'Nem a IA faria um vídeo tão engraçado': Gata com paralisia aprende a correr após tutora se assustar com barata

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Uma barata dentro do quarto já é motivo suficiente para muita gente pular da cama.

Porém, na casa de Isabela Torres, em Pontevedra, na Espanha, a cena trouxe um avanço para a recuperação de uma gatinha que, até então, não sabia o que era correr.

h2>Uma barata e um 'milagre'Era noite e Isabela estava deitada na cama ao lado de Galícia, uma gatinha filhote. Mas o momento de sossego foi interrompido quando a tutora percebeu uma barata caminhando pelo quarto.

Assustada, ela reagiu como muita gente faria. Isabela gritou, levantou e pegou um chinelo para tentar resolver a situação. Mas a reação intensa acabou assustando também a Galícia.

No meio da confusão, Galícia simplesmente pulou da cama e saiu em disparada pelo quarto.

Só que havia um detalhe importante: a gatinha não movimenta as patas traseiras. Por causa dessa limitação, ela nunca tinha corrido. Ou pelo menos, não até aquele momento.

A cena foi registrada pela câmera de monitoramento e compartilhada por Isabela nas redes sociais.

“O dia que entrou uma barata no quarto e nossa gata paraplégica aprendeu a correr”, escreveu ela na legenda.

O vídeo tomou proporções gigantescas. Foram mais de 189 milhões de visualizações e cerca de 12 milhões de curtidas, além de milhares de comentários.

A própria Isabela entrou na brincadeira e comentou: “Nem IA faria um trem tão engraçado kkk”.

A história por trás de Galícia

Por trás do vídeo divertido, existe uma trajetória delicada. Segundo Isabela, Galícia foi abandonada e chegou a ser jogada ao chão, o que causou uma lesão na medula espinhal.

De acordo com o portal PetMD, o sistema nervoso dos gatos funciona como uma rede de comunicação entre o cérebro, a medula espinhal e os nervos. São esses “caminhos” que permitem que o corpo receba comandos para andar, pular ou até miar.

Quando há uma interrupção nesse sistema, como no caso de Galícia, os sinais deixam de chegar corretamente aos músculos. Como resultado, partes do corpo podem perder a capacidade de se mover.

Desde então, a gatinha passou a conviver com a paralisia nas patas traseiras. Apesar disso, segue em processo de cuidados e adaptação.

A tutora explica que ainda há um longo caminho pela frente. Galícia deverá passar por exames, sessões de fisioterapia e, futuramente, pode precisar de uma cadeira de rodas para melhorar sua mobilidade e qualidade de vida.

Você pode acompanhar a rotina de Galícia no TikTok (@galiciagatadabarata).

Principais causas da paralisia

A paralisia em gatos pode ter diversas origens, mas todas estão relacionadas a uma falha na comunicação entre o cérebro e o corpo. Segundo o PetMD, as causas mais comuns estão:

  • Traumas, como quedas ou atropelamentos
  • Lesões na medula espinhal
  • Infecções, como toxoplasmose e peritonite infecciosa felina
  • Tumores na coluna ou no cérebro
  • Exposição a toxinas ou produtos químicos
  • Formação de coágulos

Cuidados e tratamento

O tratamento da paralisia depende diretamente da causa. Quando possível, o foco inicial é tratar o problema de origem, como corrigir uma fratura ou controlar uma infecção.

Além disso, há o chamado tratamento de suporte, que busca melhorar o conforto e a qualidade de vida do animal. Isso inclui controle da dor, fisioterapia e cuidados diários.

Gatos com mobilidade reduzida também precisam de atenção constante. Segundo o PetMD, é importante manter o animal limpo e seco, além de mudar sua posição com frequência para evitar feridas na pele.

A fisioterapia tem um papel importante na recuperação ou adaptação. Exercícios específicos ajudam a preservar a musculatura, melhorar a mobilidade e estimular o corpo a responder melhor aos comandos.

Outras abordagens, como massagem, alongamento, acupuntura e terapia a laser, também podem ser utilizadas para aliviar desconfortos.

Adaptação e qualidade de vida

Mesmo com limitações, muitos gatos conseguem se adaptar bem à nova realidade.

Recursos como camas adequadas, ambientes seguros e, em alguns casos, cadeiras de rodas, podem fazer diferença na rotina.

A resposta ao tratamento varia de acordo com a gravidade da lesão e com a presença de sensibilidade profunda, um indicativo importante avaliado pelos veterinários para entender as chances de recuperação.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.