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Jovem ganha animal dos seus sonhos, mas a natureza tem outros planos para a aparência dele

Felizmente essa condição não afeta em nada a qualidade de vida do pet.

Por
em Gatos

Quem é gateiro gosta de ter um gato de cada cor, ou sonha com uma pelagem específica. Mas o que nunca é esperado é o felino simplesmente mudar de cor.

Foi exatamente essa a experiência vivida pela fotógrafa Kauane Stephanie ao acompanhar o crescimento de seu animal de estimação, que passou por uma transformação física completa nos primeiros meses de vida.

O felino, batizado de Fumaça, foi adotado por Kauane quando ainda era um filhote de pelagem totalmente preta. O que a tutora não imaginava é que o animal carregava uma característica genética incomum.

Com o passar do tempo, o felino começou a apresentar despigmentação nos pelos e na pele, revelando um diagnóstico de vitiligo felino, uma condição considerada extremamente rara na medicina veterinária.

De acordo com informações do Instagram da jovem, a trajetória de Fumaça com a família começou no dia 12 de junho de 2024, data em que ele foi adotado. O animal chegou como um presente de aniversário para Kauane, que compartilhou em seu perfil que ter um gato com a pelagem completamente preta era um desejo antigo.

Naquele momento, o filhote não apresentava nenhuma marca ou indício de que sua aparência mudaria. A mudança começou de forma sutil e progressiva. Kauane relatou aos seus seguidores que o primeiro sinal visual da transformação foi o surgimento de uma pequena pinta rosa no nariz do felino, que antes era totalmente escuro.

Ao notar a alteração na pigmentação, a tutora buscou a orientação de médicos veterinários de sua confiança para entender se a mudança indicava algum problema de saúde ou se era apenas uma característica estética.

Os exames e as consultas profissionais confirmaram que Fumaça tem vitiligo. A condição ocorre devido a uma reação autoimune em que o próprio organismo do animal destrói os melanócitos, que são as células responsáveis por produzir a melanina e dar cor aos pelos e à pele.

Como consequência desse processo biológico, manchas brancas e acinzentadas começaram a se espalhar de maneira irregular pelo corpo do gato.

Um vídeo que mostra a mudança do gatinho foi publicado em 9 de junho tem mais de 17 milhões de visualizações, 2 milhões de curtidas e 15 mil comentários.

“Eu já tinha visto gato Freddie mercury, mas Michael Jackson foi a primeira vez kkkkk que fofuraaa”.
“Uma raridade linda dessa eu não tenho”.
“Nevou versão gatinho”.

Comentaram alguns internautas.

Assista o vídeo abaixo:

Embora a condição chame a atenção nas redes sociais, uma pesquisa veterinária publicada na springer o registro histórico do vitiligo no meio veterinário é recente e escasso.

A primeira série de casos em cães ocorreu em 1971, seguida por publicações detalhadas sobre a manifestação clínica no final daquela década, enquanto os registros em felinos demoraram ainda mais a surgir formalmente, com os primeiros relatos publicados em 1986 e o mapeamento mais detalhado da alteração em um gato ocorrendo somente em 1994.

Até o momento, a ciência veterinária não dispõe de dados estatísticos consolidados para estimar a incidência real ou a prevalência global da condição em cães, gatos ou cavalos.

Um dos poucos dados numéricos disponíveis pertence à Universidade de Cornell, onde pesquisadores apontaram que o vitiligo representou menos de um por cento das dermatoses equinas diagnosticadas no hospital veterinário da instituição.

Os estudiosos explicam que a prevalência do vitiligo na população animal pode ser muito maior do que os registros oficiais indicam.

Como a perda de coloração dos pelos é uma alteração estática e inofensiva, muitos tutores optam por não buscar atendimento médico ou diagnóstico clínico, o que deixa a maior parte dos casos fora das estatísticas científicas.

E a vetsandclinics afirma que a alteração na coloração é considerada um processo puramente estético que não gera ameaças à saúde física dos animais e não possui um tratamento médico específico recomendado.

Apesar de a despigmentação ser geralmente permanente, a literatura veterinária já registrou casos raros em que ocorreu a recuperação espontânea da cor original dos pelos.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.