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"Obrigado por ter sido tanto": Homem se despede da "narigudinha" que lhe ensinou paciência e emociona milhares

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em Cães

O criador de conteúdo Yuri Oliver publicou um texto de despedida para sua cachorrinha Cindy que gerou forte comoção nas redes sociais.

A cadela da raça shih-tzu tinha 18 anos e conviveu com o influenciador digital durante os últimos sete anos. A postagem compartilhada no perfil do jovem alcançou milhares de internautas que se solidarizaram com o momento de perda do tutor.

Yuri Oliver soma mais de um milhão de seguidores no Instagram, onde costuma compartilhar a rotina de sua família. No dia 04 de maio ele abriu o coração e dividiu com o público a notícia do falecimento do animal de estimação.

A mensagem detalha o histórico de convivência e o processo de envelhecimento do pet que enfrentava diagnósticos de perda de visão de audição e também de Alzheimer canino.

“Hoje foi um dia triste.
Triste porque tivemos de nos despedir da nossa Cindy, da “mãe”, da “véia” de 18 anos, da amorosa, da “narigudinha”, da protetora, de mais um dos amores lindos e puros da vida.
Cindy, eu conheci com 11 anos e que delícia foi viver esses 7 anos contigo. Te ensinar a fazer xixi e cocô no tapetinho, mesmo já tão adulta, me fez entender que você me aceitou como seu e, a partir dali, nos tornamos família.
Você me ensinou que com paciência tudo se ajeita e que mesmo sem enxergar, sem ouvir e com mais tantos outros problemas sempre se dá um jeito de demonstrar amor.
Perceber que, seu rabinho balançava nas poucas vezes que se lembrava de nós por causa do Alzheimer, era suficiente para seguirmos lutando com e por você, mas hoje você descansou e, por aqui, seguiremos sentindo sua falta todos os dias e em todos os momentos.
Obrigado por ter sido tanto e por ter me permitido ser tanto pra ti.
Te amo, Cindy.”
Escreveu

De acordo com o site da medtveterinaria o termo Alzheimer canino é popular, mas o nome técnico da condição é Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC).

Essa síndrome é uma doença neurodegenerativa, progressiva e sem cura, que atinge principalmente cães mais velhos, a partir dos 8 a 10 anos de idade, dependendo do porte.

Ela afeta o sistema nervoso central, especialmente o cérebro e o hipotálamo, provocando perda de memória, desorientação, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e emocionais. É como se o pet começasse a esquecer como viver sua própria rotina.

Embora não tenha cura, o tratamento do Alzheimer canino é possível e pode melhorar bastante a qualidade de vida do pet, retardando o avanço da doença e controlando os sintomas.

Não há prevenção absoluta, mas dá para reduzir os riscos:

  • Estimule a mente do pet desde filhote
  • Faça passeios diários, mesmo curtos
  • Alimente com rações de qualidade ou dietas naturais supervisionadas
  • Inclua brinquedos e desafios mentais na rotina
  • Faça check-ups duas vezes por ano a partir dos 7 anos

A SDC pode demorar para aparecer, mas quanto mais saudável e ativa a rotina, menores as chances de surgimento precoce.

O impacto da despedida nas redes sociais

A publicação com as fotos de Cindy acumulou mais de 70 mil curtidas em poucas horas. Mais de três mil internautas deixaram mensagens de apoio e condolências.

“Meus sentimentos... entendo perfeitamente essa dor. Meu Amendoim partiu a menos de um mês, foram 18 anos de puro amor, ainda ouço a respiração dele, o barulho das patinhas, o tec tec das unhas dele no chão!”.
“Fiquem bem, amigos. Tenho certeza que ela está bem no céu dos cachorros”.
“É um sentimento sem explicação. Dor e gratidão ao mesmo tempo. Meus sentimentos”

Em entrevista ao Metrópoles, a psicóloga Sirlene Ferreira explica que a morte de um bichinho de estimação é uma experiência que em alguns casos pode se tornar traumática.

“Na maioria dos casos, o animal representa um membro da família. Já atendi situações em que a pessoa vivia apenas com o pet e após a perda entrou em depressão, pois a solidão ocupou o lugar daquele animal. E ainda há casos em que o pet foi a primeira perda que a pessoa enfrentou na vida e ela não sabe como reagir ao sentimento”.

Para a profissional o tempo de duração e a forma de encarar o luto depende de cada pessoa, pois cada um tem um jeito de lidar com a morte.

Mas a especialista afirma que o indicado neste momento é a pessoa ficar perto de quem ama. Além disso, uma ajuda profissional é muito importante, pois o indivíduo está enfrentando o rompimento de um vínculo de afeto que é vivido diariamente.

Se você já passou por isso e tem alguma dica, deixe abaixo seu comentário!

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.