocá-lo no carro, a jornada de recuperação de Luna começou. O estado de saúde da vira-lata é delicado. Além da sarna que motivou o abandono cruel por parte de seus antigos tutores, ela apresenta fraqueza e sinais de maus-tratos prolongados.

Roberto relatou que muitas pessoas que prometeram auxílio inicialmente desapareceram, deixando os custos do tratamento sob sua responsabilidade.

Para garantir que Luna receba exames, ração adequada e medicação, o reverendo iniciou uma campanha de arrecadação online.

O objetivo é atingir o valor de 4 mil reais para cobrir todas as despesas veterinárias e garantir um lar temporário seguro.

Até o momento, a mobilização arrecadou 2.939 reais. Roberto reforça que ela não sabe sobreviver nas ruas e que cada contribuição é um passo para que ela esqueça o trauma da rejeição.

Veja:

O abandono de animais por motivos de saúde é crime previsto em lei, mas continua sendo uma prática comum.

Muitas vezes o animal não morde por agressividade, mas por puro instinto de autodefesa após sofrer traumas humanos.

Ao final do vídeo, Roberto aparece usando luvas brancas e fazendo carinho em Luna para mostrar que suas mãos não eram uma ameaça.

A cadela, que antes gritava de pavor, permitiu o toque. Esse momento de rendição marcou o início de uma nova fase para ela, longe do descaso e mais perto de uma família que a respeite.

Luna já está recebendo um tratamento, mas a vakinha segue aberta para que o protetor consiga proporcionar algo mais eficaz.

O link da vakinha encontra-se no perfil do protetor no Instagram: https://www.instagram.com/robertomonteirorev/

Veja abaixo:

A sarna canina é uma condição que gera extremo sofrimento, mas pode ser evitada com uma rotina de cuidados preventivos.

Confira abaixo as principais formas de proteger seu pet de acordo com o site chemitec.

Medidas práticas de prevenção

  • Higiene e ambiente: mantenha o local onde o cão dorme e circula sempre limpo. Banhos regulares com produtos adequados e a limpeza periódica das orelhas ajudam a remover agentes invasores.
  • Controle de ectoparasitas: o uso de antiparasitários preventivos (como pipetas, coleiras ou comprimidos mastigáveis) é uma das formas mais eficazes de manter os ácaros longe.
  • Isolamento social: evite que seu pet tenha contato com animais que apresentem sinais visíveis de doenças de pele ou que estejam em locais com higiene precária.
  • Saúde imunológica: um sistema imune forte é a melhor defesa contra a sarna demodécica. Ofereça alimentação balanceada e mantenha as vacinas e vermifugações em dia.

A prevenção também depende da rapidez em identificar o problema. Fique atento a:

  • Sarna sarcóptica: altamente contagiosa (inclusive para humanos), causa coceira insuportável e crostas.
  • Sarna demodécica: ligada à genética e imunidade, causa queda de pelos e descamação.
  • Sarna otodécica: ataca os ouvidos, causando coceira na cabeça e secreção escura.

Ao notar qualquer sinal de coceira excessiva ou perda de pelo, leve o animal ao veterinário imediatamente. O diagnóstico precoce evita que a doença se espalhe para outros animais ou moradores da casa.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.