Golden de 11 anos paraplégica emociona ao mostrar que ainda encontra alegria nos pequenos momentos

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em Aqueça o coração

Hannah, uma golden retriever de 11 anos que vive em São Paulo com a tutora Gabi Maia, enfrenta desafios de mobilidade desde muito cedo.

Diagnosticada ainda filhote com displasia coxofemoral, ela sempre precisou de acompanhamento e cuidados especiais.

Com o avanço da idade, porém, a situação se tornou ainda mais delicada. Além da displasia, a cadela desenvolveu artrose em três patas e, há cerca de dois meses, deixou de conseguir andar sozinha.

Mesmo diante das dificuldades, a rotina da família continua sendo guiada por um objetivo: fazer tudo o que estiver ao alcance para garantir conforto, bem-estar e qualidade de vida para Hannah.

Foi justamente um desses momentos de dedicação que acabou chamando a atenção nas redes sociais.

Como a golden não consegue caminhar até a clínica onde realiza fisioterapia, Gabi encontrou uma solução prática. Ela passou a levar a companheira em um carrinho de camping.

Nas imagens compartilhadas no TikTok, Hannah aparece deitada confortavelmente durante o trajeto, mas um detalhe roubou a cena. Durante todo o passeio, ela segura um brinquedo na boca.

A cena conquistou milhares de pessoas.

"Ela com o brinquedinho", apontou uma pessoa nos comentários.
"Que amorzinho!", disse outra.
"Essa fase dá um pouco de trabalho, mas acredite. Daqui um tempo vai fazer muita falta. Parabéns pelo cuidado", elogiou uma terceira.
"O amor está nas atitudes", escreveu mais uma.

Gabi explica que a família ainda busca respostas definitivas para entender exatamente o que está impedindo a caddela e andar.

"A principal suspeita do veterinário é uma compressão de nervo, mas só a ressonância pode confirmar. Estávamos aguardando para fazer esse exame porque ele exige anestesia geral, que sempre traz um risco maior para um cão idoso.”

Enquanto o diagnóstico não chega, Hannah recebe uma rotina completa de cuidados. Ela faz uso de medicamentos, realiza sessões de fisioterapia e conta com adaptações dentro de casa para evitar desconforto.

Segundo a tutora, até a cama foi preparada pensando na saúde da companheira.

"Ela usa um colchão pet e mais aquelas espumas de caixa de ovo por cima. Ajuda a prevenir escaras e a não forçar tanto a coluna."

Cuidar de um cão nessas condições não é fácil, mas o simples fato de Hannah continuar demonstrando entusiasmo ao carregar seu brinquedo durante o caminho para a fisioterapia mostra que a dedicação da família está dando resultado.

Outros casos emocionantes

Recentemente, nós mostramos aqui a história de Nando, um golden retriever de nove anos que enfrentava um tumor na região do tórax.

A doença comprometeu a mobilidade e fez com que passasse a receber cuidados paliativos.

Mesmo com as limitações, a tutora Thais Michiyori procurou manter momentos que sempre fizeram parte da vida do companheiro. Passeios, viagens e idas à praia continuam acontecendo sempre que possível, respeitando sempre as condições físicas.

Em um relato que sensibilizou milhares de pessoas, ela refletiu sobre algo que muitos tutores acabam deixando para depois.

Segundo Thais, hoje ela daria qualquer coisa para ver Nando puxando a guia durante mais uma caminhada, parando para cumprimentar pessoas na rua ou insistindo em prolongar um passeio.

A experiência transformou completamente a visão dela sobre aqueles momentos aparentemente comuns que, com o passar do tempo, ganham um valor enorme.

Já o cão Rudder precisou permanecer em repouso absoluto depois de passar por uma cirurgia delicada nas patas. Por isso, ele ficou sem poder visitar o parque que tanto gostava.

Percebendo o quanto o companheiro sentia falta das caminhadas, a tutora, Maddie, encontrou uma solução criativa.

Sempre que saía para passear, ela recolhia galhos, folhas, pinhas e outros elementos naturais encontrados pelo caminho. Ao voltar para casa, espalhava tudo pelo chão para que Rudder pudesse explorar os cheiros e texturas.

Mesmo sem sair de casa, o cachorro passava longos minutos farejando cada objeto, como se estivesse revivendo seus passeios favoritos.

Essas adaptações mostram que qualidade de vida nem sempre depende de grandes recursos. Muitas vezes, pequenos gestos ajudam o animal a continuar exercitando comportamentos naturais e a manter o interesse pelo ambiente, mesmo durante períodos difíceis.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.