Mistura de gato com coelho? conheça o curioso caso do gatoelho de Santa Catarina

Por
em Gatos

Em 2021, um gatinho de Taió, em Santa Catarina, chamou atenção em nível nacional por parecer uma mistura curiosa entre gato e coelho.

Agora, aos cinco anos, ele já está um pouco maior, com a coloração um pouco diferente e mais calmo. Mas ainda parece um bichinho de pelúcia.

O “gatoelho” nasceu em 2021 e chamou atenção logo nos primeiros dias por ter características físicas diferentes dos outros filhotes.

A coluna vertebral mais curta e as patas traseiras fizeram muita gente comparar o animal a um coelho peludo.

O caso acabou repercutindo em todo o país depois de reportagens mostrarem o “gatoelho” ainda filhote, correndo pelo quintal e subindo em árvores como se nada fosse diferente.

A aparência é resultado de uma anomalia genética rara causada pelo cruzamento entre dois gatos irmãos portadores de genes recessivos. A alteração afetou principalmente a formação da coluna vertebral, deixando o corpo encurtado.

De uma ninhada de três filhotes, ele foi o único sobrevivente. Os irmãos nasceram com aparência considerada normal, mas não resistiram. Já o pequeno “gatoelho” contrariou as expectativas desde cedo.

Na época das primeiras reportagens, ele tinha apenas quatro meses e parecia ligado no modo turbo.

Corria pelo quintal, pulava obstáculos e explorava tudo ao redor. Hoje, aos cinco anos, está mais tranquilo e ganhou alguns quilinhos extras, mas continua mandando na casa inteira.

A tutora Marli Woelfer conta que até os gatos maiores respeitam ele.

“Mesmo os gatos grandes têm medo dele”, brincou ela, em entrevista à RBA.

Segundo Marli, a mãe do animal também mantém um comportamento curioso até hoje. Mesmo adulto, o “gatoelho” ainda recebe cuidados maternos, como lambidas e proteção extra.

Ela acredita que os outros animais percebem que ele tem limitações físicas e acabam sendo mais cuidadosos nas interações.

Desafios do Gatoelho

Apesar da aparência fofinha que lembra um bichinho de pelúcia, a rotina dele exige bastante atenção.

Ao longo dos anos, a família passou por alguns sustos importantes. Um dos momentos mais delicados aconteceu quando ele fraturou uma das patas traseiras em dois lugares diferentes.

A cirurgia deixou todos apreensivos. O animal precisou ser anestesiado, entubado e passou por um procedimento ortopédico delicado. Hoje ele vive com platina, prótese e dois parafusos na perna, mas continua andando normalmente.

Depois disso, a família resolveu impor alguns limites para evitar novas aventuras radicais. Nada de subir em locais muito altos ou se jogar em escaladas perigosas pelo quintal.

Além da fratura, ele também enfrentou uma pleuropneumonia e precisou de acompanhamento intensivo. Segundo Marli, os veterinários avisaram que a situação foi bastante séria.

Por causa da condição genética, o gatinho recebe uma alimentação específica voltada para o bom funcionamento digestivo e faz acompanhamento veterinário constante.

A família também mantém cuidados preventivos reforçados, especialmente nas trocas de estação, já que ele tem mais tendência a problemas respiratórios.

Mesmo assim, quem olha para ele dificilmente imagina tudo o que já enfrentou. Nas imagens mais recentes divulgadas pela reportagem, o “gatoelho” aparece caminhando calmamente pelo quintal, observando os outros animais da propriedade e aproveitando a vida no ritmo dele.

Nos comentários das publicações, muita gente ficou encantada.

“Igual uma pelúcia”, escreveu uma internauta.
“Vida longa ao gatoelho”, comentou outra pessoa.
“Eu te amo gatinho cururu”, brincou mais um usuário.

Outro gatinho especial

E o “gatoelho” não é o único felino com uma condição rara que conquistou a internet. Outro caso que chamou atenção foi o da gatinha Blue, uma felina com nanismo que vive com a tutora Morgan Augustine.

Blue pesa apenas 1,8 quilo e, mesmo já adulta, parece um filhote permanente. O tamanho reduzido virou motivo de encanto nas redes sociais, mas também exige uma série de cuidados especiais.

Os veterinários chegaram a acreditar que ela viveria apenas alguns meses quando foi encontrada ainda filhote em um celeiro. Mas ela surpreendeu todo mundo e já completou três anos.

Veja a matéria completa:

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.