“Não foi ensinado, é instinto”: Cane Corso gigante e feroz com estranhos se transforma completamente ao se aproximar de bebê
Por Ana Carolina Câmara em Cães
Se tem uma cachorrinha com dois temperamentos bem definidos, essa é a Zaira.
Essa lindinha de pelagem preta e brilhante, com uma fisionomia que naturalmente impõe respeito, sabe exatamente quando deve ser tranquila, carinhosa e companheira — e quando precisa mostrar seu lado mais firme e protetor.
Inteligente e observadora, Zaira entende rapidamente o ambiente ao seu redor. Com quem ama, ela responde com doçura, lealdade e afeto. Mas, diante de estranhos ou situações que considera suspeitas, ela assume sua postura séria, atenta e determinada.
Tudo depende da pessoa com quem está lidando e da energia que recebe. Zaira é daquelas cachorras que “lê” as intenções, percebe sentimentos e reage de acordo.
E isso ela deixa bem claro quando está com José N. Bittencourt, seu mini-humano. Com ele, ela é puro amor; com desconhecidos, é o terror.
Zaira, a 'fera'
Zaira é uma cachorra da raça Cane Corso e, há poucos meses, foi promovida a irmã mais velha com a chegada de José. Desde então, ela passou a exercer seu papel com dedicação, cuidado e atenção.
Essa lindinha sempre ocupou o posto de protetora de seus tutores, Sabrina Nogueira e Eduardo Bittencourt, demonstrando lealdade e vigilância em todos os momentos. Atenta a cada movimento da casa, Zaira sempre fez questão de estar por perto, garantindo que tudo esteja em ordem.
Mas, com a chegada do pequeno José, esse instinto protetor ganhou uma nova dimensão. Agora, além de cuidar dos adultos, ela também passou a se dedicar ao seu “mini-humano”, acompanhando cada passo, cochilo e choro, como se tivesse assumido a missão de guardiã do pequeno.
Sempre por perto, observando e pronta para agir, Zaira mostra que seu amor vai muito além da força e da aparência imponente. Por trás da postura firme, existe um coração sensível, carinhoso e ligado àqueles que ama.
Em um vídeo compartilhado no perfil do Instagram @josenbittencourt, Eduardo mostrou, na prática, o quanto Zaira é cuidadosa, atenta e carinhosa com o irmão humano, ao mesmo tempo em que mantém sua postura firme diante de pessoas desconhecidas.
Nas imagens, é possível ver a cachorra toda cuidadosa com o José, mas, quando se trata de pessoas estranhas rondando o quintal de casa, a situação muda de figura.
Na legenda da publicação, Eduardo resumiu a cena com bom humor: “Nem parece a mesma cachorra”.
A publicação acumulou milhares de visualizações e centenas de comentários. Seguidores destacaram o comportamento equilibrado da raça e o vínculo construído com a criança:
“São muito protetores com a família”, escreveu um internauta.
“Eles são dóceis, mas também são bravos quando precisam”, comentou outro.
Assista:
Cane Corso, um guardião
Sabrina contou que, muitas vezes, é questionada se não sente medo de ter “um cachorro desse tamanho perto de um bebê tão pequeno”. A resposta, segundo ela, é sempre direta e cheia de convicção: “Não. Eu tenho paz.”
De acordo com Sabrina, essa tranquilidade vem do conhecimento sobre a raça e da convivência diária com Zaira, que sempre demonstrou equilíbrio e sensibilidade no ambiente familiar.
Ela explica que o Cane Corso não é apenas um cão de guarda, mas uma raça selecionada ao longo de séculos para proteger a família — especialmente os mais vulneráveis da casa.
Segundo Sabrina, esse tipo de cachorro não busca agradar visitas ou chamar atenção. Sua prioridade é clara: cuidar, vigiar e garantir a segurança de quem faz parte do lar.
“Ele não quer agradar visitas. Ele quer proteger quem mora dentro de casa”, resume.
Para a família, Zaira não é apenas um animal de estimação, mas uma verdadeira guardiã, que combina força, equilíbrio e sensibilidade em cada atitude.
Sabrina também cita alguns motivos pelos quais indica a raça, entre eles:
• Extremamente leal (ela literalmente adota o bebê como parte do “bando”);
• Instinto natural de proteção — observa tudo o tempo inteiro;
• Temperamento equilibrado (não late nem avança sem motivo);
• Inteligente e muito treinável;
• Não age de forma impulsiva: avalia a situação antes de reagir.
Ela ainda conta que, quando José está por perto, Zaira permanece o tempo todo em prontidão. “Não foi ensinada… é instinto”, garante.
Sabrina também faz questão de alertar que o Cane Corso não é uma raça para qualquer pessoa, pois exige liderança, rotina, socialização e um tutor responsável.
“Não é um pet decorativo. É um guardião”, reforça.
Por fim, ela resume o sentimento da família:
“Ela não vê meu filho como ‘uma criança’. Ela vê como alguém que precisa proteger. E, sinceramente, dormir sabendo que tem alguém sempre vigiando por ele traz uma paz que não tem preço.”
Veja:
Em outro vídeo, os pais de José mostraram, de forma ainda mais evidente, o quanto Zaira é protetora e atenta.
Na cena, a cachorra aparece presa atrás de uma grade, observando Eduardo, que segura o bebê. Tudo parecia tranquilo, até o momento em que a babá se aproxima para fazer carinho na criança.
Imediatamente, Zaira demonstra sua insatisfação e começa a latir, em alerta. Pouco depois, Sabrina se aproxima e faz carinho em José.
Com ela, Zaira permanece calma, deixando claro que reconhece quem faz parte da família. A intenção do vídeo era justamente mostrar o instinto natural de proteção da cachorra.
Sabrina explicou que, na ocasião, a babá já frequentava a casa normalmente. Mesmo assim, Zaira sabia que ela não fazia parte do núcleo familiar. “Ela tenta, por instinto, proteger”, contou.
Segundo a mãe, não houve nenhum comando, treino de guarda ou incentivo dos tutores para esse comportamento.
“Não foi ensinado. Toda vez que a babá se aproxima, ela fica brava. É algo natural dela”, explicou.
Para a família, aquele momento foi revelador. Foi a primeira vez que perceberam, de forma tão clara, que Zaira havia entendido seu papel.
“Ela simplesmente compreendeu que José é um bebê de apenas três meses e que faz parte da família dela e precisa ser protegido”, relatou Sabrina.
Assista:
Agora me conta: você tem um Cane Corso em casa? Como ele é no dia a dia? É protetor, carinhoso, brincalhão ou mais reservado? Ou o seu pet nem é da raça, mas também demonstra esse instinto de cuidado com a família?
Compartilhe sua experiência nos comentários, conte sua história e inspire outras pessoas a enxergarem o quanto os pets podem ser verdadeiros companheiros e guardiões do lar
Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.
Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.
Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.
Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.







