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"O Alzheimer apagou os nomes, mas não apagou o amor": avô reconhece seu cão e melhor amigo, e cena emociona

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em Aqueça o coração

O avanço do Alzheimer não impediu que um idoso de 88 anos identificasse seu animal de estimação em um vídeo que ganhou destaque nas plataformas digitais.

Gravado pela influenciadora Andréa Fonseca, do perfil Déa People, o registro mostra o cotidiano de assistência aos pais idosos em Canoas, no Rio Grande do Sul.

Nas imagens, o homem, apelidado pela filha de "meu véio", reage prontamente ao avistar o cão Campeiro, pronunciando o nome do bicho e demonstrando uma conexão afetiva preservada apesar da progressão da doença neurológica.

Os pais da criadora de conteúdo residem em uma casa de repouso especializada, onde recebem assistência contínua e monitoramento profissional durante as 24 horas do dia.

A iniciativa de retirá-los temporariamente do espaço geriátrico partiu da filha, que planejou um dia de passeio focado no resgate de estímulos afetivos e memórias antigas.

A programação incluiu o transporte do casal até o município de Canoas para a realização do reencontro com o animal de estimação, além de uma parada em uma padaria da região que a mãe da influenciadora, conhecida pelo público como Vó Lita, costumava frequentar antes da progressão da doença.

Ao chegar na antiga casa e notar a aproximação de um cão de médio para grande porte com características da raça Collie, o idoso demonstrou agitação física e uma mudança expressiva na fisionomia.

Antes mesmo da parada total do veículo, o homem identificou contrariando o histórico recente de esquecimento de termos e nomes cotidianos associados ao avanço do Alzheimer.

Assim que a porta do automóvel foi aberta, o cão se aproximou demonstrando agitação com o movimento do rabo.

A saudade estava grande pois Campeiro ficou impaciente tentando acessar o interior do veículo para encurtar a distância física entre ele e o antigo tutor.

O processo de desembarque exigiu esforço físico por parte do idoso, que utilizou a estrutura da própria porta do carro como ponto de apoio para se manter em pé. Nesse instante, o cachorro se posicionou sobre as duas patas traseiras e apoiou o peso do corpo contra o peito do tutor.

E claro que para desfrutar deste momento e matar a saudade do pet, o idoso foi acomodado em uma cadeira colocada na área externa da propriedade. O animal permaneceu em postura calma posicionado logo à frente do tutor.

A cena foi acompanhada pela esposa do idoso, Vó Lita, que observava o contato a partir de um local próximo.

“O Alzheimer é uma doença triste. A memória vai se apagando dia após dia. Nomes se confundem, momentos desaparecem, lembranças escapam. Mas o amor não vai embora. E existe algo ainda mais bonito de ver: o amor por um animal. Esse continua ali. No olhar que reconhece, no carinho automático, na paz que um cachorro traz sem precisar dizer uma palavra. Esse é meu véinho e seu Campeiro, um amor que o Alzheimer nunca vai apagar.”, escreveu Déa.

A publicação tem 206 mil visualizações, 19 mil curtidas e 295 comentários.

“O maior amor do mundo sempre será deles”.
“Obrigada por compartilhar este momento ou melhor encontro, me emocionei!!!!”.
“Que bom que você oportunizou esse momento para os dois, pois com certeza um sente saudades do outro. Que lindo! Queridos, me apaixonei pelo campeiro”.

Assista abaixo:

De acordo com o site da Cora Residencial Senior (um residencial para idosos) a convivência com animais de estimação, seja de forma contínua ou em visitas regulares, traz melhorias significativas na qualidade de vida de idosos diagnosticados com doenças demenciais, como Alzheimer e Parkinson.

A presença de um pet atua diretamente no comportamento, reduzindo a irritabilidade e o estresse de maneira mais eficaz do que o isolamento ou, em alguns casos, até mesmo do que a interação humana.

Além do bem-estar emocional, os animais funcionam como um estímulo para a saúde física e cognitiva. Eles motivam o idoso a sair do sedentarismo por meio de caminhadas que exercitam a musculatura e garantem a exposição ao sol, essencial para a vitamina D.

O ato de cuidar do bicho, como escovar os pelos ou alimentá-lo, também ativa a coordenação motora e desperta o senso de autocuidado, ajudando o idoso a lembrar de suas próprias necessidades de higiene e alimentação.

Como a memória afetiva é a última a ser afetada por essas condições neurodegenerativas, a relação com o pet mantém vivo o sentimento de carinho e amizade.

Para garantir que essa troca seja totalmente benéfica, é fundamental que a família ou os cuidadores supervisionem a rotina, zelando pela saúde, vacinação e higiene do animal.

Esse cuidado protege a imunidade do idoso, garantindo uma convivência harmoniosa e segura que transforma o bicho de estimação em um poderoso aliado no bem-estar diário.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.