Tutora rebate comentários negativos à pelagem diferente de seu golden ruivo: “Essa cor é linda”
Por Beatriz Menezes em Cães
Um vídeo de 2025 de Maíra Campos voltou a circular na web por um desabafo feito nas redes sociais sobre o preconceito que sofreu devido à pelagem de seu cão de estimação.
Na época, a tutora revelou que já recebeu comentários negativos de internautas que questionam a pureza genética do animal por conta de sua cor diferenciada.
O alvo é seu golden retriever de 3 anos, chamado Luke, que apresenta uma tonalidade ruiva e acendeu o debate na internet sobre os padrões estéticos aceitos para cães de raça pura.
A polêmica começou quando Maíra compartilhou um vídeo abordando os mitos sobre a variação de cor de seu animal de estimação.
Segundo ela, muitas pessoas afirmam que o cão não pertence à raça pelo fato de não apresentar o tradicional tom dourado claro, o que motivou uma série de críticas e questionamentos em seu perfil.
A tutora afirmou que não sabia que o filhote desenvolveria uma tonalidade tão escura ao crescer, mas defendeu a beleza do animal e ressaltou que a variação é legítima.
O desconhecimento do público sobre a variação de tons da raça é o principal fator para o estranhamento coletivo.
De acordo com informações do site especializado Backfields, o golden retriever é um animal que aceita diversas tonalidades de pelagem. Os exemplares ruivos e amarelos escuros são conhecidos como American Goldens e aparecem com bastante frequência nos Estados Unidos.
Já os amarelos claros e cremes são chamados de British Cream, comuns na Inglaterra e na Europa Ocidental, enquanto os brancos puros, conhecidos como White European Golden Retriever, são mais encontrados em países do leste europeu.
As diretrizes oficiais de órgãos internacionais reforçam a autenticidade dessas variações de pigmentação. O Golden Retriever Club of Canada aponta que a variedade de cores aceitáveis para esses cães é muito ampla.
O padrão oficial indica que o dourado médio é o mais comum, mas a pelagem pode variar desde o creme muito claro até o cobre escuro.
O clube canadense esclarece que a maioria dos primeiros cães da raça tinha justamente uma tonalidade mais escura e que essa característica genética permanece ativa até os dias de hoje.
O tom creme só foi adicionado ao padrão inglês no ano de 1936 devido ao aumento da popularidade da cor.
A cor do pelo tende a escurecer com o passar dos anos. Nos filhotes, a cor das orelhas costuma indicar a tonalidade que o cão terá quando atingir a idade adulta.
Apesar das diferenças visuais entre o ruivo e o branco, todos esses animais são essencialmente golden retrievers e compartilham o mesmo temperamento dócil, além das características físicas estruturais, mudando apenas o espectro de pigmentação.
O vídeo tem mais de 4.900 visualizações, 271 curtidas e 58 comentários.
“É a cor mais linda”.
“O ruivo mais lindo do mundo”.
“Ele é perfeito”.
Confira abaixo:
Para Maíra, a chegada de Luke representou uma transformação profunda que foi além do enfrentamento de críticas na internet e impactou diretamente sua saúde.
No Instagram ela contou que quando adotou o animal, enfrentava o sedentarismo e pesava 86 quilos, encontrando dificuldades para realizar caminhadas curtas.
A necessidade de gastar a energia do filhote serviu como um estímulo para mudar os hábitos de vida. Com uma rotina de exercícios e reeducação alimentar, ela eliminou 20 quilos ao longo de três anos e passou a praticar corrida, boxe e musculação.
A família cresceu com a chegada de outro cão, Simba, de 2 anos, que se juntou aos passeios diários que auxiliam na manutenção do bem-estar físico da tutora e dos animais.










