Dono leva cachorro saudável para ser eutanasiado e motivo causa indignação geral
Por Larissa Soares em Cães
Um chihuahua idoso escapou da eutanásia após ser entregue pelos próprios donos a um abrigo nos Estados Unidos. O motivo que gerou revolta foi que ele não se adaptava ao novo cão da casa.
Apesar de saudável, Peep, de 11 anos, quase teve a vida interrompida. Sem qualquer doença que justificasse o procedimento, a alegação dos antigos donos foi apenas a dificuldade de convivência com outro cachorro recém-chegado à família.
Diante disso, voluntários se mobilizaram para evitar o pior. Foi assim que Peep acabou sob os cuidados de Brandie Schroeder, uma voluntária experiente em lares temporários.
Mas o início dessa nova fase não foi simples. O cão chegou extremamente abalado, com sinais físicos de estresse intenso.
Segundo relato compartilhado com a Newsweek, ele tremia constantemente, recusava comida e água e sequer queria sair da caixa de transporte.
Além disso, apresentava diarreia severa, o que levou a família temporária a buscar atendimento veterinário de emergência ainda na primeira noite.
Após exames, os veterinários descartaram doenças graves. O diagnóstico foi outro: estresse extremo.
Recuperação aos poucos
Com o passar dos dias, Peep começou a apresentar pequenas melhoras. Primeiro, aceitou se alimentar. Depois, passou a explorar o ambiente com mais curiosidade.
Aos poucos, voltou a caminhar pelo quintal, algo que, segundo sua cuidadora, ele parece gostar bastante.
A recuperação também incluiu cuidados médicos importantes. Ele foi castrado e passou por um procedimento dentário, no qual precisou extrair três dentes. Ainda assim, sua adaptação seguiu avançando.
Hoje, Peep já demonstra traços da sua personalidade. Ele gosta de se aconchegar na cama e busca proximidade com quem está por perto. Mesmo com possíveis limitações relacionadas à visão e à audição, ele segue ativo dentro das suas possibilidades.
“Ele adora andar por aí e se enrolar como um taco na cama”, contou a tutora temporária.
Indignação e apoio nas redes
A história ganhou repercussão nas redes sociais e provocou uma onda de indignação. Muitos internautas questionaram a decisão dos antigos tutores, especialmente por se tratar de um cão idoso e saudável.
“Quanto mais aprendo sobre as pessoas, mais amo os animais”, escreveu uma pessoa.
“Estou com tanta raiva que não consigo escrever o que quero”, disse outra.
Ao mesmo tempo, houve uma corrente de apoio à nova fase de Peep. Usuários passaram a torcer por sua adoção e a elogiar o trabalho das pessoas envolvidas no resgate.
“Coitadinho. Espero que ele encontre um lar amoroso”, desejou mais uma internauta.
Atualmente, ele já está disponível para adoção, e algumas famílias demonstraram interesse. O processo, no entanto, envolve etapas cuidadosas, como entrevistas, visitas e análise do perfil dos adotantes, uma forma de garantir que ele não passe novamente por uma situação de abandono.
O cuidado com cães idosos
De acordo com o portal veterinário PetMD, cães pequenos, como os chihuahuas, costumam ser considerados idosos por volta dos 11 anos.
Nessa fase, manter uma rotina de cuidados é essencial para garantir qualidade de vida.
- O acompanhamento veterinário se torna ainda mais importante. Consultas regulares, pelo menos a cada seis meses, ajudam a identificar precocemente possíveis problemas de saúde, que podem surgir com mais frequência nessa etapa da vida.
- A alimentação também pode precisar de ajustes. Dietas específicas para cães idosos costumam incluir nutrientes que auxiliam na saúde das articulações e no controle de peso, fatores importantes para animais com mobilidade reduzida.
- Outro ponto destacado por especialistas é a importância da rotina. Horários regulares para alimentação, passeios e descanso ajudam o animal a se sentir mais seguro, especialmente quando há mudanças no ambiente.
- Além disso, estímulos mentais e atividades leves são recomendados para manter o cão ativo e evitar o tédio. Brinquedos interativos e momentos de interação com os tutores fazem diferença no bem-estar.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.








