“Meu sonho era vê-la voar novamente”: tutor cria drone para devolver liberdade à ave que perdeu os movimentos
Por Beatriz Menezes em AdestramentoUm morador de Davao, nas Filipinas, desenvolveu um método tecnológico para auxiliar na recuperação de sua ave de estimação. Marc Joseph Colando criou uma estrutura acoplada a um drone para que Nitya, uma agapornis da espécie conhecida como pássaro-do-amor, pudesse retornar aos céus.
Infelizmente a ave perdeu a plena capacidade de voo e a coordenação motora dos membros inferiores após ser atacada por um gato, o que motivou o tutor a buscar uma alternativa para garantir o bem-estar do animal.
O incidente que resultou na limitação física de Nitya ocorreu de forma súbita. O animal estava posicionado no ombro de um amigo do tutor no momento em que um gato realizou o ataque.
Embora a ave tenha sobrevivido aos ferimentos imediatos, as sequelas comprometeram sua qualidade de vida de maneira permanente.
De acordo com publicações na web, o pássaro manteve a capacidade de realizar apenas voos curtos e de baixa altitude, apresentando dificuldades severas para realizar atividades básicas como caminhar, ficar em pé ou pousar com segurança devido à falta de articulação nos dedos.
Diante da condição motora da ave, o tutor buscou uma solução que aliasse tecnologia e cuidado doméstico. A inspiração para o projeto surgiu durante um momento de reflexão matinal, quando Marc visualizou a possibilidade de utilizar um drone como suporte para a ave.
O dispositivo foi adaptado com uma garrafa plástica transparente permitindo que o pássaro seja transportado pelo ar enquanto observa o ambiente ao redor, simulando a experiência do voo que não consegue mais executar de forma independente.
A iniciativa ganhou repercussão nas plataformas digitais através do perfil de Marc Joseph Colando, onde vídeos demonstram o funcionamento da engenhoca.
Nas imagens registradas pelo filipino, é possível observar Nitya acomodada dentro do compartimento enquanto o drone ganha altitude.
O comportamento da ave durante os trajetos aéreos dividiu opiniões, visto que ela emite sons frequentes e se mantém atenta ao percurso realizado pelo equipamento controlado pelo tutor.
A criadora de conteúdo Cristiane Luz compartilhou o vídeo no Instagram, entregando o conteúdo para brasileiros. Na legenda, ela afirma que a adaptação não substitui as necessidades biológicas da ave, mas atua como uma ferramenta de enriquecimento ambiental e suporte emocional.
Cristiane também disse que o tutor reforça que o animal apresenta sinais de satisfação após as sessões de voo com o drone.
A publicação da brasileira recebeu 2,6 milhões de visualizações, 220 mil curtidas e 4.396 comentários.
“Ela no helicóptero particular dela”.
“É tipo uma cadeira de rodas para pássaros”.
“O pior são as pessoas criticando, expertise máxima em pássaros, que ele estava assustado ou coisas do tipo... agora pensa no amor do tutor ao tentar dar uma experiência corriqueira de um pássaro que era voar!!”.
Foram alguns dos comentários.
Confira:
Segundo o site ecoangola a agapornis é uma ave nativa do continente africano e é reconhecida pela biologia como um animal de hábitos sociais complexos e inteligência notável.
Na natureza, esses pássaros vivem em grandes bandos e utilizam o voo como principal ferramenta de sobrevivência e interação.
No ambiente doméstico, a manutenção dessas características é um desafio para os tutores, especialmente quando ocorrem acidentes que limitam a mobilidade natural da espécie.
Marc Joseph Colando continua utilizando suas redes sociais para compartilhar o progresso de Nitya e a manutenção do equipamento utilizado nos voos assistidos.
Atualmente, Nitya mantém uma rotina de cuidados específicos sob a supervisão de seu tutor, intercalando os momentos de descanso com as saídas monitoradas no drone.
O projeto não apenas devolveu a sensação de liberdade ao pássaro, mas também estabeleceu um novo padrão de cuidado dedicado por parte de Marc, que busca constantemente formas de adaptar o ambiente para as limitações físicas de sua companheira.
