Por medo de andar de trem, cão gigante chama a atenção por só viajar abraçado à tutora: "Gigante gentil"
Por Beatriz Menezes em Comportamento
A criadora do perfil de Facebook 'I Love Bullmastiff' foi surpreendida quando um hábito de seu novo cão relembrou o antigo que faleceu há quase dois anos, evidenciando como a convivência com animais de estimação pode auxiliar na restauração do afeto e no processo de cura do coração após a perda.
A presença do filhote no lar ajudou a reconstruir a rotina e a confortar os sentimentos da tutora, revelando atitudes idênticas durante os deslocamentos no transporte público.
Os registros capturados ao longo do tempo acompanharam diferentes etapas dessa trajetória de convivência e memória afetiva.
Nas gravações mais antigas da família, o cão Homer aparecia sentado nos bancos de ônibus e trens urbanos, posicionando a cabeça sobre o braço da responsável para se equilibrar e manter a tranquilidade durante os trajetos de deslocamento até o local de trabalho.
Conforme os dados documentados pela tutora, Homer faleceu em dezembro de 2022, momento em que a responsável enfrentou a dor do luto pela perda do antigo companheiro.
A ausência de um animal em casa durou até a chegada de Billy, um filhote acolhido pela família em setembro de 2024.
A retomada das viagens acompanhadas em veículos de transporte coletivo ocorreu quando o novo integrante completou sete meses de idade.
Na primeira viagem de ônibus realizada por Billy ao lado da moradora, o filhote adotou uma postura praticamente idêntica àquela demonstrada pelo antigo parceiro.
O cão de sete meses sentou no banco ao lado da responsável e apoiou o corpo e a cabeça sobre ela, replicando o mesmo gesto de proximidade e busca por segurança que marcava a rotina vivida com Homer nos anos anteriores.
A semelhança na forma de acomodação durante a viagem chama atenção pelo fato de os dois cães nunca terem tido convivência direta.
O vídeo tem 1,2 milhão de visualizações, 105 mil curtidas e 1,3 mil comentários.
“Ele é um gigante gentil que ainda precisa que segurem sua mão em lugares assustadores.
“Seu cachorro que partiu lhe envia o cachorro de que você precisa.”
“Eles voltam para nos visitar de vez em quando. Acolha sempre a visita; eles voltaram para ver como estamos.”
Comentaram os internautas. Veja o vídeo completo abaixo:
Billy foi acolhido quase dois anos após o falecimento do primeiro animal, o que descarta qualquer possibilidade de aprendizado por observação ou imitação comportamental entre os dois cães de grande porte.
Estudos sobre o vínculo entre humanos e animais destacam que a chegada de um novo pet contribui para a reorganização emocional e para o bem-estar psicológico de tutores que enfrentaram o luto.
A presença do novo cão no cotidiano auxilia na reestruturação dos hábitos diários e devolve a sensação de conforto ao ambiente doméstico.
De acordo com o AKC ter um cachorro não é apenas um privilégio; é uma responsabilidade.
Eles dependem de nós, no mínimo, para comida e abrigo, e merecem muito mais. Ao adotar um cachorro, é preciso compreender o compromisso que a posse responsável de um animal de estimação acarreta.
No medidor do AKC, essa raça é extremamente afetuosa com a família, então o ato dos dois animais buscarem conforto na tutora durante uma viagem desconhecida em um ambiente com muitos cheiros, é inevitável perceber que ela é e foi o porto seguro dos dois.
Lembrando que a circulação de cães de médio e grande porte em trens e ônibus públicos é submetida a regulamentações locais de segurança.
Na maioria dos municípios, o transporte exige a utilização contínua de guias, coleiras e equipamentos adequados de contenção para assegurar o conforto dos passageiros e a proteção dos próprios animais durante o percurso.











