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“Saiu do escapamento direto para a praia”: Conheça Roma, gata resgatada dentro de cano de descarga que virou estrela no RJ

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em Gatos

Roma é uma gatinha que teve um começo de vida difícil. Ela foi resgatada de dentro do cano de descarga de um carro, em plena Copacabana, no Rio de Janeiro.

Assim que conseguiu retirar a felina do local, o motorista pensou em deixá-la na calçada, à própria sorte. Mas o destino tinha outros planos.

Foi exatamente naquele momento que Julia, sua futura tutora, passou de bicicleta. Ao ver a cena, não pensou duas vezes: pegou a gatinha no colo, acelerou a bike e partiu, decidida a não deixá-la para trás.

Ao chegar em casa, Roma recebeu tudo o que nunca teve: um banho quentinho, comida, água, cuidado e, principalmente, acolhimento. Pela primeira vez, pôde descansar em segurança, sem medo e sem dor. Era o início de uma nova vida.

No começo, a ideia era que ela ficasse apenas como lar temporário. Mas bastaram alguns dias de convivência para que a pequena conquistasse todos com sua doçura, seu olhar carente e sua vontade de viver. Aos poucos, Roma transformou aquele espaço em seu verdadeiro lar — para sempre.

E a sorte dela não parou por aí. Além de ganhar uma família cheia de amor, sua tutora é veterinária, garantindo que Roma terá todos os cuidados necessários para crescer saudável, protegida e feliz.

Julia criou um perfil no Instagram para compartilhar a história da gatinha, @romaaventureira, e no dia 10 de janeiro contou como tudo começou. Na egenda escreveu:

"Minha mamãe não estava procurando uma gata… Mas eu estava procurando alguém. De um encontro inesperado nasceu uma pequena grande história. Agora eu vou conhecer o mundo, uma patinha de cada vez"

A publicação ultrapassou 1,2 milhão de visualizações, emocionando milhares de pessoas. Nos comentários, internautas escreveram:

“O golpe do lar temporário é sempre eficaz.”
“Você é duas vezes sortuda: ganhou uma mamãe e ela é veterinária.”
“Deus abençoe quem tirou você das ruas.”

Assista:

A nova vida de Roma

Julia descreve Roma como uma “filhotinha curiosa, amarela como o sol e gata de espírito livre” — uma definição perfeita para resumir a personalidade vibrante dessa pequena aventureira.

Desde os primeiros dias após o resgate, ficou claro que Roma não era apenas uma sobrevivente, mas uma gata cheia de energia, coragem e vontade de explorar o mundo.

E para dar início às aventuras da felina, Julia decidiu apresentar logo de cara um dos cenários mais especiais do Rio de Janeiro: a praia de Copacabana.

Nada mais simbólico, afinal, foi ali, na calçada daquele bairro, que Roma ganhou sua segunda chance. Começar pela praia era como celebrar o recomeço, a liberdade e a vida.

Segundo Julia, o primeiro contato de Roma com a areia foi digno de filme. Ao sentir o chão diferente sob as patinhas, a gatinha parecia completamente surpresa. A tutora brincou ao imaginar o pensamento da felina:

“Ela deve ter pensado: ‘Ok, o sofá é bom… mas já viu esse chão que se mexe?’”.

Preocupada com a segurança da pet, Julia também fez questão de tranquilizar os internautas. Ela explicou: “Gatos acostumados desde filhotes a sair de casa ficam muito mais curiosos e confiantes”.

Com os cuidados certos, coleira adequada e supervisão, essas experiências ajudam no desenvolvimento emocional e comportamental do animal. Assim, Roma segue vivendo sua nova fase cercada de amor, estímulos positivos e descobertas.

Veja:

Depois de aproveitar um dia de sol na areia da praia, chegou a hora de Roma conhecer mais uma novidade: a piscina. E, para surpresa de muitos, sob a supervisão constante da tutora, a felina demonstrou curiosidade e tranquilidade ao ter contato com a água, parecendo até gostar da experiência.

Muita gente acredita que gatos não podem ou não gostam de se molhar, mas Roma mostrou que essa regra não é absoluta. Quando o animal se sente seguro, confiante e protegido, ele se permite explorar novas situações sem medo, respeitando seus próprios limites.

Ao comentar sobre o assunto, Julia explicou: “Gatos podem, sim, entrar na água — só que a maioria não gosta”.

Segundo Julia, não é verdade que gatos “não podem” se molhar. Eles podem nadar, brincar na água e até se adaptar a esse ambiente. O que acontece é que, na maioria dos casos, eles evitam a água por questões naturais.

Isso vem da evolução: os ancestrais dos gatos viviam em regiões secas, não precisavam nadar para sobreviver e desenvolveram uma pelagem que demora a secar. Quando ficam molhados, sentem frio, desconforto e vulnerabilidade, além de perderem o cheiro natural, algo muito importante para eles.

Para um gato, estar molhado pode significar sentir-se pesado, exposto e inseguro.

Mesmo assim, existem exceções. Algumas raças, como Maine Coon, Bengal e Turkish Van, são conhecidas por gostar de água. Além disso, gatos que têm contato com esse ambiente desde filhotes tendem a se tornar mais curiosos e confiantes.

O contato com a água só se torna perigoso em situações específicas, como exposição ao frio, uso de produtos inadequados ou água contaminada. Fora isso, um banho ocasional e bem feito não traz prejuízos.

No fim, a grande verdade é simples: gatos não odeiam a água. Eles odeiam perder o controle. Quando se sentem respeitados e protegidos, até o inesperado pode virar descoberta.

Assista:

Roma tirou a sorte grande, né? Do cano da descarga para o conforto de uma casa onde o amor é rotina, o cuidado é prioridade e cada dia representa uma nova chance de ser feliz.

De uma situação de risco e abandono, ela passou a viver cercada de proteção, carinho e segurança, mostrando como um gesto de empatia pode transformar completamente um destino.

Hoje, Roma não é apenas uma gatinha resgatada — é parte de uma família que a escolheu para amar todos os dias.

Histórias como a dela nos lembram que a adoção responsável pode transformar não apenas a vida de um pet, mas também a de quem decide abrir o coração e o lar.

Veja:

Se você não pode adotar agora, há muitas outras formas de ajudar: apoiar ONGs, divulgar animais que precisam de família, contribuir com ração ou atendimento veterinário, oferecer lar temporário ou até compartilhar histórias que inspirem outras pessoas.

E agora queremos saber de você: também tem uma história de adoção para contar? Já resgatou, adotou ou ajudou um animal de alguma forma? Compartilhe sua experiência nos comentários e inspire mais pessoas a fazerem parte dessa corrente de cuidado, empatia e amor.

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.