“Enquanto uns abandonam, a gente resolveu fazer diferente”: Jovem encontra cachorrinha na porta do trabalho e transforma sua vida
Por Larissa Soares em Proteção AnimalJoana Almeida, de Matinhos, no litoral do Paraná, estava trabalhando, quando uma cachorrinha apareceu na porta da empresa.
A cadelinha estava cansada, assustada e com sinais de abandono e negligência. Ela estava ali, parada, como quem já não sabia mais para onde ir.
Segundo Joana contou em seu TikTok, o primeiro contato aconteceu no dia 29 de janeiro.
“Ela parecia estar bem cansada e com bastante calor. Parecia ter andado muito, por longas horas”, contou.
Além do cansaço, ela também estava assustada. Mesmo assim, Joana decidiu se aproximar e foi aí que tomou a decisão que mudou o destino da cadela: “tive a brilhante ideia de levar ela pra casa.”
A atitude não era novidade para ela. Joana já tinha outros dois cães resgatados, o que tornava o gesto ainda mais significativo. Mesmo sabendo dos desafios, resolveu abrir espaço para mais uma integrante.
O estado de saúde preocupante
Assim que chegou à nova casa, a cadelinha passou pelos primeiros cuidados. O banho foi essencial, mas revelou uma situação mais delicada do que parecia à primeira vista.
O pelo estava completamente emaranhado, com muitas pulgas e carrapatos. A condição da pele também chamou atenção, indicando que ela estava há bastante tempo sem qualquer tipo de cuidado.
Durante o processo, surgiu outro problema importante: as unhas. Extremamente compridas, elas já haviam começado a causar consequências físicas.
Por conta do crescimento excessivo, a cadelinha apresentava machucados e até pequenas deformações na patinha.
Além disso, a falta de higiene e o acúmulo de pelos contribuíram para uma alergia na pele, que também precisou de tratamento.
Um “dia de princesa”
Diante da situação, Joana contou com ajuda externa para dar continuidade aos cuidados. Uma pessoa apareceu para realizar a tosa, o que fez toda a diferença no processo de recuperação.
A retirada dos pelos embaraçados permitiu visualizar melhor os machucados e iniciar o tratamento adequado. Com medicação, limpeza e acompanhamento, a cadelinha começou a reagir.
“Ela tremia muito de dor ainda. Ela tomou os remedinhos, a gente está fazendo todo o tratamento dela.”
Pouco a pouco, aquela cadela acuada começou a dar lugar a uma nova versão de si mesma. E foi nesse momento que ela ganhou um nome: Tereza Cristina.
Adaptação com a nova família
A chegada de Tereza Cristina também trouxe mudanças dentro de casa. Os outros dois cães resgatados de Joana precisaram se adaptar à presença da nova integrante.
Nos primeiros dias, a cadelinha se manteve mais afastada, observando o ambiente e os “irmãos” com cautela. Era um comportamento esperado, considerando tudo o que havia vivido.
Com o tempo, no entanto, a convivência começou a fluir melhor. A aproximação aconteceu de maneira gradual, respeitando o tempo da recém-chegada.
Um mês depois: outra cachorrinha
Cerca de um mês após o resgate, Joana publicou uma atualização que impressionou quem acompanhava a história.
“Vamos para update da Tereza Cristina após um mês de resgate. Tereza Cristina está assim, bem lady agora”, contou.
O olhar, antes apagado, estava mais vivo. O pelo, que havia sido raspado, começou a crescer saudável. A alergia já não apresentava sinais. O tratamento medicamentoso também foi concluído, e os machucados cicatrizaram.
Além das mudanças físicas, o comportamento também evoluiu. Tereza Cristina passou a circular pela casa com mais confiança e já interagia normalmente com os outros cães.
“Agora eles já estão ficando juntos, eles brincam o dia inteiro e ela fica assim, morta de cansaço de tanto brincar.”
O papel do corte de unhas na saúde dos cães
O caso de Tereza Cristina chama atenção para um ponto muitas vezes negligenciado: o cuidado com as unhas dos cães.
De acordo com o American Kennel Club, manter as unhas aparadas vai muito além da estética. Unhas longas podem causar dor, alterar a forma da pata e até provocar lesões nos tendões ao longo do tempo.
Isso acontece porque, quando crescem demais, as unhas passam a tocar o chão constantemente, exercendo pressão sobre a estrutura das patas e das pernas. Com o tempo, isso pode afetar a forma como o animal caminha.
Além disso, dentro da unha existe o chamado “sabugo”, uma parte vascularizada e sensível. Quando as unhas são cortadas regularmente, essa estrutura tende a recuar, facilitando a manutenção e reduzindo o risco de dor durante o corte.
A frequência ideal pode variar. Segundo a VCA Animal Hospitals, a maioria dos cães precisa aparar as unhas cerca de uma vez por mês. Em alguns casos, especialmente para cães menos ativos, o intervalo pode ser ainda menor.
Um sinal claro de que está na hora de cortar é quando as unhas começam a tocar o chão ou fazem barulho ao caminhar em superfícies duras.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.
