Logomarca Amo Meu Pet

Apenas por não ter um olhinho, cão de porte pequeno até hoje não teve nenhum interessado

Por
em Proteção Animal

Toddy pesa apenas sete quilos, adora carinho e sobreviveu a uma rotina cruel nas ruas. Mesmo assim, continua esperando alguém disposto a enxergar além da ausência de um dos olhos.

O cão foi resgatado depois de sofrer ataques constantes de outros cachorros e hoje vive em um abrigo em São Paulo, à espera de uma família que finalmente o escolha.

História de Toddy

A história do cãozinho começou em uma rua onde ele convivia com vários animais abandonados.

Por ser menor e mais frágil que os demais, Toddy acabava apanhando constantemente. Em uma das brigas, sofreu um ferimento tão grave que perdeu um dos olhos.

O resgate aconteceu às pressas para evitar que a situação piorasse ainda mais. Depois disso, Toddy precisou passar um período internado recebendo cuidados veterinários até se recuperar totalmente.

Quando saiu da clínica, foi encaminhado para um abrigo na capital paulista. A expectativa era de que a adoção acontecesse rapidamente. Afinal, cães de porte pequeno costumam despertar bastante interesse.

Mas os meses passaram e ninguém apareceu disposto a levá-lo para casa.

Segundo os responsáveis pela divulgação da história, a ausência de um olhinho acabou afastando possíveis adotantes. Mesmo sendo jovem, castrado, vacinado e extremamente dócil, Toddy segue esperando por uma chance.

“Parece que ele perdeu todo o glamour que as pessoas viam nele”, desabafou a publicação compartilhada nas redes sociais.

A situação revoltou muitos internautas. Nos comentários, seguidores lamentaram o preconceito enfrentado pelo cachorro e tentaram incentivar a divulgação da história.

“Me partiu o coração. Merece uma adoção especial”, escreveu uma pessoa.
“Ele é lindinho demais”, comentou outra.

Outras pessoas também reforçaram que famílias abertas a adotar animais considerados “diferentes” acabam descobrindo companheiros extremamente amorosos.

Enquanto isso, Toddy segue no abrigo tentando chamar atenção não pela aparência, mas pelo jeito carinhoso e tranquilo.

Nas imagens divulgadas, ele aparece recebendo afeto dos voluntários, abanando o rabo e aproveitando cada momento de atenção.

A ausência do olho não interfere na rotina do cachorro. Ele brinca, anda normalmente e leva uma vida saudável.

Mesmo assim, ainda enfrenta a barreira criada pelo preconceito estético, realidade bastante comum entre animais resgatados que possuem alguma deficiência ou característica física fora do padrão que muita gente procura.

Cães fora do padrão

Infelizmente, histórias assim se repetem com frequência em abrigos e organizações de proteção animal.

Muitos cães acabam ignorados simplesmente por terem cicatrizes, amputações, idade avançada ou qualquer diferença física.

Esse também foi o caso de Ginger, uma cachorrinha que emocionou milhares de pessoas em 2025, após viver uma grande decepção durante um evento de adoção nos Estados Unidos.

Mestiça de pastor alemão, Ginger nasceu com apenas uma orelha, característica que lhe rendeu o apelido de “cachorrinha unicórnio”.

Além da ausência da orelha externa, ela também não possuía o canal auditivo daquele lado. Ainda assim, escutava perfeitamente bem.

Ginger foi abandonada pela antiga família por ser, segundo eles, difícil de lidar. Foi então que o abrigo PawSafe Animal Rescue decidiu acolhê-la.

Segundo a organização, Ginger era extremamente carinhosa e encantava qualquer pessoa que convivia com ela.

Nas redes sociais, a cachorrinha ganhou fama por causa da aparência diferente.

Comentários comparando Ginger a um unicórnio começaram a surgir, além de centenas de mensagens prometendo comparecer à feira de adoção organizada pelo abrigo.

As expectativas eram enormes. No dia do evento, os voluntários prepararam tudo acreditando que Ginger encontraria rapidamente um novo lar.

Só que a realidade foi bem diferente. Ninguém apareceu para adotá-la.

Enquanto pessoas passavam pelo local escolhendo outros animais, Ginger apenas observava o movimento sem ser escolhida.

A cena acabou emocionando ainda mais os seguidores da história.

Felizmente, pouco tempo depois, um jovem casal apareceu decidido a levá-la para casa.

Segundo os voluntários, Ginger ficou animadíssima durante o processo de adoção, pulando sem parar enquanto os novos tutores assinavam os documentos.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.