“Mãe é quem cria”: ovelhinha é adotada por minivaca e passa a acreditar que nasceu bezerrinha

Por
em Aqueça o coração

Manu é uma ovelhininha, mas encontrou no abrigo de Amabel, uma minivaca, o amor e a proteção de uma verdadeira mãe.

Desde então, as duas vivem inseparáveis, e a pequena parece ter tanta certeza de que pertence àquela família que agora jura que nasceu bezerrinha.

Afinal, quando existe amor, família não depende da espécie.

A duplinha vive na fazenda de Kamily Serafini, em Minas Gerais, e conquistou não apenas toda a família, mas também os internautas com essa relação improvável, carinhosa e cheia de amor.

Em um vídeo compartilhado em seu perfil no Instagram, @kamilyserafini_, Kamily mostra de perto como funciona essa relação tão especial.

Nas imagens, Manu aparece desesperada à procura de Amabel. Entre um berro e outro, a pequena percorre a fazenda tentando encontrar aquela que considera sua verdadeira mamãe.

Esse tipo de vocalização é comum quando as ovelhas estão procurando a mãe ou chamando pelo rebanho, mas, no caso de Manu, quem ela deseja encontrar é justamente a vaquinha que a acolheu.

Quando finalmente avista a mãezinha deitada no pasto, a alegria é imediata. Manu começa a dar pulinhos de felicidade, como se estivesse comemorando o reencontro mais esperado do dia.

Sem perder tempo, ela corre até a vaquinha e começa a mamar. Depois de ficar com a barriguinha cheia, deita-se tranquilamente ao lado da mãe adotiva para descansar.

A cena mostra que, para Manu, não existe diferença entre espécies: aquela vaquinha é sua mãe, seu abrigo e o lugar onde ela se sente segura e amada.

O vídeo, compartilhado no dia 22 de julho com a legenda “Uma história de amor e carinho. A natureza realmente é incrível”, acumulou mais de 2,3 milhões de visualizações e recebeu milhares de comentários emocionados.

Entre as mensagens, muitos internautas destacaram que o vínculo entre as duas reforça uma verdade conhecida:

“O famoso ditado: mãe é quem cria.”

Outro comentário chamou atenção para a capacidade dos animais de ensinar sobre respeito e empatia:

“Como sempre, os animais nos ensinando a ter empatia, sem cor, sem raça e sem espécie. A grandeza deles nos ensina todos os dias!”

Também houve quem se emocionasse com a pureza da relação:

“Que amor, que alegria! Como seria maravilhoso se todos tivessem um coração igual ao deles. Prefiro estar com eles do que com muita gente.”

Assista:

Como tudo aconteceu?

Kamily contou que Amabel sofreu um aborto, e a perda afetou seu comportamento. A vaquinha passou a recusar comida, evitava o convívio com os outros animais e permanecia boa parte do dia reclusa no curral.

Preocupada com a tristeza de Amabel, a família decidiu intervir e apresentar a ela um filhote que pudesse receber todo o cuidado materno que ainda demonstrava querer oferecer.

Foi assim que Manu, uma ovelhinha recém-nascida vinda de outra fazenda, entrou em sua vida.

Para facilitar a aproximação, a família utilizou o couro do bezerro perdido, permitindo que Amabel reconhecesse um cheiro familiar.

A estratégia funcionou: ela aceitou Manu rapidamente e passou a acompanhá-la pelo pasto, demonstrando um forte instinto de proteção materna.

Desde então, Amabel voltou a se alimentar, deixou o isolamento e recuperou a alegria. Ao cuidar de Manu como se fosse sua própria filha, a vaquinha também encontrou uma forma de superar a perda e recomeçar.

Mas por que Manu criou uma ligação tão forte com a vaquinha?

A explicação mais provável está na maneira como os filhotes constroem seus primeiros vínculos afetivos e de sobrevivência.

Segundo uma revisão científica publicada na revista Frontiers in Psychology, animais jovens aprendem a reconhecer uma figura materna por meio de diferentes estímulos, como cheiro, voz, aparência, contato físico e calor corporal.

Além disso, a presença da mãe está diretamente associada a alimento, proteção, conforto e segurança. Como a vaquinha permitiu que Manu mamasse e permaneceu ao lado dela, a ovelhinha provavelmente passou a reconhecê-la como sua principal referência materna.

O Manual Veterinário Merck explica que a amamentação e a convivência nos primeiros dias são fundamentais para a formação do vínculo entre uma ovelha e seu filhote. No caso de Manu, esse processo ocorreu com um animal de outra espécie, criando uma espécie de adoção interespecífica.

Por isso, quando fica distante, Manu berra, procura pela fazenda e demonstra grande alegria ao reencontrar a vaquinha. Ela não acredita literalmente que seja uma bezerra: seu comportamento mostra que encontrou naquela mãe adotiva a fonte de cuidado, alimento e proteção de que precisava.

Veja mais dessa dupla:

Agora me conta: você já tinha visto uma relação tão improvável, delicada e cheia de amor entre animais de espécies diferentes?

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.