"Com sorte, um dia todas as partes do meu coração serão de cachorro": Ator compartilha dor da despedida de seu cão

Em relato comovente, apresentador compartilha dor da despedida e reflete sobre o amor que transforma quem convive com animais

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em Aqueça o coração

Algumas despedidas não cabem em palavras. Mesmo assim, a gente tenta.

Foi isso que o ator e apresentador André Marques fez ao compartilhar um vídeo em seu Instagram após a perda de sua cachorrinha, Banha. Em meio à dor, ele encontrou uma forma sensível de falar sobre o amor que construiu ao longo dos anos ao lado de seus animais.

No vídeo, ele lê um texto que resume um sentimento que muitos reconhecem, mas poucos conseguem explicar.

Ele diz que cada vez que um cachorro parte, leva um pedaço do coração junto. E que, a cada novo animal que chega, um novo pedaço é devolvido.

Aos poucos, esse coração vai sendo reconstruído. Diferente, mas ainda cheio de amor.

"Eu me dei conta de que
cada vez que um dos meus cachorros parte, ele leva um pedaço do meu coração junto com ele.
E cada vez que um cachorro novo entra na minha vida, ele me abençoa com um pedaço do coração dele também.
Se eu viver uma vida bem longa, com sorte, todas as partes do meu coração serão de cachorro.
Então eu me tornarei, talvez, tão generoso e tão cheio de amor como eles.
Assim eu espero."

Uma despedida cheia de significado

Na legenda e em outras publicações, André compartilhou detalhes dos últimos momentos ao lado de Banha. Ela era a última de uma geração especial, que também incluía outras companheiras que marcaram sua vida.

A cachorrinha enfrentou problemas de saúde e chegou a ter uma convulsão forte. Mesmo longe, ele acompanhou tudo, voltou às pressas e esteve presente em cada etapa possível.

Ela foi atendida rapidamente, recebeu todos os cuidados e, por um momento, chegou a estabilizar. Mas o quadro evoluiu.

E chegou a hora de se despedir.

André descreve esse momento com a sinceridade de quem viveu cada segundo. Fala da tentativa de fazer tudo, da sensação de culpa que costuma aparecer, mas também da certeza de que houve amor em cada decisão.

Ele acredita que Banha, de alguma forma, esperou. Esperou ele estar pronto. Esperou ele não estar sozinho.

E então, partiu.

Quando o amor permanece

Durante o relato, ele relembra uma conversa com a veterinária, que comentou sobre a longevidade de seus cães. Ao tentar explicar com cuidados e alimentação, ouviu uma resposta simples.

Era amor.

E talvez seja isso que mais fica.

O amor que prolonga, que acolhe, que transforma. Mas que também dói quando chega o momento da despedida.

Expectativa de vida dos cães e o que influencia

A história de Banha também levanta uma dúvida comum entre tutores: afinal, o que define quanto tempo um cachorro vive?

De acordo com a American Veterinary Medical Association, a expectativa de vida dos cães varia principalmente conforme o porte, a genética e os cuidados ao longo da vida. Em média, cães de pequeno porte vivem entre 12 e 16 anos, enquanto os de grande porte costumam viver entre 8 e 12 anos.

No caso de Banha, que era um cão de grande porte e viveu cerca de 15 anos, o tempo chama ainda mais atenção por estar acima da média esperada.

Além disso, fatores como alimentação adequada, acompanhamento veterinário regular, ambiente seguro e estímulos físicos e mentais fazem diferença direta na longevidade.

Estudos também indicam que o vínculo afetivo e a qualidade de vida têm impacto importante. Animais que vivem em ambientes com atenção, rotina e interação tendem a apresentar menos estresse e melhores condições de saúde ao longo dos anos.

O que reforça algo que o próprio André Marques destacou em seu relato.

Não foi apenas cuidado.

Foi amor.

Repercutiu

A publicação emocionou seguidores, que compartilharam suas próprias experiências e sentimentos:

“Você é um lindo. Quem ama os animais, tem um pedacinho do Universo”
“Que lindas palavras, André. Sempre levam um pedaço da gente, mas são feitos de amor e ajudam a nos reconstruir mesmo com a saudade”
“Meu coração tá quase completo, já perdi 17 filhinhos durante meus 83 anos e foi insuportavelmente triste”

As mensagens mostram que a dor da despedida é também um ponto de encontro. Um espaço onde diferentes histórias se conectam pelo mesmo sentimento.

No fim das contas, o que fica não é só a ausência.

Fica o que foi vivido.

Ficam os hábitos, os cantos da casa, as lembranças que surgem sem aviso. E, principalmente, a certeza de que aquele amor existiu de forma plena.

Porque quem escolhe amar um animal sabe.

A despedida dói.

Mas o amor que fica, esse nunca vai embora.

Jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, apaixonada pela comunicação e pela arte de contar histórias. Escolheu o jornalismo justamente por acreditar no poder da informação e na importância de dar voz às pessoas e aos acontecimentos que marcam a comunidade.

Curiosa por natureza e movida pelo compromisso com a verdade, busca transformar fatos em narrativas claras, humanas e relevantes.

Acredita que comunicar vai muito além de informar: é conectar realidades, aproximar pessoas e registrar momentos que fazem parte da história de uma comunidade.