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Pitbull cego ganha um dia de turista em Nova York após esperar por dias uma visita no abrigo

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em Cães

Para quem não pode enxergar, uma cidade como Nova York, nos Estados Unidos, se revela através de uma sinfonia de vibrações, correntes de ar e infinitos aromas carregados pelo vento.

Murdock, um pitbull de cinco anos que perdeu a visão de ambos os olhos, experimentou a metrópole de uma maneira totalmente nova durante um passeio especial de divulgação pelas ruas do bairro do SoHo.

Sem a barreira da escuridão, o cão transformou o barulho urbano em um cenário de descobertas físicas e interações sociais marcadas pela curiosidade mútua.

O animal viveu temporariamente sob os cuidados da associação Best Friends Animal Society após ser resgatado de uma situação de abandono nas vias públicas.

A proposta de tirá-lo da rotina do abrigo surgiu como uma oportunidade de testar seus limites sensoriais e apresentar sua docilidade ao público externo.

Acomodado em uma mochila de transporte ajustada aos ombros de um condutor voluntário, o cão iniciou seu trajeto diretamente rumo ao coração do sistema de transporte subterrâneo da cidade, o metrô.

No subsolo, onde a ausência de luz natural costuma desafiar a orientação humana, Murdock guiou-se pelo balanço dos vagões e pelos sons metálicos característicos dos trilhos.

Em vez de recuar diante do barulho estrondoso das plataformas cheias, ele manteve a cabeça erguida, capturando as correntes de vento geradas pela passagem dos trens rápidos.

O comportamento tranquilo do pet chamou a atenção de passageiros e pedestres, que se aproximaram para oferecer carinho ao longo do caminho, revelando a facilidade que o cão possui para estabelecer vínculos imediatos, mesmo sem o contato visual direto.

A expedição sensorial continuou na superfície com paradas estratégicas destinadas a aguçar os outros sentidos do pitbull.

Durante a caminhada, ele experimentou um copo de chantilly oferecido como agrado e visitou uma loja de produtos voltados para animais de estimação.

No estabelecimento, a escolha dos brinquedos seguiu um critério puramente sonoro.

Como não responde a estímulos puramente visuais, Murdock ignorou os objetos silenciosos e demonstrou entusiasmo ao morder um boneco de borracha que emitia um ruído agudo a cada pressão, mostrando como compensa a cegueira de forma lúdica.

O ponto alto do roteiro ocorreu na orla marítima, onde o cão pôde caminhar livremente sem o suporte da mochila.

O contato direto com a textura irregular das pedras úmidas, o barulho ritmado das ondas que batiam na margem e a umidade da água trouxeram estímulos físicos para a sua reabilitação.

A ação externa foi idealizada por Bryan Reisberg, produtor de conteúdo digital e tutor de Maxine the Fluffy Corgi, uma cadela da raça corgi bastante popular na internet.

Ao utilizar o alcance de suas mídias sociais, que contam com mais de um milhão de seguidores, Bryan registrou a jornada do pitbull em vídeo para incentivar o acolhimento de animais desabrigados.

O vídeo publicado em 22 de maio conta com 189 mil reações, 4 mil comentários e 6 mil compartilhamentos.

“Tenho um cachorro cego que foi resgatado. Eles conseguem fazer mais do que você imagina! Inclusive deixar nossa casa ainda mais feliz”.
“Adoro o coração desse homem. Eu tive um cachorro cego e ele era muito inteligente. A cegueira nunca o impediu de nada”.
“Eu não estou chorando, você é quem está chorando”.

Comentaram alguns internautas.

Veja abaixo:

Mas a melhor notícia de todas veio duas semanas após o vídeo. De acordo com Bryan, o cachorro foi adotado e agora finalmente pode desfrutar de dias lindos e livres do abrigo para sempre.

A organização responsável por Murdock ficou com a missão de custear a cirurgia de remoção definitiva dos globos oculares e a castração, para garantir que o adotante tenha um companheiro saudável e pronto para a adaptação em uma residência permanente.

De acordo com o The Washington Post, Bryan faz isso uma vez por semana para encontrar lares para animais de abrigos.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.