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"Ele falou comigo — passarinho tem casinha, e eu não": Vovô comove ao contar sobre amizade com cão do vizinho que exigiu uma casinha

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em Cães

No sítio do Vô Roberto, que fica a apenas uma hora de São Paulo, nas proximidades de Atibaia, não existe espaço para tristeza — ali, o que reina é a alegria simples, contagiante e cheia de afeto.

Cada canto da propriedade guarda memórias, risadas soltas e aquele clima de interior que abraça a gente sem pedir licença.

Ali, o amor reina de forma tão natural que não é à toa que até os animais fazem questão de estar por perto. É o caso de Pica-Pau, um vira-latinha que pertence ao vizinho, mas que escolheu o sítio como seu lugar favorito no mundo.

Todos os dias, ele atravessa o caminho só para ficar ao lado do Vô Roberto, de 84 anos, como se entendesse que ali existe algo especial. Entre um carinho e outro, os dois compartilham uma amizade feita de companhia, lealdade e conexão verdadeira.

No sítio, o tempo passa diferente. O que importa não é a pressa, mas a presença. E talvez seja justamente por isso que Pica-Pau sempre volta: porque reconhece naquele cantinho um lar cheio de cuidado, respeito e carinho genuíno.

O sítio do Vô Roberto

O sítio do Vô Roberto está disponível para locação pelo >Airbnb e foi a neta dele, Luh — que trabalha com esse tipo de hospedagem — quem teve a ideia de incentivar o negócio do avô mostrando sua rotina nas redes sociais.

Mais do que divulgar um espaço, ela queria apresentar ao público a essência de um homem de 84 anos que carrega no olhar a sabedoria do tempo e no coração uma alegria que contagia.

Ao criar a página no Instagram @vodositio, Luh passou a compartilhar momentos simples do dia a dia: o café passado na hora, as histórias contadas sem pressa, os cuidados com a natureza e, claro, as amizades inesperadas que florescem por ali.

Foi então que um vídeo ganhou destaque — e tinha como protagonista ninguém menos que Pica-Pau.

O vira-latinha pertence ao vizinho, mas adotou o sítio como seu segundo lar. Durante uma conversa descontraída com a neta, Vô Roberto explicou por que construiu uma casinha especial para ele. Sim, Pica-Pau tem uma casa só sua no sítio.

Roberto contou que sempre gostou de construir casinhas para passarinhos espalhadas pela propriedade — vale frisar que são casinhas, onde as aves são livres para ir e vir, nunca gaiolas. Foi nesse contexto que, segundo ele, Pica-Pau “reclamou”: “Passarinho tem casinha e eu não tenho casinha aí”.

Para Vô Roberto, Pica-Pau fala. E como toda boa amizade merece atenção, ele decidiu construir uma casinha também para o amigo de quatro patas.

Desde então, o cãozinho que já visitava com frequência o sítio agora aparece ainda mais. Vira e mexe dá suas escapadas estratégicas para aproveitar a companhia do avô, os carinhos demorados e a tranquilidade do lugar.

E dá para entender. Afinal, estar ao lado de alguém que oferece tempo, afeto e presença é um privilégio — seja para pessoas ou para cães.

O vídeo, compartilhado no dia 12 de fevereiro, veio acompanhado de uma legenda que resume bem o espírito da história e arrancou risadas dos seguidores:

“A regra é clara: se o cachorro te adotou, não tem discussão. O vizinho que lute, foi ele que escolheu. Porque será, né?! Não tem só casinha… tem nome novo e atende por ele, além de comida, amor e vacinas. Ah! Quem se hospeda no sítio, tem a companhia do Pica-Pau.”

A publicação rapidamente ultrapassou a marca de 3,2 milhões de visualizações, acumulando milhares de curtidas, compartilhamentos e comentários cheios de carinho.

A internet, como era de se esperar, se derreteu pela amizade entre o avô e o vira-latinha “falante”. Entre as mensagens, os seguidores entraram na brincadeira:

“Como ele negaria uma casa pra um cachorro falante?”
“Não posso julgar, já tive que entrar na casa do vizinho pra pegar minha cachorra… ela acha que mora lá também.”

Outros destacaram algo que parece explicar tudo:

“Os bichos reconhecem a boa energia! Afinal, ele faz casas e não gaiolas.”

E teve quem resumisse o sentimento coletivo:

“Não sei quem é mais fofo, o doguinho ou o vôzinho.”

Confira:

Tem como não se encantar com essa dupla?

A casinha de passarinho

Você deve estar se perguntando: e as casinhas de passarinhos, como são? A resposta ajuda a entender ainda mais o coração generoso do Vô Roberto.

Em um vídeo compartilhado no dia 10 de fevereiro, ele contou que, antigamente, construía as casinhas e as vendia em uma feira artesanal da cidade.

Era um hobby que também rendia um dinheirinho extra, feito com cuidado, madeira escolhida a dedo e aquele capricho de quem trabalha com amor pelo que faz.

Com o tempo, porém, ele percebeu que não queria transformar aquilo em obrigação. Como não vivia disso, decidiu parar de vender — mas nunca deixou de construir.

Pelo contrário: continuou fazendo as casinhas e espalhando pelo sítio, penduradas nas árvores, ou doando para pessoas que ele sabe que farão bom uso.

“De vez em quando vendia algumas, mas depois eu me enjoei e falei: ‘prefiro dar do que vender, o pessoal fica mais contente’”, contou ele, com a naturalidade de quem encontra alegria no gesto de doar.

E talvez seja exatamente essa mentalidade — a de que é melhor espalhar generosidade do que acumular — que faz do sítio um lugar tão especial.

Confira:

E nesse sítio encantador tem outra coisa que o Vô Roberto ama fazer: ver os peixinhos pularem na água. Ele joga a ração no lago e, em questão de segundos, a superfície tranquila se transforma em movimento.

A água começa a borbulhar, os peixes disputam cada pedacinho de comida e ele observa tudo com um sorriso no rosto, como se estivesse assistindo ao espetáculo mais bonito do mundo.

Para ele, aquele momento simples carrega uma alegria genuína. Não é apenas sobre alimentar os peixes, mas sobre apreciar a natureza e valorizar os detalhes que muita gente deixa passar na correria do dia a dia.

Encostado na beira do lago, ele chama os peixinhos como se fossem velhos conhecidos. E talvez sejam mesmo. Afinal, no sítio, tudo parece ter nome, história e significado.

Assista:

Viver ali é abraçar a simplicidade, valorizar o tempo, cultivar afeto e encontrar paz nas pequenas coisas diárias, né?

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.